Ufam gradua mais de 50 novos professores de Letras

Por Sandra Siqueira
Equipe Ascom

Ao todo, 53 pessoas foram licenciadas em Letras pela Ufam na sexta-feira, 10.  Ao todo, 53 pessoas foram licenciadas em Letras pela Ufam na sexta-feira, 10. A Ufam e a Faculdade de Letras comemoraram a outorga de grau de mais de 50 novos licenciados. A solenidade, presidida pelo vice-reitor, foi realizada na noite de sexta-feira,10, no Auditório Eulálio Chaves.

Ao todo, 53 novos docentes da educação básica, licenciados de quatro cursos da Faculdade de Letras da UFAM (Letras – Língua e Literatura Espanhola, Inglesa, Japonesa e Portuguesa) foram apresentados à sociedade na cerimônia de colação de grau referente ao primeiro semestre de 2018.

Presidindo a solenidade, o vice-reitor da Universidade, professor Jacob Cohen, parabenizou os outorgados da noite e convidou-lhes a refletir sobre o papel político daqueles que têm a responsabilidade de formar cidadãos. “Na sua profissão, nunca se afastem da ética. Nunca façam concessões gratuitas também. Porque essas decisões muitas vezes levam a dissabores. Quero desejar a vocês, a partir desse momento, um porvir cheio de realizações e de alegrias e, mais do que tudo, cheio de realizações dentro da profissão que vocês escolheram. Parabéns”, discursou.

Vice-reitor da Ufam destacou o papel político dos professores.Vice-reitor da Ufam destacou o papel político dos professores.

Relembrando todo o percurso da graduação, a oradora Patrícia Silva destacou algumas mudanças pelas quais passaram os estudantes e os desafios superados para que pudessem chegar ao fim do curso. “Não irei pontuar cada dificuldade que tivemos porque neste momento elas não são mais importantes”, disse. “Elas agora fazem parte de um passado, o passado de nossa graduação que iremos lembrar, de agora em diante, apenas com saudades”, completou a licenciada em Língua e Literatura Espanhola.

Vivian Fernanda Araujo, formada em Letras – Língua e Literatura Portuguesa,  relatou que optou pela profissão por acreditar que, por meio da educação, poderá contribuir para que outras pessoas realizem seus sonhos assim como ela mesma. “Vou levar da Ufam que eu sou capaz de realizar os meus sonhos, independente dos medos e das dificuldades que tive, sou capaz”, declarou, ao confessar que a conquista produzira uma confusão de sentimentos, dos quais o mais marcante era a gratidão a Deus por tê-la conduzido até este importante momento. 

Rosiane Machado, colega de graduação e de profissão de Vívian, revela que o curso de Letras – Língua e Literatura Portuguesa não era sua primeira opção profissional, mas ao conhecê-lo melhor, a licenciatura despertou o seu interesse. “A princípio essa não era a profissão que eu havia escolhido, eu queria ser jornalista, mas a partir do 3º período, quando eu comecei a fazer iniciação científica, eu acabei me encontrando no curso e encontrei na educação uma oportunidade de contribuir com a melhora do mundo, da sociedade, que é o que eu quero. A minha profissão é a forma que eu tenho de letrar pessoas, de mostrar o mundo para elas a partir de uma nova perspectiva, aquela que só tem aqueles que têm acesso à educação”, contou.

Para Rosiane Machado, a colação simboliza a realização de sonho pessoal e da sua família.  Para Rosiane Machado, a colação simboliza a realização de sonho pessoal e da sua família. A entrega do diploma para Rosiane simboliza mais que o final de uma fase de preparação para a vida profissional, mas a concretização de um sonho coletivo, do qual participaram familiares e amigos. “Foram quatro anos e meio de muitas lutas e dificuldades e ver tudo que eu sonhei sendo concretizado, principalmente, um sonho que não foi só meu, mas dos meus pais e de toda a minha família, ter a oportunidade de concretizar isso para eles, vale muito, então, é uma sensação indescritível”, expôs.

A Mesa de Honra foi composta pelo representante do consulado do Japão em Manaus, vice-cônsul Yoshinari Oda, pelos docentes homenageados Sérgio Freire (paraninfo do curso de Letras - Língua e Literatura Inglesa), Cristina Rosoga (paraninfa do curso de Letras - Língua e Literatura Japonesa), Gabriel Arcanjo Albuquerque (paraninfo do curso de Letras - Língua e Literatura Portuguesa), Ernesto Sambuichi (patrono do curso de Letras - Língua e Literatura Japonesa), Marta Monteiro (nomeda turma do curso de Letras - Língua e Literatura Inglesa), Cássio José Ferreira (nome da turma do curso de Letras - Língua e Literatura Japonesa) e Soraya Chain (nome da turma do curso de Letras - Língua e Literatura Português), além do vice-reitor da Ufam e do diretor da Flet, professor Wagner Teixeira.

 

Confira a lista de formados da Faculdade de Letras: 

CURSO DE LETRAS – LÍNGUA E LITERATURA ESPANHOLA

PATRICIA REBELO SILVA

CURSO DE LETRAS – LÍNGUA E LITERATURA INGLESA

GENESIS SOBREIRA FREIRE

LARISSA FREIRE SANTOS

PALLOMA DE SOUZA CARRIL

SAMELA TORRES PASSOS

SCARLETT SYSSI CALDAS DE MESQUITA

CURSO DE LETRAS – LÍNGUA E LITERATURA JAPONESA

BEATRIZ AUGUSTA DE SOUZA COELHO

ETELVINA BIANCA PIRES DOS SANTOS

JONE BRAGA DE MOURA

JULIAN CHATEAUBRIAND MELLO TRIBUZY

SIMONE CARVALHO PEREIRA

CURSO DE LETRAS – LÍNGUA E LITERATURA PORTUGUESA

ALEXANDRE GUEDES MOURAO

ANDREY DO NACIMENTO CALIRI

BEATRIZ CARLA SOUZA CANIZO

BRUNA KAROLINA ALVES SOUSA

CARLA THAYNÁ FERREIRA DA SILVA

CRISTIANNY MOTA DA COSTA

DANILO IAN CORREA DE SOUZA

EDMILSON DE OLIVEIRA NOBRE.

ELOISA CARVALHO DE ARAUJO

ELOIZE BANDEIRA DUARTE

FELICIANO AMORIM DA ROSA

GABRIEL FIGUEIREDO LACERDA

GABRIELA FERNANDES ARAUJO

GEISE FREITAS DE OLIVEIRA

GENALDO SOARES DOS SANTOS

HENRIQUE ADRIANO MORAES LIMA

ILKA BENFICA DA SILVA

ISABEL GAMA DE ALBUQUERQUE

ISABELLA CRISTINA REGES LEÃO

IZABEL CRISTINA COSTA DA SILVA E SOUZA

JOYCE SAMPAIO DE SOUSA

KAROLINE AZEVEDO DUARTE

LARESSA ALVES DA CRUZ

LAYANNA TEIXEIRA FRANCO

LUANA CAROLINE DA SILVA VIEIRA

LYLIAN KAREN MACEDO BEZERRA

MARIANA LETICIA MARQUES SILVA

MAYANA POJO VASQUEZ DO EGITO

MYLENA DA SILVA AZEVEDO

NUBIA BARBOSA CORDEIRO

PAMELA CORREA DA SILVA

PRISCILA CURICO DE CARVALHO

RAABE EMY SOUZA LIMA

RAYESLEY RICARTE COSTA

ROSIANE DE LIMA NOGUEIRA

ROSIANE EUFRAZIO MACHADO

SABRINY MARYA PANTOJA RODRIGUES

SAMARA SILVA SOARES

SUELEN TAVARES ALEMAO

SUZY THAYANE JOHNSON MACHADO DOS SANTOS

VIVIAN FERNANDA GOMES ARAUJO

VIVIANE GOMES FERREIRA

 

Seminário relembra trajetória acadêmica do ex-diretor da FD, professor Sebastião Marcelice

Reitor, professor Sylvio Puga (esquerda), recebeu os palestrantes no Seminário em homenagem ao ex-diretor da Faculdade de DireitoReitor, professor Sylvio Puga (esquerda), recebeu os palestrantes no Seminário em homenagem ao ex-diretor da Faculdade de DireitoA proposta é fixar na agenda anual de eventos o seminário que homenageia o ex-diretor da FD

Uma justa homenagem ao ex-diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas (FD/Ufam), professor Sebastião Marcelice Gomes, falecido no dia 17 de julho de 2017, aos 67 anos, dos quais 26 foram dedicados à docência, à pesquisa e às atividades de gestão naquela Unidade Acadêmica. O Seminário Acadêmico, realizado na sexta, 10, teve como tema a tutela jurídica dos conhecimentos tradicionais e do patrimônio genético, um dos prediletos do homenageado, e muitas vezes tratado em suas produções científicas.

Graduado em Geografia, em 1976, e em Direito, no ano de 1984, o professor Sebastião Marcelice cursou o mestrado em Direito Ambiental, pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), doutorando-se ao pesquisar sobre biotecnologia e sua relação com as questões agroflorestais, razão pela qual o Seminário aborda temas amazônicos.

O evento é uma iniciativa do Centro Acadêmico de Direito (CAD) em parceria com o grupo de pesquisa ‘Direitos dos Conhecimentos e Logospirataria’, liderado pelo professor Raimundo Pereira Pontes Filho, e foi realizado no auditório da Unidade. Além do professor Pontes Filho, o ciclo de palestras teve a participação do procurador-chefe do Ministério Público Federal no Amazonas, Edmilson Barreiros, e do professor aposentado da Ufam João Bosco Ladislau.

“Fazer o Seminário era uma das nossas propostas ao lançar a candidatura para o Centro Acadêmico, principalmente pela importância que teve o professor Marcelice na nossa Faculdade” explica o presidente do CAD, acadêmico do 6º período de Direito João Felipe Luchsinger. “Estamos apenas lançando a ideia, mas queremos que esse evento seja parte da agenda anual do curso. Nós sabemos que o professor ficaria muito honrado ao ver que os temas trabalhados por ele estão alcançando os acadêmicos”, afirmou.

Pesquisador e gestor

A realizar a abertura do evento, o reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, se lembrou dos quatro anos durante os quais ele e o professor Marcelice foram parceiros no Conselho Universitário (Consuni), destacando o caráter conciliador e equilibrado do professor Sebastião. “Ele sempre apresentava uma proposta de mediação, e eu me socorria muitas vezes do conhecimento e dos bons conselhos dele... em especial nos momentos de discussão”, lembrou o reitor, que, à época, participava do Consuni como diretor da Faculdade de Estudos Sociais (FES).Público conheceu temas como biopirataria, proteção de conhecimentos tradicionais e patrimônio genético na AmazôniaPúblico conheceu temas como biopirataria, proteção de conhecimentos tradicionais e patrimônio genético na Amazônia

As qualidades do ex-diretor da FD também foram destacadas pelo professor Sylvio Puga ao parabenizar a iniciativa pelo evento. “Sem duvida, ele deixou uma enorme lacuna na Universidade e na Faculdade de Direito. Foi um grande mestre e formou várias gerações de advogados. Na condição de gestor da FD, esta Unidade avançou em todos os índices, na graduação, na extensão e na pós-graduação, porque ele geriu voltado para a efetiva melhoria do curso, atuando de forma estratégica. Então, o professor Marcelice merece todas as nossas homenagens e o nosso reconhecimento pelo legado que nos deixou”, discursou o reitor.

Temas amazônicos

Aposentado desde 2014, quando se afastou da Faculdade de Tecnologia (FT), o professor João Bosco Ladislau foi um dos palestrantes da tarde. Ele continua atuando nos programas de Geografia (PPGEO), Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia (PPGCASA), Engenharia Civil (PPGEC) e Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA). Neste último, orientou o professor Raimundo Pontes Filho na tese intitulada “Logospirataria na Amazônia”.

Na trajetória acadêmica, o professor Ladislau teve contato com o professor Sebastião Marcelice quando da defesa do doutoramento do professor Pontes Filho. Conforme declara o palestrante, o currículo diversificado e a trajetória acadêmica do homenageado possibilitaram que ele transitasse por vários temas multidisciplinares de pesquisa, fosse como palestrante, orientador ou avaliador de dissertações e teses.

“Sob a minha orientação foi desenvolvido o trabalho Logospirataria na Amazônia, que hoje, inclusive, não é apenas uma denominação, mas uma proposição acadêmica que distingue um grupo de pesquisa liderado pelo professor Pontes. À época, tivemos a oportunidade de contar com o professor Marcelice compondo a banca julgadora”, recordou o professor João Bosco Ladislau, lamentando pela partida súbita do colega de profissão.

Professor Pontes Filho pesquisa sobre logospirataria e lidera grupo de pesquisa homônimo na FDProfessor Pontes Filho pesquisa sobre logospirataria e lidera grupo de pesquisa homônimo na FDCom formação acadêmica em Direito e Ciências Sociais, mestrado em Direito Ambiental e doutorado em Sociedade e Cultura na Amazônia, o professor Pontes Filho atua desde 2016 como docente da FD. Ele, assim como o mestre e ex-diretor da Unidade Acadêmica, escolheu um caminho da transdisciplinaridade, optando por explorar o tema da biopirataria na dissertação e avançando para a discussão do conceito de logospirataria na tese.

Parcerias pela Amazônia

Conforme explicou o procurador-chefe do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), Edmilson Barreiros, o Ministério Público Federal no Amazonas tem um trabalho constante de proteção das comunidades tradicionais. “No nosso momento atual, há grande envolvimento com demandas de muitas comunidades que, por vezes, pelo fato de estarem lutando por questões identitárias e relativas aos direitos sociais, não recebem ainda a atenção necessária do poder público e da academia sobre o seu patrimônio genético, biológico ou mesmo sobre os seus conhecimentos tradicionais”, reconheceu Barreiros.

Hoje, existe um enfoque maior no sentido de lutar pela autonomia dessas comunidades, mas esse viés ainda não foi totalmente explorado. A esse respeito, o procurador-chefe do MPF/AM disse que pode ser feito um trabalho de modo a permitir uma autonomia bem maior. A respeito da atuação do MPF e da Academia, Barreiros apontou algumas possibilidades.

“O primeiro passo é jogar luz sobre o problema. Em segundo lugar, é importante a realização de projetos em comum, tanto na área da pesquisa quanto na extensão. É interessante a atuação da Pró-Reitoria de Inovação, especialmente para que os conhecimentos sejam trabalhados da melhor forma. O Ministério Público promove uma interlocução histórica com essas comunidades, e já possui dados importantes que podem auxiliar na elaboração de projetos em parceria com a Universidade”, afirmou o palestrante.

Campus da Ufam em Benjamin Constant recepciona calouros do segundo semestre de 2018

 
Programação contou com aula inaugural que abordou a importância da iniciação científica para a construção de um senso crítico sobre a Amazônia
Reitor da Ufam dá boas-vindas aos novos alunosReitor da Ufam dá boas-vindas aos novos alunos
 
Por Ismael dos Santos
Equipe Ascom

A comunidade acadêmica do Instituto de Natureza Cultura da Ufam, em Benjamin Constant, recepcionou ao longo desta semana, 06 a 08 de agosto, cerca de 215 novos alunos, aprovados pelo Processo Seletivo para o Interior (PSI). Os calouros participaram de uma série de atividades com o objetivo de integrá-los à vida acadêmica e administrativa da unidade.

Um dos destaques da programação foi a Aula Inaugural, realizada no dia 08, que contou com a presença do reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, do diretor do instituto, professor Ricardo Barbosa, da coordenadora acadêmica em exercício, professora Cristiane da Silva, e do palestrante convidado, professor José Aldemir, líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas das Cidades na Amazônia (Nepecab).

A primeira aula do segundo semestre de 2018 ocorreu um dia após o instituto realizar a cerimônia de colação de grau de 38 novos bacharéis e licenciados dos seis cursos de graduação oferecidos pela unidade: Administração, Pedagogia, Antropologia, Ciências Agrárias e do Ambiente, Letras – Língua e Literatura Portuguesa e Língua e Literatura Espanhola, e Ciências – Biologia e Química.

“Ontem tivemos a colação de grau de 38 novos formados pelo instituto. Isso é uma grande honra para a universidade. E esse é o caminho que vocês irão percorrer pelos próximos quatro anos. Sucesso a todos”, disse o reitor, professor Sylvio Puga.

Para a coordenadora acadêmica, professora Cristiane da Silva, o ingresso de estudantes nos seis cursos do instituto é fruto de uma conquista da Ufam. “Hoje vocês realizaram o sonho de entrar em uma universidade. Há 20 anos isso não era possível. Aproveitem a conquista pois a Ufam é de vocês”.

Com a chegada dos calouros, o instituto passa a ter 1.372 discentes matriculados neste semestre.

Senso crítico como ferramenta interpretação da Amazônia

Com a palestra ‘Amazônia no/do mundo: possibilidades de construto do pensamento a partir do lugar’ o professor José Aldemir, vinculado ao Departamento de Geografia em Manaus, ministrou a primeira aula do segundo semestre com objetivo de instigar nos calouros o uso de ferramentas técnico-científicas, presentes na universidade, para interpretação da Amazônia.

“Nós da universidade precisamos ter um pensamento crítico, devemos ser irrequietos. Nunca devemos estar conformados. E a construção de um senso crítico se dá pela pesquisa. Desde cedo é necessário que eles façam iniciação científica. E assim eles estarão compreendendo a gente da Amazônia, que são eles mesmos, os lugares onde nasceram. Se eles tiverem as ferramentas teórico-metodológicas, conseguirão fazer estudos, interpretações, muito melhores do que faço porque não sou daqui [Alto Solimões]. A universidade é a instituição que possibilita isso”.

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