Ufam forma profissionais das áreas de Informação e Comunicação

Por Cristiane Souza
Equipe Ascom

 

Familiares, professores e amigos prestigiaram a cerimônia de outorga de grau.Familiares, professores e amigos prestigiaram a cerimônia de outorga de grau.Com menos de dois anos de sua criação, a jovem Faculdade de Informação e Comunicação da Universidade Federal do Amazonas (FIC/Ufam) entrega mais 39 profissionais dos cursos de Arquivologia, Biblioteconomia, Jornalismo e Relações Públicas para a sociedade. Os formandos receberam a outorga de grau na segunda-feira, 13, em cerimônia presidida pelo reitor, professor Sylvio Puga, no auditório Eulálio Chaves, setor Sul do Campus Sede.

O professor Puga avaliou a qualificação dos bacharéis, ao citar o pioneirismo da Ufam nas áreas de Informação e Comunicação. “Em se tratando de cursos, a nossa Ufam foi a pioneira na formação dos profissionais dessa área no Amazonas. E agora, como Faculdade, ainda mais com o novo prédio que será entregue, nós ampliaremos as atividades de ensino, pesquisa e extensão para avançar ainda mais na formação”, garantiu o reitor. “Quanto aos profissionais que hoje entregamos à sociedade, temos a certeza de que eles ingressam no mercado com o padrão Ufam de qualidade, por isso farão a diferença na sua atuação profissional. Eu desejo a todos vocês o sucesso na sua trajetória profissional e que honrem o nome da nossa Universidade onde quer que atuem”, conclamou aos egressos o presidente da solenidade.

Ao final, o reitor e o diretor da FIC participaram das fotos dos egressos.Ao final, o reitor e o diretor da FIC participaram das fotos dos egressos.O diretor da Faculdade, professor Allan Rodrigues, explicou a proximidade entre os quatro cursos que a compõem: “A FIC reúne duas áreas muito próximas, que são a Informação e a Comunicação, cada uma delas com dois cursos, todos com grande importância para a sociedade, para o exercício da democracia”. Segundo explicou o gestor, as melhores notas no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e noutras avalições nessas áreas são da Ufam. “Por exemplo, o nosso curso de Jornalismo é nota quatro no Enade, e o curso de Relações Públicas tem cinco estrelas no Guia do Estudante. Os cursos de Arquivologia e Biblioteconomia também têm muito destaque quando avaliados”, ressaltou o diretor da Unidade. 
“O mercado de trabalho tem absorvido nossos egressos. Se você buscar nas bibliotecas, nos arquivos de instituições públicas ou privadas, nos jornais e nas assessorias de comunicação, você vai encontrá-los sempre fazendo parte das equipes e liderando. Então, os nossos profissionais têm bom espaço no mercado do trabalho. Isso é o resultado do esforço que a universidade pública faz, mesmo diante de todos os desafios”, garantiu o professor Allan Rodrigues.
Ainda segundo ele, com a entrega do prédio da FIC, em breve, a Unidade terá uma infraestrutura mais adequada ao desenvolvimento das competências técnicas dos acadêmicos. “Se hoje nós já temos cursos muito bem avaliados, com a melhoria da parte estrutural a tendência é avançar ainda mais na qualidade. Eu acredito que a entrega vai possibilitar uma formação mais completa e voltada para o fazer. Temos cursos focados em dar um arcabouço teórico, mas o perfil do nosso egresso vai avançar na medida em que entregaremos ao mercado profissionais mais familiarizados com as novas tecnologias e com a prática que será experimentada nos laboratórios”, concluiu o docente.
 
Novas possibilidades
 
Os agora profissionais cumpriram a tradição de lançar os capelos ao final da solenidade.Os agora profissionais cumpriram a tradição de lançar os capelos ao final da solenidade.Para a oradora das turmas, Vitória de Cássia Farias, já discursando como profissional de Relações Públicas, ficaram marcadas nas históricas de cada egresso memórias que somente a Ufam pôde proporcionar. “Tivemos a oportunidade de estar perto da natureza e de experimentar a multidisciplinaridade de estudar num campus com os seus cursos integrados. Cada um sabe que a recompensa é hoje, a dádiva do conhecimento obtido que nunca nos será retirado. Conhecimento é responsabilidade”, ponderou a egressa.
A jovem mencionou ainda a importância de cada uma das quatro profissões ali representadas, em especial o zelo pela ética ao lidar com a informação, seja como arquivista, como bibliotecário, como jornalista ou profissional de Relações Públicas. “Podemos considerar a data de hoje o marco zero de uma nova jornada, cheia de possibilidades a serem exploradas. Com toda a certeza, as oportunidades vão aparecer nas nossas jornadas, e desejo que estejamos preparados para aproveitá-las. Desejo paciência e fé no que acreditamos, e que jamais desistamos dos nossos ideais”, encorajou os colegas.
Na mesma linha de motivação frente à nova etapa da vida, o coordenador do curso de Arquivologia e paraninfo da turma, professor Leandro Coelho de Aguiar, falou sobre o significado dos sonhos, e de como os ideais podem se tornar objetivos concretizados mediante trabalho e dedicação. Em sua fala, representou os demais paraninfos: professora Aline Ferreira Lira (Relações Públicas), professora Ítala Clay de Oliveira Freitas (Jornalismo) e professor Felipe Vlaxio Lopes (Biblioteconomia). “Falo diretamente aos colegas de profissão que não será fácil. Não caiam na ilusão de que terão sempre que propor mudanças radicais... porque, muitas vezes, a mudança é pequena na ação, mas imensurável em seus resultados. Chamo a atenção para um dado importante, de que vocês ainda fazem parte de um grupo privilegiado, pois, ainda hoje, apenas 15,7% da população brasileira possui nível superior”, finalizou o professor Leandro Aguiar.
 
Confira a seguir as listas de formados em cada curso:
 
Arquivologia
1. Adriele Paula De Oliveira
2. Caroline Botelho Pinto
3. Daniele De Carvalho Guimarães
4. Janine Rodrigues Saraiva Maria
5. Jean Luís Dos Santos Batista
6. Jorge Vicente Borges Lira
7. Lilian Debora Lima De Oliveira
8. Pedro Henrique Rodrigues Castro
9. Solange Huber Dos Santos
 
Biblioteconomia
1. Adriely Bruce Da Silva
2. Allison Silva De Andrade
3. Jucivane Pereira Almeida
4. Katia Cilene Da Silva Lopes De Lima
5. Kerolay Batista Trindade
6. Marilia Gabriele De Andrade Pirangi
 
Jornalismo
1. Ana Karen Da Silva Sales Tavares
2. Antonio Euclides Ribeiro Lopes
3. Camila Da Costa Leonel
4. Dany Sullivan Cardoso Da Silva
5. Emanuelle Cristina Sena Lopes
6. Gabriel Neves De Moura De Souza
7. Gabriela Costa Maciel
8. Karem Luana Pereira Canto
9. Lorena Beatriz Barreto Furtado
10. Mariley Paloma Marinho Nascimento
11. Maysa Fernanda Da Silva Saraiva Leão
12. Natascha Almeida Dantas
13. Patrícia Vaz Borges
14. Rafaela Duarte Cabral
15. Tainá Lima Amoedo
16. Victor Correa Da Costa
 
Relações Públicas
1. Carolina Xavier Falcão
2. João Pedro Souza De Oliveira
3. Lívia Cristina Amazonas Marinho
4. Samarony Pinheiro Batista
5. Samilla De Souza Izaias
6. Thays Evellin Pereira De Castro
7. Valber De Araujo Silva
8. Vitória De Cássia Farias Oliveira

Coordenador do Distrito Indígena de Saúde visita Pró-Reitoria de Extensão da Ufam

São ofertadas 1.260 vagas para AIS e outras 249 para Aisan em municípios do Alto Rio Negro, do Alto Rio Solimões, do Médio Rio Purus, do Médio Rio Solimões e seus afluentes, além de DSEI's localizados em Parintins, Manaus e no Vale do Javari

Equipe do DSEI Manaus e gestores da Ufam reunidosEquipe do DSEI Manaus e gestores da Ufam reunidosPor Cristiane Souza
Equipe Ascom

Com o objetivo de apresentar demandas, planejar a logística e realizar ajustes nas aulas do I Módulo do Curso de Qualificação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (Aisan), o novo coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) reuniu-se com os gestores da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Amazonas (Proext/Ufam).

Além do professor Mário Rui Júnior, do pró-reitor de Extensão, professor Ricardo Bessa, e da coordenadora geral do Projeto pela Ufam e diretora do Departamento de Políticas de Afirmativas da Proext, professora Cláudia Guerra, participaram da reunião a assistente social Luzineide dos Santos e a ponto focal Elizaneide da Silva Seixas. Na conversa, frisou-se o objetivo das aulas, que é o de qualificar agentes indígenas que já atuam na área para prevenção e promoção da saúde naqueles territórios.

Planejamento e Execução

A partir de agora, a Ufam e o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), instituições de ensino parceiras na iniciativa, irão capacitar a equipe de docentes e supervisores de campo em todo o Distrito Indígena de Manaus, levando em conta questões como o perfil epidemiológico da região, o grau de escolaridade dos AIS e Aisan que atuam no local e a especificidades das etnias.

Para a coordenadora institucional do projeto, professora Claudia Guerra, “o curso se adequará à realidade dos DSEI, não só em relação às etnias presentes no território, mas às distâncias e a escolaridade dos AIS e dos AISAN”. Essa também é a expectativa do coordenador do DSEI Manaus, Mário Rui Júnior. As aulas do Módulo I terão início em meados de setembro.

O Amazonas foi o primeiro a receber o Programa de qualificação para agentes indígenas. E não poderia ser diferente, já que é o estado que contabiliza a maior população nativa, somando 196 mil índios e o maior número de Distritos Sanitários Especiais Indígenas do Brasil (DSEIs). Apesar disso, havia aqui pouca oferta de cursos para AIS e AISAN nos últimos anos.

A Sesai já elabora uma proposta de calendário para implantação do curso nos demais DSEI em 2018 e 2019. Os DSEI inicialmente contemplados são: Alto Rio Negro, Alto Rio Solimões, Médio Rio Purus, Médio Rio Solimões e Afluentes, Parintins, Manaus e Vale do Javari. Serão ofertadas 1.260 vagas para AIS e 249 para AISAN nestes sete Distritos.

Saiba mais

Em março deste ano, foi lançado o curso de Qualificação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (Aisan), oferecido pelo Ministério da Saúde por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). A iniciativa é executada pelo Cetam em parceria com a Universidade, tendo em vista a expertise das duas instituições nas áreas de pesquisa e educação.

Capes avalia Programa de Pós-Graduação em Educação da Ufam

Equipe de docentes do PPGE e avaliadores tiveram agenda de dois dias para a visita técnica e a reunião na ReitoriaEquipe de docentes do PPGE e avaliadores tiveram agenda de dois dias para a visita técnica e a reunião na ReitoriaPor Sebastião de Oliveira
Equipe Ascom 

Reuniões com docentes e discentes e visita técnica nas estruturas de atendimento do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/Ufam) estiveram na programação realizada pelos avaliadores da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A comitiva de avaliadores, formada pelos professores da Universidade Federal do Paraná (UFP), Ângelo de Souza, e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Alicia Bonomino, esteve nos dias 9 e 10 de agosto realizando visita técnica junto ao PPGE/Ufam. O acompanhamento ocorreu diante do contexto de manutenção da nota 4 concedida na última avaliação do quadriênio.

Para o reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, que recepcionou a comitiva na última sexta-feira, 10, se a instituição quer uma confluência de coisas boas, um olhar externo dos avaliadores que possibilite apontar outros caminhos é importante. Isso culmina na melhoria do aprendizado, propiciando as correções e a atuação necessárias. Ele considera essencial o processo avaliativo realizado pela Capes. 

“Fazer pós-graduação na Amazônia é uma situação que não é simples. Pela distância, pelo menor número deReitor da Ufam, o professor Sylvio Puga recepcionou os avaliadores da Capes Reitor da Ufam, o professor Sylvio Puga recepcionou os avaliadores da Capes  doutores per capita... mas esse é o nosso desafio. Nós estamos aqui para isso, para enfrentar o desafio amazônico”, disse o reitor.

O reitor lembrou as facilidades de deslocamento na região sudeste do Brasil, quando fora discente de pós-graduação, e fez um paralelo com a dificuldade encontrada por alunos do Instituto de Natureza e Cultura de Benjamin Constant para a participação em um congresso internacional, o qual atribui a logística como principal obstáculo.

O professor Puga finalizou mencionando o empenho institucional como fator para a melhoria do Programa, e ressaltou que, em breve, os resultados surgirão, como decorrência do diálogo, do trabalho em equipe e do 'se colocar no lugar do outro'.

Avaliação de acompanhamento 

O avaliador da Capes, professor Ângelo Souza, disse que está muito feliz com a acolhida na Ufam. Para o avaliador, o PPGE tem uma história, uma caminhada, com professores bem formados e com bons perfis. “A área de concentração 'Educação, Cultura e desafios amazônicos' está delimitada e articula as temáticas universais da educação com as questões regionais. Portanto, o programa tem um desenho interessante”, comentou ele.

Avaliador da Capes, professor Ângelo SouzaAvaliador da Capes, professor Ângelo SouzaO professor destacou que as dificuldades encontradas no quadriênio anterior estão sendo superadas por uma equipe denominada de coordenação ampliada. Para o avaliador, essa prática não é usual, mas é fundamental para que o Programa supere as dificuldades impostas no passado.

O professor relata sobre o diálogo que teve com professores e estudantes, que demonstraram ter conhecimento do contexto atual do Programa, principalmente dos grandes eixos de dificuldades que envolvem a produção bibliográfica do docente, o prazo de conclusão do mestrado e doutorado para o discente, além de outros indicativos.

“Eu não tenho dúvidas que o PPGE, com o apoio institucional da Reitoria, da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp) e da direção da Faculdade de Educação (Faced), com seu devido esforço e o registro adequado, recuperará a nota 4 que outrora já obteve”, declarou Souza. 

Ele defendeu o programa como plano estratégico regional. "A Região Norte desenvolveu muito, sob o pondo de vista da pós-graduação em educação nos últimos anos, mas, ainda, não na proporção da demanda das necessidades da sociedade dos diferentes Estados da Região Norte", disse.

De acordo com o avaliador, o Norte é a região que ainda tem, proporcionalmente, um menor número de programas de pós-graduação em Educação. “Os programas da Ufam e da Universidade Federal do Pará (UFPA) têm um papel de liderança regional e por isso é fundamental que se debruce sobre suas dificuldades para recuperar a nota e  colocá-lo no seu lugar de liderança”, comentou o professor Souza. 

“É fundamental a qualificação do graduado em pedagogia, do Licenciado que atue na educação básica para que possa resultar em novos  quadros de professores para o atendimento das universidades públicas ou privadas; e isso refletirá no desenvolvimento científico e tecnológico”, completou o avaliador.      

Demanda regional e países fronteiriços

Professores do PPGE, em reunião com os avaliadoresProfessores do PPGE, em reunião com os avaliadores

A coordenadora do PPGE, professora Fabiane Garcia, lembra a avaliação relativa ao quadriênio 2013/2016, na qual foi atribuída a nota 4 que, segundo a docente, levaria ao rebaixamento do Programa. Por conta isso, a coordenação entrou com recurso junto a Capes. Porém, o pleito foi indeferido, obrigando a recorrer e esperar o resultado final no próximo mês de setembro.

Independentemente de resultado, a professora afirma que a Capes acatou as reivindicações tanto da Coordenação quanto da Propesp, no sentido de que o processo de avaliação seja de acompanhamento e que possa conduzir à qualidade da Educação do Programa. Segundo a coordenadora, o benefício não será somente para o Amazonas, mas para toda a Região Norte do País. “O PPGE atende alunos dos Estados do Acre, Roraima, Rondônia, e até mesmo do Pará, inclusive dos países fronteiriços da Amazônia Brasileira, como a Venezuela”, disse professora.

Segundo avalia, o Programa é estratégico: “Mais do que a nota, o que de fato nós temos hoje é o compromisso de melhorar o programa e continuar sendo referência na formação profissional de professores. Não é por acaso que esse é o primeiro Programa de Pós-Graduação Regional. É o mais antigo. Nós não imaginamos a nossa região sem a formação de mestres e doutores em Educação".

"Assim, a visita de acompanhamento da Capes tem o  propósito de nos orientar para a melhoria. Eu penso que a presença da nova coordenação do PPGE é um exemplo de esforço. De fato, temos hoje um grupo coeso que tem pensado a pós-graduação mais fortalecida. Penso também que a Administração Superior tem nos dado todo o apoio necessário para alavancar e, definitivamente, e consolidar o PPGE no Amazonas”, finaliza a coordenadora.

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