Ufam forma profissionais das áreas de Informação e Comunicação
Familiares, professores e amigos prestigiaram a cerimônia de outorga de grau.Com menos de dois anos de sua criação, a jovem Faculdade de Informação e Comunicação da Universidade Federal do Amazonas (FIC/Ufam) entrega mais 39 profissionais dos cursos de Arquivologia, Biblioteconomia, Jornalismo e Relações Públicas para a sociedade. Os formandos receberam a outorga de grau na segunda-feira, 13, em cerimônia presidida pelo reitor, professor Sylvio Puga, no auditório Eulálio Chaves, setor Sul do Campus Sede.
O professor Puga avaliou a qualificação dos bacharéis, ao citar o pioneirismo da Ufam nas áreas de Informação e Comunicação. “Em se tratando de cursos, a nossa Ufam foi a pioneira na formação dos profissionais dessa área no Amazonas. E agora, como Faculdade, ainda mais com o novo prédio que será entregue, nós ampliaremos as atividades de ensino, pesquisa e extensão para avançar ainda mais na formação”, garantiu o reitor. “Quanto aos profissionais que hoje entregamos à sociedade, temos a certeza de que eles ingressam no mercado com o padrão Ufam de qualidade, por isso farão a diferença na sua atuação profissional. Eu desejo a todos vocês o sucesso na sua trajetória profissional e que honrem o nome da nossa Universidade onde quer que atuem”, conclamou aos egressos o presidente da solenidade.
Coordenador do Distrito Indígena de Saúde visita Pró-Reitoria de Extensão da Ufam
São ofertadas 1.260 vagas para AIS e outras 249 para Aisan em municípios do Alto Rio Negro, do Alto Rio Solimões, do Médio Rio Purus, do Médio Rio Solimões e seus afluentes, além de DSEI's localizados em Parintins, Manaus e no Vale do Javari
Equipe do DSEI Manaus e gestores da Ufam reunidosPor Cristiane SouzaCom o objetivo de apresentar demandas, planejar a logística e realizar ajustes nas aulas do I Módulo do Curso de Qualificação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (Aisan), o novo coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) reuniu-se com os gestores da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Amazonas (Proext/Ufam).
Além do professor Mário Rui Júnior, do pró-reitor de Extensão, professor Ricardo Bessa, e da coordenadora geral do Projeto pela Ufam e diretora do Departamento de Políticas de Afirmativas da Proext, professora Cláudia Guerra, participaram da reunião a assistente social Luzineide dos Santos e a ponto focal Elizaneide da Silva Seixas. Na conversa, frisou-se o objetivo das aulas, que é o de qualificar agentes indígenas que já atuam na área para prevenção e promoção da saúde naqueles territórios.
Planejamento e Execução
A partir de agora, a Ufam e o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), instituições de ensino parceiras na iniciativa, irão capacitar a equipe de docentes e supervisores de campo em todo o Distrito Indígena de Manaus, levando em conta questões como o perfil epidemiológico da região, o grau de escolaridade dos AIS e Aisan que atuam no local e a especificidades das etnias.
Para a coordenadora institucional do projeto, professora Claudia Guerra, “o curso se adequará à realidade dos DSEI, não só em relação às etnias presentes no território, mas às distâncias e a escolaridade dos AIS e dos AISAN”. Essa também é a expectativa do coordenador do DSEI Manaus, Mário Rui Júnior. As aulas do Módulo I terão início em meados de setembro.
O Amazonas foi o primeiro a receber o Programa de qualificação para agentes indígenas. E não poderia ser diferente, já que é o estado que contabiliza a maior população nativa, somando 196 mil índios e o maior número de Distritos Sanitários Especiais Indígenas do Brasil (DSEIs). Apesar disso, havia aqui pouca oferta de cursos para AIS e AISAN nos últimos anos.
A Sesai já elabora uma proposta de calendário para implantação do curso nos demais DSEI em 2018 e 2019. Os DSEI inicialmente contemplados são: Alto Rio Negro, Alto Rio Solimões, Médio Rio Purus, Médio Rio Solimões e Afluentes, Parintins, Manaus e Vale do Javari. Serão ofertadas 1.260 vagas para AIS e 249 para AISAN nestes sete Distritos.
Saiba mais
Em março deste ano, foi lançado o curso de Qualificação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (Aisan), oferecido pelo Ministério da Saúde por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). A iniciativa é executada pelo Cetam em parceria com a Universidade, tendo em vista a expertise das duas instituições nas áreas de pesquisa e educação.
Capes avalia Programa de Pós-Graduação em Educação da Ufam
Reuniões com docentes e discentes e visita técnica nas estruturas de atendimento do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE/Ufam) estiveram na programação realizada pelos avaliadores da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
A comitiva de avaliadores, formada pelos professores da Universidade Federal do Paraná (UFP), Ângelo de Souza, e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Alicia Bonomino, esteve nos dias 9 e 10 de agosto realizando visita técnica junto ao PPGE/Ufam. O acompanhamento ocorreu diante do contexto de manutenção da nota 4 concedida na última avaliação do quadriênio.
Para o reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, que recepcionou a comitiva na última sexta-feira, 10, se a instituição quer uma confluência de coisas boas, um olhar externo dos avaliadores que possibilite apontar outros caminhos é importante. Isso culmina na melhoria do aprendizado, propiciando as correções e a atuação necessárias. Ele considera essencial o processo avaliativo realizado pela Capes.
“Fazer pós-graduação na Amazônia é uma situação que não é simples. Pela distância, pelo menor número deReitor da Ufam, o professor Sylvio Puga recepcionou os avaliadores da Capes doutores per capita... mas esse é o nosso desafio. Nós estamos aqui para isso, para enfrentar o desafio amazônico”, disse o reitor.
O reitor lembrou as facilidades de deslocamento na região sudeste do Brasil, quando fora discente de pós-graduação, e fez um paralelo com a dificuldade encontrada por alunos do Instituto de Natureza e Cultura de Benjamin Constant para a participação em um congresso internacional, o qual atribui a logística como principal obstáculo.
O professor Puga finalizou mencionando o empenho institucional como fator para a melhoria do Programa, e ressaltou que, em breve, os resultados surgirão, como decorrência do diálogo, do trabalho em equipe e do 'se colocar no lugar do outro'.
Avaliação de acompanhamento
O avaliador da Capes, professor Ângelo Souza, disse que está muito feliz com a acolhida na Ufam. Para o avaliador, o PPGE tem uma história, uma caminhada, com professores bem formados e com bons perfis. “A área de concentração 'Educação, Cultura e desafios amazônicos' está delimitada e articula as temáticas universais da educação com as questões regionais. Portanto, o programa tem um desenho interessante”, comentou ele.
Avaliador da Capes, professor Ângelo SouzaO professor destacou que as dificuldades encontradas no quadriênio anterior estão sendo superadas por uma equipe denominada de coordenação ampliada. Para o avaliador, essa prática não é usual, mas é fundamental para que o Programa supere as dificuldades impostas no passado.
O professor relata sobre o diálogo que teve com professores e estudantes, que demonstraram ter conhecimento do contexto atual do Programa, principalmente dos grandes eixos de dificuldades que envolvem a produção bibliográfica do docente, o prazo de conclusão do mestrado e doutorado para o discente, além de outros indicativos.
“Eu não tenho dúvidas que o PPGE, com o apoio institucional da Reitoria, da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp) e da direção da Faculdade de Educação (Faced), com seu devido esforço e o registro adequado, recuperará a nota 4 que outrora já obteve”, declarou Souza.
Ele defendeu o programa como plano estratégico regional. "A Região Norte desenvolveu muito, sob o pondo de vista da pós-graduação em educação nos últimos anos, mas, ainda, não na proporção da demanda das necessidades da sociedade dos diferentes Estados da Região Norte", disse.
De acordo com o avaliador, o Norte é a região que ainda tem, proporcionalmente, um menor número de programas de pós-graduação em Educação. “Os programas da Ufam e da Universidade Federal do Pará (UFPA) têm um papel de liderança regional e por isso é fundamental que se debruce sobre suas dificuldades para recuperar a nota e colocá-lo no seu lugar de liderança”, comentou o professor Souza.
“É fundamental a qualificação do graduado em pedagogia, do Licenciado que atue na educação básica para que possa resultar em novos quadros de professores para o atendimento das universidades públicas ou privadas; e isso refletirá no desenvolvimento científico e tecnológico”, completou o avaliador.
Demanda regional e países fronteiriços
A coordenadora do PPGE, professora Fabiane Garcia, lembra a avaliação relativa ao quadriênio 2013/2016, na qual foi atribuída a nota 4 que, segundo a docente, levaria ao rebaixamento do Programa. Por conta isso, a coordenação entrou com recurso junto a Capes. Porém, o pleito foi indeferido, obrigando a recorrer e esperar o resultado final no próximo mês de setembro.
Independentemente de resultado, a professora afirma que a Capes acatou as reivindicações tanto da Coordenação quanto da Propesp, no sentido de que o processo de avaliação seja de acompanhamento e que possa conduzir à qualidade da Educação do Programa. Segundo a coordenadora, o benefício não será somente para o Amazonas, mas para toda a Região Norte do País. “O PPGE atende alunos dos Estados do Acre, Roraima, Rondônia, e até mesmo do Pará, inclusive dos países fronteiriços da Amazônia Brasileira, como a Venezuela”, disse professora.
Segundo avalia, o Programa é estratégico: “Mais do que a nota, o que de fato nós temos hoje é o compromisso de melhorar o programa e continuar sendo referência na formação profissional de professores. Não é por acaso que esse é o primeiro Programa de Pós-Graduação Regional. É o mais antigo. Nós não imaginamos a nossa região sem a formação de mestres e doutores em Educação".
"Assim, a visita de acompanhamento da Capes tem o propósito de nos orientar para a melhoria. Eu penso que a presença da nova coordenação do PPGE é um exemplo de esforço. De fato, temos hoje um grupo coeso que tem pensado a pós-graduação mais fortalecida. Penso também que a Administração Superior tem nos dado todo o apoio necessário para alavancar e, definitivamente, e consolidar o PPGE no Amazonas”, finaliza a coordenadora.
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