Progesp oferece curso de Libras Instrumental Nível II

A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) realiza, no período de 20 a 31 de agosto, na Sala de Treinamento da Progesp, das 8h às 12h, o curso de ‘Libras Instrumental Nível II’, com parceria da Coordenação de Tradução (CTRAD/Ufam). O objetivo é dar continuidade ao aprendizado dos servidores, visando proporcionar experiências por meio do uso da Língua Brasileira de Sinais e do contato com a comunicação visual, preparando para um melhor atendimento ao público surdo nos diversos setores da universidade, eliminando barreiras linguísticas e promovendo o acesso a informação para a comunidade interna e externa da Ufam.
As inscrições devem ser feitas até às 12h do dia 17 de agosto, por meio do requerimento de inscrição de evento interno de capacitação disponível no link: https://goo.gl/3Bx1V9, que deve ser enviado à Progesp por meio de processo físico, com capa de processo, via protocolo.
São destinadas 25 vagas para servidores técnico-administrativos e docentes efetivos da Ufam que tenham cursado o Nível I do curso ou que tenham conhecimentos básicos em Libras.
Mais informações, entrar em contato pelo telefone: 3305-1487
Curso de Medicina da Ufam promove ações de saúde com idosos
Estudantes do curso de Medicina da Ufam desenvolvem ações de promoção de saúde com idosos. As ações correspondem à parte prática da disciplina Saúde Coletiva I, ministrada no primeiro semestre deste ano. Os alunos visitaram grupos de idosos que moram em abrigos e promoveram diversas ações de saúde com perspectiva de melhora na qualidade de vida.
Nas últimas décadas, como aponta a literatura, ampliou-se a compreensão de que está em curso um processo de envelhecimento populacional, o que se deu por diversas razões, dentre as quais se destacam: o aumento da visibilidade dos idosos e as mudanças sociais que produziram uma forma diferente de as pessoas viverem a velhice.
Estudos apontam que o número de idosos passou de 3 milhões em 1960, para 7 milhões em 1975, e 22 milhões em 2010, o que representa um aumento de mais de 700% em 50 anos. Estima-se que o Brasil alcançará 32 milhões de idosos em 2020, o que traz uma série de desafios para gestores, pesquisadores em saúde e para toda a sociedade.
Viver mais, porém com qualidade de vida, ou seja, com saúde, boa disposição, prazer e alegria na maturidade, deve ser o lema dessa nova realidade. Com essa perspectiva, alunos do curso de Medicina da Ufam desenvolvem diversas ações de promoção de saúde junto a pessoas idosas participantes de grupos de idosos. Essas ações correspondem ao cumprimento da parte prática da disciplina Saúde Coletiva I, ministrada no 1º período do Curso.
Segundo a professora Cecília Freitas, “é fundamental que a Faculdade proporcione espaços e atividades acadêmicas para que esses alunos, futuros médicos, tenham contato com a pessoa idosa e suas demandas para a saúde, conheçam as necessidades específicas e as diferentes realidades no atendimento a essas necessidades. É importante que atentem para a realidade de um país que está envelhecendo em meio a um contexto de desigualdades sociais e formas de exclusões diversas o que, cada vez mais, trará conseqüências para a Saúde, enquanto política pública. Além disso, procura-se despertar nesse aluno, a importância do olhar atento e cuidadoso para a pessoa idosa, enquanto ser humano integral portador de um passado que precisa ser valorizado e respeitado, de um presente que precisa ser vivido saudavelmente de modo à manutenção da autonomia e à criação de boas perspectivas para o futuro”, afirmou a professora.
Com essa finalidade, os alunos encontram-se semanalmente com idosos, acompanhados de uma professora da disciplina e realizam rodas de conversa sobre temas diversos voltados para a promoção da saúde, trabalho em grupo, música, dança, passeios, entre outras atividades. Atualmente, as atividades práticas são desenvolvidas no Núcleo Teresa Tupinambá, no bairro do Educandos; Abrigo FAIC e Programa PROASI, ambos funcionando nas dependências da Igreja Nossa Senhora das Graças, no bairro do mesmo nome e Casa de Saúde São Vicente de Paula, no bairro de São Raimundo.
Compõem a equipe de docentes da disciplina que acompanham essas atividades as professoras: Ana Francisca Silva, BahieyyhArmadpour, Cecília Freitas, Luciana Barros e Thaís Tibery. Colabora na preparação dos alunos para o desenvolvimento dessas ações a professora do Departamento de Clínica Médica e, geriatra, Karoline Rodrigues.

Fórum permanente aborda a questão da governabilidade no Brasil no Amazonas
Microempresário Cristóvam Luiz
A tarefa de apresentar o tema 'Vícios de Governabilidade' a partir de diversas nuances ficou a cargo do microempresário do ramo metalúrgico Cristóvam Luiz. A exposição ocorreu na última quinta-feira, 9, na sala de reuniões da Câmara de Extensão da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Amazonas (Proext/Ufam), com a participação de membros da comunidade acadêmica e de pessoas da comunidade externa.
A proposta de trazer para a Academia temas atuais e que estão no cerne da discussão econômica, política e social tem sido alcançada pelo Fórum para o Desenvolvimento do Amazonas, conforme conclui o anfitrião do evento, pró-reitor de Extensão da Ufam, professor Ricardo Bessa. Segundo o gestor, além de apresentar subsídios teóricos, a equipe pretende avançar na elaboração de relatórios e projetos que compilem as temáticas. “O intuito é contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Estado de maneira efetiva”, disse.
A respeito do tema abordado pelo orador da sessão, ele pinçou uma lista de aspectos que caracterizam a governabilidade no País e no estado, apresentando e exemplificando uma série de vícios históricos. “Para termos uma ideia, os ‘pequenos favores’ tiveram início já no que nós conhecemos como a Certidão de Nascimento do Brasil, que foi a carta de Pero Vaz de Caminha. No texto, ele pede ao monarca português que ‘arranje’ um cargo para um de seus genros”, citou o Cristóvam Luiz, ao recordar ainda que, na mesma carta, é possível perceber a subserviência em relação aos poderosos.
“Até hoje”, alertou o orador, “vivemos com as marcas dessa forma de enxergar a classe política, seja solicitando favores, seja demonstrando servilismo em relação à classe política”. Desse tronco comum é que nascem muitos dos vícios de governabilidade que permeiam a relação do brasileiro com o “Poder”, dentre os quais o orador citou a corrupção (lato e stricto sensu), o nepotismo, assim como a governança descolada dos interesses sociais e à serviço de interesses pessoais e escusos.
Segundo discorreu ele, a classe política brasileira – da mesma sorte, a amazonense – “têm protagonizado um sem número de escândalos envolvendo a dilapidação do patrimônio público. Diante desse cenário, qual é o papel da população?”, questionou. Para Cristóvam Luiz, a saída está em implementar medidas eficazes de combate legal aos vícios, reduzindo o histórico de impunidade para os crimes contra o erário e contra os próprios brasileiros.
“Além disso, é preciso que, nos espaços de discussão qualificada, como as universidades, sejam elaboradas propostas para modificar o atual cenário de dilapidação dos recursos públicos, de escândalos e de descrédito em que caiu a classe política do País”, completou. Segundo ele, o Fórum Permanente tem alcançado um lugar de destaque nesse objetivo de promover debates necessários e urgentes para a promoção do desenvolvimento regional.
Alienação cultural
A programação do dia 9 de agosto teve a reprodução de um vídeo, editado pela TV Ufam, em que o professor e jornalista Ribamar Bessa palestra sobre o tema Alienação Cultural. Em primeiro lugar, o amazonense traçou a distinção entre diferentes formas de alienação.
“No direito, o termo está ligado à perda do direito sobre bens, transmitindo para outra pessoa a propriedade ou o direito. Esse termo, na seara política, é usado para designar uma situação em que alguém abre mão do direito de agir, de reivindicar, de se organizar e de apresentar soluções. Essa pessoa, alienada, espera que outros resolvam as questões, pois renunciou voluntária ou involuntariamente direitos e deveres que eram seus”, explicou Bessa.
Em relação à Filosofia, segundo ele, a alienação ocorre quando a criação humana escapa ao seu criador, deixando o indivíduo alienado de ser alguém, passando a ser subjugado pelo seu próprio produto. “Ele é a própria coisa. Assim, ao invés de o indivíduo ser agente ativo, ele passa a ser mera peça, possível de ser manobrada por quem tem os meios para isso”, disse.
Já na Economia Política, o homem alienado se torna escravo do objeto que produz. “Ou seja, quem produz não poderá usufruir do produto do seu labor”, apontou o palestrante no vídeo cuja temática em muito se relacionou com a exposição realizada por Cristóvam Luiz.
Em inserção na qual analisou a abordagem feita pelo palestrante Ribamar Bessa, o diretor de Extensão, professor Almir Menezes, que também é professor de Sociologia e advogado, pontuou que há diferentes formas de alienação que vivenciamos no contexto regional, tais como os grandes projetos de desenvolvimento traçados pelos diferentes governos.
“A Zona Franca, por exemplo, não consegue mais suprir nossas necessidades de desenvolvimento, de modo que é importante o reconhecimento e o emprego de formas de conhecimento mais autóctones (nativas, da região) a fim de se estabelecer estratégias próprias e menos dependentes”, sugeriu o docente.
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