Edua participa de encontro da Associação Brasileira de Editoras Universitárias
Em pauta, uma agenda comum às editoras públicas e privadas
Gestores das editoras reuniram em Petrópolis (RJ)Revolução Industrial 4.0, riscos e oportunidades para o Amazonas estão na pauta da Ufam
Conforme Francisco Cruz, o Brasil deixou de lado a melhor estratégia para o desenvolvimento – a formação de capital humano tecnológico
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) avança na promoção do Fórum Permanente para o Desenvolvimento do Amazonas, tendo como tema do sétimo seminário “Os Impactos da Revolução 4.0 na Economia do Amazonas – Riscos e Oportunidades”. A sessão ocorreu na quinta-feira, 24, com a apresentação do economista, consultor e administrador Francisco Cruz.
Ao receber os participantes, o pró-reitor de Extensão, professor Ricardo Bessa, reiterou a proposta da atividade: “Este fórum surgiu com o objetivo de contribuir com o s gestores públicos do Estado discutindo e levantando problemas concretos que atormentam o nosso estado e o nosso povo, propondo soluções adequadas possíveis, para resolver esses problemas”.
Ainda segundo o anfitrião, “o papel da universidade, em qualquer País do mundo, e aqui não poderia ser diferente, é produzir conhecimentos acerca da sua realidade com o fim último de solucionar os problemas concretos da sociedade”.
O professor Ricardo Bessa frisou que é relevante a participação da classe política no evento. “Estamos recebendo hoje o primeiro dos pré-candidatos ao governo do Amazonas, jornalista Wilson Lima. Estamos chamando todos para participar desse debate, e o primeiro a demonstrar interesse foi ele”, disse o pró-reitor. O próprio Wilson Lima, ao falar sobre a participação, assegurou que isso poderá dar mais robustez ao seu programa de governo.
Orador sustentou que a educação é o primeiro grande investimento, e a Universidade é essencial nesse processoQue revolução é essa?
O orador iniciou fazendo uma retrospectiva das revoluções industriais já experimentadas. A primeira foi entre 1760 e 1840, com a invenção da máquina a vapor e das ferrovias. A segunda veio no fim do século XIX, marcada pela eletricidade e pela linha de montagem. Já durante a terceira, na década de 1960, a sociedade migrou da telefonia para as telecomunicações, as micro-ondas, o computador, os satélites, a fibra óptica e a microeletrônica.
Mais recentemente, como resultado da convergência entre essas tecnologias preexistentes, a comunicação sofre mudanças revolucionárias. “A Revolução Industrial 4.0 teve início na Alemanha, a partir da atuação de empresas, universidades e governo. Teve como mote a conectividade máxima (automação, controle e tecnologia de informação) utilizada para aprimorar processos e sistemas”, informou o Francisco Cruz.
Em seguida, citou exemplos de inovações tecnológicas já em curso em três diferentes dimensões (física, digital e biológica), como veículos autônomos, impressão 3D, Internet das Coisas (Internet of Things), Inteligência Artificial (AI), nanotecnologia, biotecnologia, armazenamento de energia, engenharia genética e biologia sintética. Nesse contexto, estão inseridas as chamadas “fábricas inteligentes”, com operações virtualizadas e monitoramento dos processos por sistemas remotos que trabalham full time.
No Brasil e no Amazonas
Uma das principais reflexões trazidas pelo orador foi quanto ao Brasil nesse cenário. “Hoje, o País é o 6º do mundo que mais subvenciona inovação, mas ainda estamos na ‘rabeira’, por exemplo, em quantidade de patentes registradas. A produtividade não cresce há duas décadas e o Brasil está parado na Revolução 2.0 [aquela marcada pela linha de montagem]. O nosso parque industrial está envelhecido, com máquinas de 17 anos, em média, enquanto nos países desenvolvidos elas têm cerca de sete anos. E apenas 2% das empresas estão preparadas para receber a Revolução Industrial 4.0”, sustentou o orador.
Numa proposta de regionalização, questionou se ainda estariam sendo efetivas as estratégias de atração de empresas para o Pólo Industrial de Manaus. Segundo ele, um dos principais entraves reside no baixo investimento em centros de excelência em inovação. “Estamos formando profissionais para um mundo que não existe mais”, disparou Francisco Cruz, para quem se deixou de adotar aquela que é a melhor estratégia para o desenvolvimento, qual seja a formação de capital humano tecnológico.
“É imprescindível a formação de doutores na região, criando autonomia tecnológica no Amazonas. Seria uma elite intelectual preparada para desenvolver e aplicar tecnologia em favor do nosso estado... Isso somado à busca de alternativas à Zona Franca de Manaus”, argumentou o expositor, para quem a busca de solução é inadiável.
As questões postas pelos participantes versaram, em especial, sobre a urgência de se investir em educação. O professor Luiz Vitalli, da Ufam, foi enfático em sua colocação: “Eu não vejo nenhuma transformação que não seja precedida pela Educação”.
Já a professora Fabiane Araújo, também da Ufam, adotou uma posição mais contundente, ao mencionar, por exemplo, que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) não contempla a questão tecnológica. “Todos nós sabemos que a tecnologia não é a solução para todos os problemas; mais importante é a formação integral do ser humano”, sustentou a pedagoga, ao que o expositor respondeu: “Estamos num mundo tecnológico e não temos como dar marcha-ré, mas precisamos conhecer a tecnologia e nos aproveitar dela para crescer”.
Sobre o Fórum
Promovido pela Proext, o Fórum tem o objetivo de contribuir com a transformação da realidade social amazonense a partir da identificação dos problemas que mais afligem a população e entravam o desenvolvimento do Estado.
A agenda dos temas abordados será divulgada com 20 dias de antecedência de cada reunião no portal da Ufam. Ao final de cada sessão, será redigido um relatório com as propostas dos participantes do Fórum, além de ser emitido certificado de 3 horas aos participantes. A próxima sessão está prevista para ocorrer no dia 6 de junho.
Acadêmicos de Farmácia ministram treinamento de Boas Práticas em Alimentação
Treinamento promovido pelos discentes do curso de Farmácia No dia 22 de maio, os discentes Abrames Góes, Allyne Silva, Mayara Costa e Thais Fernandes, do curso de Farmácia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), orientados pela professora Ângela Libia Cardoso, por meio da disciplina Controle de Qualidade de Alimentos, promoveram treinamento de Boas Práticas em Serviços de Alimentação para os funcionários da empresa fornecedora de refeições nos Restaurantes Universitários do campus sede da Ufam.
Participaram da atividade, além dos funcionários que preparam as refeições, os administradores e a nutricionista da empresa responsável. Durante o curso, foram abordados temas como higiene dos manipuladores dos alimentos e do local de trabalho, cuidado e doenças transmitidas por alimentos.
O treinamento faz parte da avaliação da disciplina, onde a turma do 7º período de Farmácia escolhe um estabelecimento para receber o curso. Segundo a aluna Mayara Costa, os temas abordados seguem a Resolução RDC 216 de 2004 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Dentro do cronograma, nós aplicamos o check-list baseado na resolução para verificar conformidades e não conformidades, elaboração de Pop's, com temas pertinentes a alimentos, higienização, manipulação e etc. Enfim, esse trabalho visa aperfeiçoar o conhecimento do aluno, ensinando a realizar esse tipo de atividade para quando for para o mercado, propiciando também conhecer e ter acesso ao funcionamento do restaurante universitário, podendo ver de perto como é manipulado os alimentos que atendem a maioria dos alunos”, afirmou a estudante.
Funcionários da empresa MJ, prestadora de serviços do RU, participaram do cursoAinda segundo Mayara, o trabalho está sendo bastante proveitoso e ela e os colegas estão aprendendo bastante, percebendo sua contribuição na responsabilidade destinada os funcionários do Restaurante, que participaram de forma efetiva do treinamento, de acordo com a aluna.
Para a coordenadora do Restaurante Universitário, Klélia Santos, o conhecimento de Boas Práticas por parte dos funcionários da empresa prestadora de serviços é essencial para a melhoria do atendimento. “Os funcionários já passam por esse treinamento quando começam a trabalhar no restaurante. O curso serviu como atualização e reforço nos cohecimentos. Dessa forma, evitamos risco de contaminação, o que é fundamental para a saúde e qualidade do alimento. Estamos trabalhando tanto na estrutura física, como também em capacitação para promover a melhoria contínua dos serviços do RU”, finalizou Klélia.
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