Alunos de Administração realizam visita técnica em empresa multinacional

 
Por Sebastião de Oliveira
Equipe Ascom 

O Centro Acadêmico de Administração (CAADM) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) realizou sua quarta visita técnica de 2018 junto a empresa Multinacional Envision Indústria de Produtos Eletrônicos Ltda. (Grupo TPV), produtora de monitores de TV da marca AOC e DELL no último dia 15 de maio.

A visita técnica composta por calouros do curso de Administração foi acompanhada pelo supervisor de produção do Grupo TPV, Daniel Neves. O grupo teve oportunidade de compreender todo processo de linha de montagem e as etapas intrínsecas desse processo produtivo que engloba o ciclo, testes variados, assim como o tempo total para a fabricação e montagem dos produtos DELL e AOC. 

A colaboradora de Recursos Humanos da TPV e egressa do curso de Administração, Talita Lourenço, disse que essa ação pedagógica viabiliza o intercâmbio entre empresa e academia que, segundo ela, as visitas técnicas podem proporcionar aos graduandos uma compreensão mais ampla do processo produtivo.

Thiago Bastos, presidente do CAADM, conta que foi a primeira visita técnica em uma empresa de grande porte desde o início do projeto que, de acordo com ele, obteve êxito nessa nova etapa que alia as principais teorias e escolas de administração, dando ênfase ao processo produtivo.

“Além de apresentar aos calouros do Curso de Administração um ambiente real empresarial, verificou-se sua dinâmica, organizacional e os fatores teóricos implícitos, bem como as histórias de grandes profissionais em Administração que são referências nessa área",  finaliza Bastos.  

 

Curso de atualização para professores de Língua Espanhola será realizado nesta semana

A Embaixada da Espanha no Brasil, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc), promove curso de atualização para professores de Língua Espanhola da rede pública estadual de ensino e de instituições públicas de ensino superior, por meio do Departamento de Políticas e Programas Educacionais (Deppe).

A abertura do curso foi realizada na manhã desta segunda-feira, 21, no auditório do Centro de Formação Profissional Padre José de Anchieta (Cepan), na sede da Seduc, no bairro Japiim 2, zona sul de Manaus. O curso terá carga horária total de 30h e seguirá até a próxima sexta-feira, 25 de maio.

Participaram da abertura do curso a diretora do Centro de Formação Profissional Padre José de Anchieta, Regina Marieta Teixeira, que na ocasião representou o secretário de Educação, professor Lourenço Braga; as assessoras de educação e representantes da Embaixada da Espanha no Brasil, Inmaculada Fernández e Maria Luiza Martinez; o professor de Língua e Literatura Espanhola da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Saturnino Valladares; e a assessora pedagógica do Departamento de Políticas e Programas Educacionais da Seduc, Sabrina Prado.

Além dos professores da rede estadual, educadores e discentes da Ufam, do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Amazonas (Ifam), e representantes da Associação de Professores de Espanhol do Amazonas (Ape-AM) participarão do curso.

Com informações da Tribuna do Amazonas.

Maio Negro comemora a abolição da escravidão no Brasil

 
Por Carlos William
Equipe Ascom

O evento reuniu pesquisadores da cultura negra no AmazonasO evento reuniu pesquisadores da cultura negra no Amazonas

Com a finalidade de promover reflexão acerca do dia 13 de maio de 1888, data em que a lei Áurea foi promulgada e extinguiu oficialmente a escravidão no Brasil, a Pró-reitoria de Extensão (Proext), por meio do Departamento de Políticas Afirmativas (DPA), promoveu o Maio Negro 2018. O tema da atividade, realizada na tarde desta sexta-feira, 18, no Centro de Convivência do setor Norte do Campus Universitário, é ‘Negros no Amazonas: Ciência e Consciência’.

Estiveram presentes o reitor da Universidade, professor Sylvio Puga; o pró-reitor de Extensão, professor Ricardo Bessa Freire; a diretora do DPA da Proext, professora Cláudia Guerra; a coordenadora de políticas afirmativas para negros e indígenas da Ufam, professora Renilda Costa; pesquisadores dedicados a estudar aspectos culturais e sociais referentes à visibilidade negra na Amazônia, além de estudantes, professores e demais membros das comunidades acadêmica e externa.

Conforme afirma o reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, o objetivo central da administração superior é contribuir para a formação de uma universidade inclusiva, que agregue pessoas de diferentes etnias, credos religiosos, raças e orientações sexuais. Segundo ele, a Proext está diretamente alinhada às demandas vindas da sociedade e o desenvolvimento da iniciativa justifica-se na necessidade de relembrar a importância do fim da escravidão, da cultura negra e do combate ao preconceito racial. “A Ufam é, também, uma afrouniversidade”, declarou em seu pronunciamento.

Foi enfatizado pelo pró-reitor de Extensão, professor Ricardo Bessa Freire, o frequente equívoco cometido por alguns historiadores de atribuir o mérito maior da abolição da escravidão à princesa Isabel, pois a conclusão e aplicação da lei Áurea foi apenas uma das etapas finais do processo e a participação dela foi resumida à assinatura da proposta, o que foi importante, porém mínima em relação às reivindicações antecedentes.

“O fim da escravidão só foi possível devido ao resultado de constantes lutas de trabalhadores negros que se organizaram para mudar a história e exigir seus direitos relacionados à dignidade humana”, pontuou. Ricardo Bessa afirmou ainda que essas lutas permanecem ativas até os dias atuais, pois os negros são pessoas livres e dignas, mas a mentalidade elitista e preconceituosa de parte de uma classe dominante os julga como inferiores.

Para a professora Renilda Costa, é necessário compreender o estado do Amazonas como um espaço em que diferentes etnias e nacionalidades convivem e o respeito é, portanto, fundamental. “Trata-se de uma realidade que revela um complexo emaranhado de relações culturais, políticas e econômicas, permeadas pelas diversidades de gênero, raça, etnia e classe”, destacou. Ainda segundo ela, o Amazonas apresenta uma rede de comunidades tradicionais de terreiros articulados, com agendas políticas próprias que objetivam defender a liberdade de culto religioso. Além disso, o movimento negro organizado, representado pelo Fórum Permanente de Afrodescendentes vem ganhando maior visibilidade. “Já no cenário universitário interno, temos professores e pesquisadores dos cursos de graduação e de pós-graduação que estudam, pesquisam e orientam a temática de relações raciais, história da África e relação religiosa, formando uma produção acadêmica significativa”, constatou a professora.

 

Quilombos em Manaus

O professor Ricardo Bessa reiterou a importância das lutas organizadasO professor Ricardo Bessa reiterou a importância das lutas organizadas

Em Manaus, existem grupos que resistem culturalmente à pressão social imposta, que dita os padrões europeus como ideais. São os chamados quilombolas. No período em que a escravidão era permitida no Brasil (entre os séculos XVII e XVIII), alguns escravos reuniam-se, arquitetavam planos de fuga e construíam moradias em locais afastados e escondidos, denominados quilombos. Nesses locais, os moradores enalteciam sua própria cultura, costumes religiosos e práticas de seus antepassados, sendo possível a sobrevivência através dos alimentos encontrados em plantações da comunidade.

Atualmente, mesmo após a abolição da escravidão, há quilombos que permanecem ativos, com o objetivo de desconstruir a teoria da invisibilidade negra no Amazonas, no Brasil e no mundo, a exemplo do quilombo da Praça 14 de janeiro, em Manaus. De acordo com o representante José Ribamar, que esteve presente no evento, o local é aberto a todos os públicos interessados em manifestações culturais, que geralmente ocorrem aos sábados, a partir das 12h. “É gratificante que a população conheça nossas raízes e nossa religião, centralizada na devoção ao padroeiro São Benedito, considerado fundamental para a permanência da tradição”, informou.

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