Assédio moral no trabalho é tema de curso realizado pela Cecam/Ufam em parceria com a Escola da Magistratura e outros órgãos.
Por Acyane do Valle
O assédio moral pode ser a causa original de uma série de doenças, incluindo a depressão, distúrbios no sono, enxaquecas, dores na coluna e nervosismo. Muitas vezes as vítimas sofrem caladas e não sabem que o assédio moral pode e deve ser combatido. Essas informações foram discutidas no primeiro dia do curso sobre Assédio Moral no Trabalho que começou na tarde desta segunda-feira (5) e vai até o dia 9 de novembro, no auditório do Centro Administrativo Desembargador José Jesus Ferreira Lopes, anexo à sede do Poder Judiciário estadual, em Manaus.
“O assédio tem uma configuração na sua frequência e gravidade, e toma uma proporção maior na pessoa que é atingida por esse tipo de conduta. Muitas vezes, a pessoa assediada sofre calada”, comentou a professora de Psicologia da Ufam Tamara Menezes, acrescentando que, em alguns casos, a vítima não se sente à vontade para contar a ninguém sobre esse sentimento por receio de o mesmo ser banalizado ou não levado a sério. “Quando o sofrimento é banalizado, passa a ser omitido”, complementou a professora que fez parte da mesa de debates neste primeiro dia de curso, quando os especialistas abordaram a relação sofrimento, trabalho e assédio.
“Esse é um dos principais problemas em relação ao assédio moral, quando a pessoa não fala, sofrendo calada e sozinha. E por se tratar muitas vezes de um sofrimento contínuo, demorando para ser detectado, os efeitos que atingem o indivíduo são muito sérios, podendo levar inclusive à depressão, ansiedade, somatização de doenças, dentre outros problemas”, explicou Tamara.
Nesse primeiro dia de curso foram tratados alguns conceitos, principalmente relacionados à questão da saúde mental, depois foram pontuadas pesquisas do Laboratório de Psicodinâmica no Trabalho (Lapsi), da Universidade Federal do Amazonas, além de exemplos de assédio moral.
O professor Ronaldo Gomes Souza, do curso de Psicologia da Ufam, ressaltou que durante toda esta semana serão discutidos conteúdos que trarão abordagens teóricas e práticas em relação ao assédio moral, definidos por profissionais que atuam diretamente com esse assunto. “Até sexta-feira, os participantes terão oportunidade de aprender a reconhecer quando alguém é assediado, quais os possíveis encaminhamentos e as questões psicossociais e jurídicas que implicam o assédio moral; todo o conteúdo foi pensado pelos profissionais do Laboratório de Psicodinâmica no Trabalho, além da Comissão de Assédio Moral e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador”, informou.
Negação
Os organizadores do evento, ao justificarem o projeto, lembraram de pesquisas de professores que são referência no Brasil na
área do assédio moral, como o doutor e professor da Unicamp José Roberto Heloani. Ele defende o posicionamento de que os assediados, por medo, neguem o adoecimento psíquico e ficam expostos a situações humilhantes e constrangedoras, o que só agrava o problema, daí a importância da discussão do assunto, bem como o acesso à informação ser fundamental para mudar essa situação.
A questão também foi abordada neste primeiro dia. A professora Priscila Moreira Santana, doutoranda do Laboratório de Psicodinâmica da Ufam (Lapsi) enfatizou a negação do assédio, tanto pela vítima quanto pela instituição – pelo fato de o trabalhador não entender que está vivenciando um assédio moral ou por ter medo de perder o emprego, quanto pela instituição onde essa pessoa trabalha, que não reconhece a relação existente entre o adoecimento e o ambiente profissional, assunto que foi bastante explorado pelos participantes.
Realização
O curso está sendo realizado pela Comissão Executiva do Acordo de Cooperação Técnica para Criação de Mecanismos de Atenção, Prevenção e Combate ao Assédio Moral (Cecam), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com a Escola Superior da Magistratura do Amazonas (Esmam), e com o apoio de diversos órgãos: Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), Ministério Público Federal (MPF-AM), Ministério Público do Trabalho (MPT-AM), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM), Rede Nacional de Combate ao Assédio Moral, Associação dos Docentes da Ufam (Adua), Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Amazonas e Secretaria Estadual de Saúde (Susam).
Abertura
Representando o diretor da Esmam, desembargador Flávio Pascarelli, o coordenador de Cursos de Formação Inicial e Continuada da instituição, juiz Flávio Henrique Albuquerque de Freitas, destacou na abertura do evento que a Escola Superior da Magistratura do Amazonas está com uma visão de maior abertura à sociedade e aos temas de grande interesse e relevância social e que fazem parte do dia a dia de magistrados e servidores do Poder Judiciário, além dos demais profissionais do sistema de Justiça. “O assédio moral no ambiente de trabalho é um tema de enorme relevância social e que afeta não só a saúde de quem sofre, mas de toda a sua família”, afirmou o juiz.
O vice-reitor da Ufam, professor doutor Jacob Moisés Cohen, ressaltou que todo tipo de assédio deve ser combatido, principalmente no serviço público. “Um problema que leva a consequências graves para o servidor e para o cidadão de modo geral. Leva ao adoecimento da pessoa. Nós combatemos e queremos fazer com que as pessoas tenham a consciência - tanto quem assedia, quanto quem é assediado -, sobre o problema”, declarou.
Também participou da abertura do evento o presidente do Conselho Regional de Medicina do Amazonas, José Bernardes Sobrinho. Mais de 300 pessoas se inscreveram gratuitamente no curso que continua nesta terça-feira, a partir das 15h. Este é o primeiro dos três módulos que serão oferecidos. O próximo está previsto para ser realizado em janeiro de 2019 e o terceiro, até maio do ano que vem.
Siass realiza Exame Periódico Odontológico em Humaitá

O Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor da Universidade Federal do Amazonas (Siass / Ufam), integrante da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp), realiza nos dias 7 e 8 de novembro, o Exame Periódico Odontológico (EPO) para os servidores técnicos-administrativos e docentes do Instituto de Educação, Agricultura e Meio Ambiente (IEAA), em Humaitá, em atendimento à Portaria Normativa nº 06, do Ministério do Planejamento.
O EPO tem como enfoque em diagnóstico precoce de alterações bucais ou mesmo sistêmicas que podem afetar a condição de trabalho do servidor e ainda orientá-lo quanto aos cuidados que devem ser tomados em relação à saúde da boca e à saúde geral como um todo.
Esse evento contará com a participação de Peritos Odontólogos do Siass e Técnico de Enfermagem do Centro de Atenção integral à Saúde (Cais). Os Exames serão realizados nos horários matutino e vespertino.
No dia do Exame, os servidores deverão preencher um questionário sobre condições da sua saúde geral, assistirão uma apresentação em data show sobre o EPO e Saúde Geral, receberão o Kit de higiene e orientação de escovação. Ao final do EPO, todos sairão com laudo da sobre sua saúde bucal.
Informações: (92) 3305 1181 (Ramal 4226- CAIS) ou (Ramal 4228- SIASS).
V Corrida do Servidor incentiva a prática de atividades físicas
Competidores se preparam para a largada
Como estratégia de incentivo à prática de atividades físicas para promover a saúde e em comemoração ao dia do Servidor Público (28 de outubro), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por meio da Divisão de Esporte, Lazer e Cultura da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Delc/Progesp), sediou na tarde desta quinta-feira, 1º de novembro, a quinta edição da Corrida do Servidor Ufam.
As disputas foram divididas em duas categorias, a primeira com percurso de 7km e largada na pista de atletismo da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (Feff), e a segunda com 3,5km percorridos e largada no Centro de Convivência do setor Norte do Campus. A pista de atletismo da Feff, localizada no setor Sul, foi o local de chegada para as duas categorias.
136 servidores inscritos de ambos os gêneros participaram, sendo 12 premiados, ao todo, nas modalidades feminina e masculina para cada percurso, com troféus contendo logotipos institucionais impressos.
Para a diretora do Delc, Klélia Santos, a relevância do evento pode ser constatada através dos ganhos em resistência física e saúde que, segundo observa, são impulsionados de forma intensificada por um ‘espírito de competição’ sadio, alimentado ao longo do período em que os servidores se preparam para a corrida, um momento de lazer e integração social entre os participantes.
Alongamentos antecederam a corrida
“A corrida do servidor é de extrema importância, pois através dela os concorrentes buscam cada vez mais a prática de atividades físicas, e eles realmente criam expectativas durante o ano inteiro, curiosos para saber quem vai ganhar. As vantagens são obtidas tanto em saúde e qualidade de vida, quanto em entretenimento e integração”, declarou a gestora, ao acrescentar que nesta edição os competidores usufruíram de um conforto climático adicional, visto que as temperaturas estavam abaixo dos níveis habituais e o céu, nublado, porém sem chuvas fortes.
Após a finalização de todos os percursos, os atletas se reuniram no hall da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), para a reposição das energias e nutrientes gastos, através da ingestão de kits de frutas disponibilizados pela Progesp e, em seguida, foi realizada a cerimônia de premiação.
Vencedores
Na modalidade feminina da categoria 7km, a vencedora foi a docente da Escola de Enfermagem de Manaus (EEM), professora Maria Jacirene. Praticante de atividades físicas regulares, principalmente musculação e atletismo, a professora ressalta que suas finalidades são muito mais recreativas do que profissionais, motivação também aplicada ao fato de ser competitiva. “Além do prazer dos exercícios físicos, a vitória proporciona uma ótima sensação. Ganhar faz bem!”, comemorou.
Já na competição masculina de 7km, venceu pela quinta vez consecutiva o professor da FCA e atuante no Centro de Educação à Distância (Ced), Afrânio Neves. Ovacionado com entusiasmo pelos presentes, por nunca ceder o posto de primeiro colocado desde a primeira edição da disputa, o professor justifica seu desempenho exemplar. “Todos os dias pratico exercícios conjuntos envolvendo natação, pedaladas e corridas, aqui mesmo na pista de atletismo”, enumerou, mantendo a modéstia. “Apesar do preparo, a corrida continua sendo dolorida”.
A vencedora da categoria 3,5km na modalidade feminina foi a diretora do Departamento de Materiais (Demat), Joice Ribeiro, que une musculação e corridas a sua rotina de combate ao sedentarismo. “Pratico estas atividades regularmente”, disse.
Engenheiro mecânico e técnico da Faculdade de Tecnologia (FT), Wanderson Veras levou o troféu de primeiro lugar na modalidade masculina da categoria 3,5km, sendo também um praticante assíduo de musculação e atletismo, o que lhe conferiu perseverança ao longo das edições. “Em 2014 fiquei na quinta posição; no ano seguinte consegui o sétimo lugar, então deixei de participar das outras corridas, mas agora decidi me inscrever e venci”, relatou o ganhador.
Primeiros colocados, de cima para baixo: Feminino e Masculino de 3,5km; Feminino e Masculino de 7km
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