Nota de pesar- Servidor Aposentado Feliciano Braga Corrêa

A Universidade Federal do Amazonas informa, com pesar, o falecimento do servidor aposentado Feliciano Braga Corrêa, que trabalhou na Universidade por 35 anos, boa parte desses anos na Faculdade de Direito, que veio a óbito na tarde de segunda-feira 16/06/2014. 

Dissertação aborda polo moveleiro do Amazonas

Apresentação da pesquisa e produtos confeccionados dentro da UfamApresentação da pesquisa e produtos confeccionados dentro da Ufam

Com o tema "Aplicação do Método de Custeio baseado em atividades (abc) na Produção de Artefatos de Madeira, o aluno do curso de pós-graduação Álefe Lopes Viana apresentou sua dissertação de mestrado, na manhã desta terça-feira, no bloco dos cursos de Pós-Graduação dos cursos de Ciências Agrárias, situado no setor sul da Instituição. 

A banca examinadora foi composta pelo orientador professor Fernando Cardoso Lucas Filho (DCF-Ufam), professor Nelson Kuwahara (FT-Ufam) e professora Claudete Catanhede, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). 
 
Segundo o aluno, o trabalho se baseou na agregação de valor dada à madeira. Hoje em dia, a madeira oriunda de manejo florestal tem um valor irrisório por conta de ineficiências, como máquinas obsoletas, mão-de-obra não qualificada, desperdício do material e falta de design, o que equivale a 60% de matéria-prima perdida. 
 
Ao longo de sua pesquisa, o Viana percebeu os móveis tradicionais que são feitos no polo moveleiro do Estado, não tem saída em outros mercados. Pensando no Design como um dos pontos de partida para um novo modelo de produção, o pesquisador fabricou uma poltrona e um centro de mesa fazendo uso de menos que duas pernas mancas, tipo de madeira comum em construções. As peças foram produzidas no laboratório de Marcenaria da própria Ufam, ao custo de pouco mais de R$ 130,00 cada uma.  
 
"Além de nós não levarmos em consideração os quesitos já citados, as fábricas, principalmente as da região onde mais se fabricam móveis, no Sul do País, atentam para itens como qualidade, prazo de entrega e custo, modelo. Quem ganha com uma nova metodologia para fabricação dessas peças, que também discutimos neste espaço, é o próprio polo, que gera pouco mais de 1.000 empregos e poderia ver esse nicho se desenvolver de forma regional", garantiu. 
 
O professor orientador do então mestrando, Fernando Cardoso Lucas Filho, ressaltou após a presentação do trabalho, que o polo moveleiro estadual, sofre por não considerar que a tecnologia é uma aliada ao seu processo produtivo.  
 
"O processo produtivo capaz significa poder cumprir com todas as etapas de um projeto, isso significa dizer na qualidade e quantidade demandada pelo mercado. Para se ter uma ideia, toda madeira extraída no Amazonas, mas igualmente no Pará e Roraima são direcionadas ao mercado sulista, num percentual de 90%. Manufaturada lá, todos esses móveis voltam para cá para serem comercializados na grande rede", comentou, revelando que o pinho e o eucalipto, principais tipos de madeira usadas na fabricação desses móveis têm qualidade inferior à madeira tropical. 

Colóquio com Massimo Canevacci chama para novos paradigmas na pesquisa

Coordenadora do PPGCOM, Wilson Reis e o palestranteCoordenadora do PPGCOM, Wilson Reis e o palestrante

O curso de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade Federal do Amazonas realizou, na última segunda-feira, 16, o Colóquio Internacional sobre Comunicação e Cidade, com a presença do pesquisador e antropólogo Massimo Canevacci.
 
O objetivo do encontro, que reuniu alunos dos cursos de graduação e pós-graduação, bem como professores do Departamento de Comunicação Social, foi discutir questões relacionadas à Etnografia e a tensões entre as culturas digitais, fetichismos visuais, identidades flutuantes e auto-representações. 
 
Para Canevacci, o pesquisador precisa aprender a ser indisciplinado, fazer a pesquisa empírica é abandonar-se à espontaneidade, descobrir o que não tinha imaginado. É criar novos paradigmas a partir de estratégias de campo que cada pesquisador adota. Para ele, a beleza da Etnografia se descobre em campo.
 
“Fazer uso de diversos elementos narrativos, como o cinema, a música e até mesmo a Arquitetura podem ajudar nesse processo complexo de assimilar e entender a realidade”, garantiu ele. 
 
Para o pós-doutorando do PPGCOM, professor Wilson Nogueira, Canavacci demonstrou toda sua experiência intelectual e sua capacidade de expor essa vivência ao público. 

O antropólogo e pesquisador Massimo CanevacciO antropólogo e pesquisador Massimo Canevacci

“Ele nos desafia a fazer Ciência de uma forma bastante paradigmática, do ponto de vista que ele trabalha essa ideia de indisciplina, ou seja, afirmando que é preciso criar novos meios de entender o ambiente. E, este, é um desafio do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação, elaborando uma atividade científica transdisciplinar e interdisciplinar”, considerou Nogueira.
 
A coordenadora do PPGCOM, professora Mirna Feitoza, corroborou com a ideia. 
 
“Integramos um curso de pós-raduação que busca fazer as grandes ligações e as relações com aquilo que está separado. A gente tem o conhecimento e a Ciência, que se dão de uma forma clássica, divididas em disciplinas. Penso que esse encontro, que se deu por meio do curso e do colóquio, foi concebido como parte desse envolvimento, como forma de refazermos o nosso fazer científico. Aqui, pudemos viver uma ação transformadora”, garantiu.
 
Sobre o antropólogo e pesquisador 
 
Considerado um dos maiores pensadores da atualidade por romper com métodos clássicos da história intelectual e rediscutir o fetichismo elaborado por Karl Marx, Canevacci Massimo Canevacci é professor de Antropologia Cultural e de Arte e Cultura Digital da Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade de Roma (La Sapienza). A partir de 1984, ele passou a lecionar e fazer pesquisas também no Brasil. Por trabalhos realizados em São Paulo, recebeu, em 1995, do governo brasileiro, a ‘Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul’.
 
Como professor visitante, atuou em diversas universidades europeias, norte-americanas, em Tóquio (Japão), em Nanquim (China) e no Brasil, em Florianópolis (UFSC), Rio de Janeiro (UERJ) e São Paulo (USP). Atualmente, Canevacci é professor visitante da Universidade de São Paulo (IEA-USP).
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