Instituto Natureza e Cultura de Benjamin Constant divulga revista científica ANINC

Os Editores do Anuário do Instituto de Natureza e Cultura – ANINC (http://www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/ANINC/about) convidam a comunidade acadêmica, colegas e potenciais autores, a submeterem seus trabalhos nas seções de Artigos, Resenhas ou Notas Técnicas, conforme as diretrizes para autores disponíveis em:http://www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/ANINC/about/submissions#authorGuidelines.

O ANINC adota a política de avaliação cega e revisão por pares. As submissões são espontâneas a todas as seções. Qualquer autor pode acessar o sistema na página de periódicos da UFAM, cadastrar-se e realizar a submissão online. Não há limites de trabalhos por autor, mas todos os trabalhos submetidos deverão estar de acordo com as normas da revista e só serão publicados após o parecer conclusivo dos pares e decisão editorial.

Foco e Escopo

O Anuário do Instituto de Natureza e Cultura - ANINC é uma revista científica, de caráter multidisciplinar, que objetiva divulgar a produção acadêmica realizada na Amazônia. Com a publicação, por meio eletrônico, busca-se dar visibilidade às investigações científicas efetivadas no campo do ensino, da pesquisa e da extensão. A ideia desse projeto pauta-se no pressuposto da necessidade de divulgar as pesquisas e resultados de projetos acadêmicos, para que circulem e possibilitem a produção de mais conhecimento. A revista será publicada anualmente e se configurará como um valioso instrumento de incentivo à divulgação de textos sob a forma de artigos, notas técnicas e resenhas, a partir de núcleos temáticos das Ciências Sociais, Exatas, Humanas, Agrárias, Biológicas e outros, firmando-se como um espaço para a troca de saberes.

Desse modo, o Anuário Acadêmico do Instituto de Natureza e Cultura apresenta um escopo interdisciplinar, tendo como público-alvo educadores, servidores, profissionais e discentes da Universidade Federal do Amazonas/Instituto de Natureza e Cultura – UFAM/INC, mas também professores, pesquisadores e profissionais que atuem ou não como parceiros em ensino, pesquisa e extensão, vinculados ao INC ou que desenvolvam pesquisas na Amazônia.

Qualquer dúvida entre em contato O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo." target="_blank">O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo." target="_blank">O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

“O Panóptico Verde: A Invenção Ambiental da Amazônia” é lançado por cientista social da Ufam

O sociólogo Renan Freitas e o autor, em manhã de autógrafosO sociólogo Renan Freitas e o autor, em manhã de autógrafos

Resultado de sua dissertação de mestrado, tendo como objeto de pesquisa o Parque Nacional do Jaú, entre os municípios amazonenses de Novo Airão e Barcelos, o professor Luiz Fernando Santos, do Departamento de Ciências Sociais, lançou neste sábado, 14, o livro “O Panóptico Verde: A Invenção Ambiental da Amazônia”. 

 
O evento, promovido na Livraria Valer no Centro de Manaus, reuniu, além de estudantes de pós-graduação do curso de Ciências Sociais, o pró-reitor adjunto de Ensino de Graduação, professor Nelson Noronha, a coordenadora do PPGSCA, professora Marilene Corrêa da Silva Freitas, o professor e sociólogo Renan Freitas Pinto, o professor do curso de Comunicação Social Antônio José Vale da Costa, entre outros. 
 
De acordo com o autor do livro, a abordagem sobre o meio ambiente e a Sociologia se tornaram publicação devido a sua inquietação e análise de leituras de Michel Foucault, do processo de criação da unidade de proteção da natureza na Amazônia e o impacto delas sobre as populações locais. 
 
"O livro é um pensamento fundamental para refletir os processos de desenvolvimento e sustentabilidade na Amazônia, é um ponto de vista crítico e que não pode deixar de ser apreciado. É necessário que entendamos que a sustentabilidade não pode ser uma diretriz inflexível, não pode ser um mecanismo ou dispositivo de segurança contra as populações tradicionais que habitam os parques e as áreas de conservação", afirmou ele. 
 
Além de citar a importância da obra do cientista social, o pró-reitor adjunto da Proeg, professor Nelson Noronha, ratificou a trajetória do professor Luiz Fernando como pesquisador. 
 
"Ele é um profissional que representa muito bem o quadro de docentes da Universidade, um dos mais engajados acadêmica e politicamente. Além disso, ele alia em seu discurso, que é bastante responsável, a relevância de desenvolver políticas de conservação na Amazônia, levando em conta a voz da vida, seja ela a dos ribeirinhos ou populações tradicionais, de modo a garantir o bem-estar delas e não somente a segurança do estado", considerou.      
 
Para o professor e sociólogo Renan Freitas Pinto, “O Panóptico Verde: A Invenção Ambiental da Amazônia” seria a publicação mais importante sobre o meio ambiente, uma vez que tem sua elaboração pautada pela "densidade e segurança teóricas". Foi Renan Freitas Pinto quem escreveu a apresentação do livro lançado.  
 

Capa da obra, da área de Ciências SociaisCapa da obra, da área de Ciências Sociais

"Dificilmente encontraremos em outros obras a mesma capacidade de resolução teórica, até porque, muitas dessas publicações são escritas por autores que não estão interessados nessa problemática do meio ambiente. O professor Fernando, sim, além de estar envolvido, literalmente, com o tema, indo a campo e produzindo conhecimento desta forma", defendeu Freitas, ressaltando a rica utilização de instrumentais teóricos e métodos de pesquisa do autor em sua obra. 
 
Elaboração do livro 
 
A escrita inicial da obra aconteceu a partir de 2011, mas de acordo com Luiz Fernando Santos, a construção da publicação data de dez anos atrás.  
 
"Fiquei relutando em publicar, mas ao passo que observava os alunos de pós-graduação utilizando-o para produzir seus projetos, eu me senti motivado a levar a produção adiante. Para isso contem com a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapeam) e a própria Livraria Valer", contou. 
 
Texto: Carla Santos 
 
Assessoria de Imprensa da UFAM
(92) 3305-1480

Curso ‘Etnografia das culturas digitais’ encerra com apresentação de constelações

De volta às constelações: foi assim que o professor Massimo Canevacci encerrou o minicurso sobre a etnografia das culturas digitais, ministrado desde a última segunda-feira (9), no auditório Rio Solimões do ICHL. Mas desta vez, foram os participantes do curso que compartilharam suas constelações conceituais, ou seja, representações que eles têm construído durante suas pesquisas, nas quais elencaram os escritores que lhes deram suporte conceitual na elaboração do olhar de pesquisador.

A mestranda Beatriz da Silva Goes, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCCOM), apresentou a constelação relativa ao projeto ‘Da cidade flutuante à ilha de concreto’. Para elaborar uma análise semiótica acerca das unidades habitacionais do Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus (Prosamim), Beatriz fará estudos de caráter transdisciplinar em Semiótica, História e Geografia. “De Lótman, pretendemos usar o conceito de Semiosfera; de Irene Machado, usaremos Semiótica da Cultura; João Pinheiro Salazar, autor da obra Estudo sobre a remoção dos moradores da cidade flutuante, também está presente; assim como a obra Natureza Ecológica da Comunicação, de Kalevi Kull”, explicou a mestranda.

Alunos de outros programas também tiveram a oportunidade de compartilhar sobre seus interesses de pesquisa com base na perspectiva do professor Canevacci, que destacou, em vários momentos do curso, a relação entre Antropologia e Comunicação. Para o antropólogo, é através da pesquisa etnográfica que o investigador conhece aspectos particulares da cultura, tal como a linguagem do corpo. “Margaret Mead e Gregory Bateson usaram câmera e blocos de anotações nas pesquisas realizadas em Bali, do que resultou a obra Balinese Character: a Photographic Analysis (Caráter Balinese: uma análise fotográfica, de 1941)”, disse.

Gregory Bateson chamou de “sequência fotográfica” uma quantidade de fotos tiradas em momentos muito próximos através do que é possível entender um trecho unitário da cultura de Bali. “Com isso, se pode compreender a linguagem do corpo, que se manifesta através dos rituais, da música e da comunicação entre os seres”, explicou Canevacci. Sobre o tema, surgem alguns questionamentos, por exemplo, como fala o corpo a partir da inserção cultural e como essa linguagem pode ser interpretada. O antropólogo usou sequencias fotográficas de Gregory para mostrar detalhes de um evento de comunicação entre os seres, em que a dança revela gestos, movimentos próprios da cultura observada.

O professor finalizou a apresentação reiterando o pensamento de Von Foerster sobre a inserção do pesquisador no seu campo de pesquisa. Foerster esclarece: “O que se precisa agora é uma descrição do descritor; ou, em outras palavras, precisamos de uma teoria do observador". Para o professor Canevacci, isso se trata do papel que o pesquisador assume. “Não pode ser um papel de neutralidade, mas de alguém que insere no pesquisado, e traz consigo sua montanha de ethos, preconceitos, crenças...”.

Na próxima segunda (16), ele participa do Colóquio Internacional sobre Comunicação e Cidade, também na Ufam.

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