Proposta de Calendário Acadêmico para 2019 será apresentada do Consepe em 22 de outubro

Datas sugeridas pela Proeg serão submetidas à aprovação pelo Consepe no próximo dia 22

Por Cristiane Souza
Equipe Ascom/Ufam

A Pró-Reitoria de Ensino de Graduação da Universidade Federal do Amazonas (Proeg/Ufam) divulgou a proposta do Calendário Acadêmico para 2019 por meio do Memorando Circular nº 14/2018. Segundo o documento, o primeiro período letivo terá início em 11 de março e se encerrará no dia 10 de julho, com as provas finais entre 11 e 16 de julho de 2019. Já o segundo semestre letivo será iniciado no dia 12 de agosto e se encerrará no dia 16 de dezembro, com as provas finais entre os dias 17 e 21 de dezembro de 2019.

Direcionada ao público docente e aos gestores das Unidades Acadêmicas localizadas na capital e das unidades fora da sede, a circular considerou, para elaborar a proposta, a necessidade de marcação das férias pela comunidade acadêmica no próximo ano. As datas, no entanto, estão condicionadas à aprovação do Calendário Acadêmico pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), em reunião ordinária marcada para o dia 22 de outubro.

Outra justificativa para a sugestão da data de início do semestre letivo 2019/1, esta foi fixada considerando-se que o resultado do Sistema de Seleção Unificado (SiSU) deverá ser divulgado, provavelmente, entre o fim do mês de janeiro e o início de fevereiro. Além disso, próximo feriado de Carnaval será nos dias 5 e 6 de março de 2019.

Campus da Ufam em Humaitá promove evento sobre a prevenção do suicídio

Atividade teve a participação da comunidade acadêmica do InstitutoAtividade teve a participação da comunidade acadêmica do InstitutoDivulgação
IEAA-Humaitá

O Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente da Universidade Federal do Amazonas (IEAA/Ufam) amanheceu no último dia de 25 de setembro repleta de balões amarelos chamando atenção para o mês de setembro que é o de prevenção contra o suicídio e pela valorização da vida.

Na ocasião, a comunidade acadêmica do IEAA/Ufam, localizado no município de Humaitá, realizou programação diversificada para alertar sobre a importância da valorização da vida. A campanha teve a colaboração dos alunos da disciplina de Saúde e Ambiente do curso de Ciências: Biologia e Química, ministrada pelo professor Renato Abreu.

“A campanha Setembro Amarelo foi de extrema importância, pois devemos unir forças nessa causa da prevenção ao suicídio. Foram mais de mil balões espalhados pelo Campus e mais de mil lacinhos amarelos distribuídos e a repercussão foi bem bacana, porque as pessoas ficaram intrigadas em ver a universidade colorida", ressaltou o professor.

"A iniciativa cumpriu o esperado, uma vez que o IEAA se mostrou atento à questão, desenvolvendo atividades na entrega de material informativo e os laços amarelos entrando de sala em sala da graduação e pós-graduação e nos setores administrativos explicando sobre os meios e formas de vencer todas barreiras que a vida nos coloca com determinação e coragem. Além disso, todos os alunos e funcionários foram convidados a responder “o que você faz por amor à vida?” em um painel que foi confeccionado para este momento, tornando-se uma forma de socializar para esta campanha”, completou o docente.Painel exibiu mensagens de positividadePainel exibiu mensagens de positividade

Mais atividades

Além dessa mobilização nos prédios do IEAA, os bolsistas do PIBID do núcleo Biologia e Química realizaram uma campanha na Escola Estadual Oswaldo Cruz com alunos do ensino médio regular (1ª e 2ª séries). Uma vez que depois da violência e dos acidentes de carro, o suicídio é a maior causa de mortes entre jovens brasileiros de 14 a 29 anos, de acordo com o Ministério da Saúde. No mundo, é a segunda maior causa de óbitos nessa faixa etária, segundo a Organização Mundial da Saúde. 

Para a aluna Telviane dos Santos Barros, a campanha foi bem interessante. “Eu não sabia da história de como tudo começou e foi ótimo ter ido para a sala e falar um pouco desse tema que nos faz pensar muito a respeito dos nossos atos e não ficar somente querendo tudo para nós mesmos e querer fechar os olhos para não vê a pessoa do lado”.

Enquanto que para a aluna Rakely da Silva Andrade “foi uma ótima experiência, participar de uma campanha de sensibilização ao suicídio. Foi algo novo, nem eu mesma acreditava que conseguiria ajudar outras pessoas, com um simples gesto de carinho e de atenção. Recebi muitos sorrisos de cada pessoa que recebiam o lacinho amarelo”.

Realidade Amazônica deverá ser abordada em disciplina da graduação na Ufam

A disciplina deverá ser ministrada a partir do 5º período letivo, com 75 horas/aula e cinco créditos. Viabilidade técnica será avaliada pela Proeg

Reitor recebeu coordenadores do Fórum Permanente, que foram também os idealizadores da proposta de disciplina a ser avaliadaReitor recebeu coordenadores do Fórum Permanente, que foram também os idealizadores da proposta de disciplina a ser avaliadaPor Cristiane Souza
Equipe Ascom/Ufam

O papel político pedagógico da Universidade Federal do Amazonas, a Geopolítica da Amazônica e seus recursos naturais estratégicos, Sociobiodiversidade, Folkmedicina e Governabilidade são temáticas que compõem a ementa da disciplina ‘Universidade e Realidade Amazônica’, proposta pelos coordenadores do Fórum Permanente para o Desenvolvimento do Amazonas à Administração Superior, no dia 1º de outubro. O objetivo é concretizar a formação política e cidadã dos graduandos pela oferta de disciplina obrigatória, além de fomentar a pesquisa, a extensão e a inovação a partir de problemáticas regionais.

Durante a reunião, o Fórum Permanente foi apresentado pelos coordenadores da atividade, com destaque para os professores aposentados pela Ufam Alcebíades Oliveira e Humberto Michiles. Em seguida, a situação político-pedagógica da Ufam foi avaliada pelo pró-reitor de Extensão, professor Ricardo Bessa. No terceiro momento, houve a defesa da proposta para a criação da disciplina sobre a realidade amazônica, sob a responsabilidade do diretor de Extensão da Pró-Reitoria, professor Almir Menezes.

Além do reitor, professor Sylvio Puga, a exposição dirigiu-se aos representantes das Pró-Reitorias de Ensino de Graduação (Proeg), de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), de Inovação Tecnológica (Protec) e de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (Proplan). Depois de aberta a discussão, agendou-se para o próximo dia 25 de outubro uma sessão do Fórum para exposição da viabilidade técnica da proposta, tendo em vista que a viabilidade política, segundo explicou o professor Bessa, já é defendida pelos proponentes.

Após avaliar a viabilidade técnica, a Proeg submeterá ao Fórum Permanente o resultado da análise do projeto de inclusão da disciplina como componente curricular obrigatória a partir do 5º período dos cursos de graduação. “Diante de uma proposta prática, esta será submetida à apreciação da Câmara de Ensino de Graduação (CED) e, em seguida, ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), órgão colegiado responsável pela aprovação final”, conforme explicou o pró-reitor de Extensão, professor Ricardo Bessa.

Ao justificar a inclusão, o pró-reitor explicou que a implantação de uma disciplina nesses termos reafirma os objetivos do próprio Fórum Permanente, que é resgatar a consciência amazônica. “Nessas 12 sessões, amadurecemos uma questão preliminar e chegamos ao entendimento de que a mudança deve começar na própria Universidade, na formação básica de nossos egressos como cidadãos críticos”, afirmou o professor Bessa.

“A introdução da disciplina obrigatória em todos os cursos, na capital e nas unidades fora da sede, é uma forma de transpor um processo de alienação quanto aos problemas da Amazônia por meio de uma recomposição curricular”, assegurou um dos idealizadores da proposta, ao explicar a proposta de se estabelecer uma verdadeira sintonia do currículo acadêmico e a realidade amazônica, de modo a torná-la recorrente em iniciativas de pesquisa, extensão e inovação. O primeiro passo, conforme assegura o docente, é inserir a disciplina na graduação.

Ementa

De natureza interdisciplinar, ‘Universidade e Realidade Amazônica’ foi proposta para ser ministrada a partir do 5º período letivo, com 75 horas/aula e cinco créditos no histórico. Na ementa, o papel político pedagógico da Ufam será o tema ministrado por docentes das áreas de Filosofia e Educação, já a geopolítica amazônica e os recursos naturais ficarão a cargo de professores oriundos da Geografia e da Economia. A Antropologia ficará com o encargo de oferecer a formação nas áreas de sociobiodiversidade amazônica e o conhecimento indígena como legado cultural, enquanto docentes da Saúde e do Direito serão responsáveis por ministrar temas como a Folkmedicina e as potencialidades fitoterápicas da Amazônia e Estado e governabilidade na região, respectivamente.

Num segundo momento, a viabilidade técnica será avaliada pela Proeg, e o resultado será apresentado no dia 25 de outubro, em sessão do FórumNum segundo momento, a viabilidade técnica será avaliada pela Proeg, e o resultado será apresentado no dia 25 de outubro, em sessão do FórumConforme o documento inicial, o objetivo geral desenhado para a disciplina é o de “desenvolver, em conjunto com os discentes, uma consciência acerca da realidade amazônica, de modo a reverter o processo de alienação”. Em relação ao conteúdo programático e aos procedimentos metodológicos, eles serão elaborados pelos professores de cada área de conhecimento. A avaliação, de acordo com a proposta, será em formato de artigo científico. “O nosso intuito é levar o aluno a refletir criticamente ao articular o conteúdo apresentado no seu curso e os temas abordados na disciplina, inclusive propondo soluções relevantes”, explicou o professor Ricardo Bessa a respeito do modelo avaliativo pretendido.

 Outras frentes

O coordenador do Fórum Permanente, professor aposentado Alcebíades Oliveira, ao retomar a origem da atividade – que surgiu como um ambiente de estudos e debates de temas correlatos à realidade do estado do Amazonas – reconhece a ampliação dos objetivos iniciais para a discussão e a proposição de soluções concretas para grandes questões amazônicas. “Percebemos que não havia espaço para se discutir a realidade amazonense, nem a produção ordenada de trabalhos nessa área e, menos ainda, a produção e coleta de informações capazes de subsidiar planos de ação exequíveis”, sustentou o professor Alcebíades.

Depois de enfrentar o debate de diversos temas, distribuídos em 12 sessões do Fórum, conforme já mencionado, a ideia é avançar, por exemplo, para a elaboração de uma Revista e de uma Cartilha de Orientação Comunitária. “Nesse sentido, a Universidade deverá estar alinhada aos objetivos delineados, especialmente nas áreas de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação. Ou seja, buscamos uma autêntica e necessária vinculação da Ufam aos temas tratados nas sessões de estudos”, sustentou o coordenador do Fórum Permanente.

De posse do documento-síntese e, foram organizadas e entregues propostas às Pró-Reitorias envolvidas com as quatro áreas-fim da Universidade. Para o ensino, além da criação da disciplina, propõe-se um estudo de viabilidade para a criação de cursos como Piscicultura, Engenharia Fluvial, Manipulação de Plantas Medicinais e Engenharia de Várzea, por exemplo, além da elaboração de um Guia de planejamento e avaliação da aprendizagem.

Na Extensão, o Programa de Estágio Social Curricular (Pesc) já está sendo encaminhado. Em relação à Pesquisa, a ideia é priorizar a visão estratégica do desenvolvimento regional tanto na Iniciação Científica quanto na pós-graduação stricto e lato sensu. No tocante à Inovação, treinamento qualificado de pessoal, identificação de áreas prioritárias ajustadas à vocação natural da região e adequação de cursos ao perfil profissional exigido pelo mercado estão entre as propostas apresentadas durante a reunião com os gestores.

Anexos:
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