Núcleo Rondon/Ufam divulga resultado preliminar do Processo Seletivo Operação Parnaíba
A presidente do Processo Seletivo da Operação Parnaíba, professora Janete Maria Rebelo Vieira, informa o resultado preliminar do Processo Seletivo Operação Parnaíba em que serão selecionados 12 (doze) acadêmicos, sendo 8 (oito) titulares e 4 (quatro) suplentes para o desenvolvimento da Operação Parnaíba (Conjunto A), no município de Castelo do Piauí-PI, no período de 18 de janeiro a 3 de fevereiro de 2019. Conforme a presidente, o Conjunto A contempla as áreas temáticas da extensão: Educação, Direitos Humanos e Justiça, Saúde e Cultura.
Ufam e parceiros realizam I Feira Amazonense de Matemática
Cristiele Nunes se destaca com o trabalho sobre fractais.
No Dia dos Professores, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por meio do Instituto de Ciências Exatas (ICE), promove de 15 a 17 de outubro, a I Feira Amazonense de Matemática. Realizado em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas do Amazonas (Ifam), o evento busca estimular o estudo da ciência e reconhecer o papel dos professores para o desenvolvimento do país. A Feira ocorre no Centro de Convivência da Ufam, no setor Norte do campus universitário.
Com edições realizadas em vários estados brasileiros, pela primeira vez o Amazonas se insere também na lista dos estados que investem na popularização do conhecimento matemático. Um dos coordenadores da edição amazonense, o professor do Departamento de Matemática da Ufam, professor Francisco Feitosa destaca a importância da Feira para a área. “A iniciativa partiu da Ufam em trazer para cá esse movimento das feiras de matemática. Convidamos as instituições parceiras, apresentamos o projeto e todos apoiaram a ideia”, expôs. “O principal objetivo é estimular o estudo da matemática e socializar práticas pedagógicas. São projetos desenvolvidos por professores em suas escolas e hoje é o momento de socialização”, explicou.
A partir disso foi formada a comissão organizadora e feita a seleção dos 62 trabalhos participantes da primeira edição da Feira. O primeiro dia do evento tem exposições de estudantes do ensino fundamental de 6º ao 9º ano de escolas públicas de Manaus e região metropolitana. Na terça-feira, 16, participam estudantes do ensino médio e na quarta-feira, será a vez dos trabalhos de ensino superior e ensino médio técnico. Ao final de cada dia, os melhores trabalhos serão premiados.
Reitor Sylvio Puga defende a educação como responsável pelo desenvolvimento do país.Presidindo a mesa de abertura da Feira, o reitor da UFAM, professor Sylvio Puga, ressaltou parabenizou os professores presentes e também os estudantes que apresentam trabalhos nos estandes do evento. Em pronunciamento, o gestor declarou ser a educação o caminho para levar um país ao desenvolvimento, mais ainda no contexto da chamada quarta revolução industrial, a qual necessita ainda mais de profissionais capacitados.
“O futuro do nosso país está calcado na educação. E isso é a história dos países mais desenvolvidos que diz. Todos fizeram a sua revolução educacional e todos investem muito em educação porque sabem que ela é a mola propulsora para o desenvolvimento econômico, tecnológico, científico de uma nação. Então, o que seria de um país sem um professor?”, declarou.
Feira terá exposição de 62 trabalho sobre os ramos da matemática.Cristiele Nunes é estudante da Escola Estadual Alfredo Fernandes e apresenta em seu estande o trabalho sobre fractais, ramo da geometria que trata das formas de objetos além da geometria tradicional euclidiana. “Eu sempre gostei de matemática. Ela está presente em todos os lugares, então, é necessário a gente saber sobre ela. A matemática é muito legal quando você tem o domínio dela”, conta a estudante que pretende ser engenheira civil. “A matemática me ganhou porque a engenharia civil envolve muito cálculo”, comenta a aluna que foi elogiada pelo público pelo desempenho na exposição.
Professor de matemática há sete anos, Antônio Moreira, revela que ensinar matemática é um desafio que precisa ser superado diariamente e que isso requer dedicação e estudo por parte dos docentes para que possam ajudar os estudantes a compreenderem a importância da ciência. “É gratificante ver o público elogiar o desempenho dos nossos alunos. Não é sempre que isso acontece, mas quando ocorre, não tem preço”, disse o professor sobre a participação de seus alunos na Feira. “No Dia do Professor esse é o melhor presente”, revelou o docente.
Professores, pesquisadores e alunos debatem sobre os 30 anos da Constituição de 1988
O encontro entre professores, pesquisadores e alunos do curso de Serviço Social e da Faculdade de Direito discutiram na tarde do dia 9, quarta-feira, os 30 Anos da Constituição de 1988. O professor Everaldo Fernandes fez uma breve reconstituição da origem das Constituições, sobretudo no período da República de Weimar e a professora Elenise Scherer, dissertou sobre o capítulo da Ordem Social.
Na tarde de quarta-feira, 10, centrou-se nas ações do Sistema Único de Saúde (SUS), com a presença do professor Menabarreto França. O evento ocorreu no auditório Rio Solimões, do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), localizado no Setor Norte do Campus Universitário.
O debate, promovido pelos professores do Departamento de Serviço Social (DSS) e da Faculdade de Direito (FD) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), estando à frente, a professora Elenise Scherer e o professor Everaldo Fernandez, objetivou discutir a atual conjuntura política brasileira e a Constituição de 1988. De acordoA professora Elenise Sherer do DSS, coordenou o Encontro com a professora, desde a sua promulgação à Constituição vem sendo esvaziada em suas propostas contidas em capítulos específicos de interesse da sociedade brasileira.
Segundo Scherer, o descaso as normativas constitucionais que regem o país, ocorre desde o governo de José Sarney (1985/1990), passando pelo Fernando Collor de Melo (1990/1992) até os dias atuais. Ela afirma que desde sua promulgação foi questionada, sobretudo por se tratar de uma Carta dirigente e garantista, dirigente porque seus pressupostos exigem a forte presença do Estado que garante os direitos e deveres do cidadão, portanto, a cidadania. E por isso mesmo se constituiu num enorme avanço social, disse a docente.
A professora lembra que foi esvaziada no seu sentido original e já no governo Sarney, foi acusada de tornar o Brasil ingovernável e no governo Collor foi considerada anacrônica, porque não acompanhava as mudanças do mundo contemporâneo. A Constituição de 88, foi um avanço para a sociedade brasileira, no entanto, a professora atribui que ela foi promulgada no contexto societário de negação dos direitos no mundo capitalista, com o ideário neoliberal.
No encontro, o professor Menabarreto França discorre sobre Direito à SaudeDireito à saúde
Nesse contexto, o médico e professor aposentado da Faculdade de Medicina, Menabarreto França, inicia uma discussão quanto ao direito à saúde no atendimento da população conforme os direitos adquiridos junto à Constituição Federal de 1988. Antes, porém, realiza uma apresentação do vídeo institucional do Banco Bamerindus chamado “Gente que faz” do ano de 1997, em que o professor protagoniza sua inserção nos rincões amazônicos, fazendo o atendimento médico com aulas práticas junta às populações ribeirinhas.
No contexto brasileiro, o direito à saúde foi uma conquista do movimento da Reforma Sanitária, refletindo na criação do Sistema Único de Saúde (SUS) pela Constituição Federal de 1988, comenta o professor que, em seguida cita o artigo 196 que em seu conteúdo dispõe que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação”.
Por conta disso, a saúde consta na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, no artigo XXV, que define que todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar-lhe e a sua família, saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis. Ou seja, o direito à saúde é indissociável do direito à vida, que tem por inspiração o valor de igualdade entre as pessoas.
França lembra que houve alguns encontros internacionais que referenciam o SUS. Dentre eles, o professor cita a “Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde” ocorrida em Alma-Ata/1978 que expressa a necessidade de ação urgente de todos os governos, de todos os que trabalham nos campos da saúde e do desenvolvimento e da comunidade mundial para promover a saúde de todos os povos do mundo.
Para tanto, França retrata a Declaração de Alma-Ata decorrente das discussões, em que enfatiza que a saúde – estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doença ou enfermidade – é um direito humano fundamental, e que a consecução do mais alto nível possível de saúde é a mais importante meta social mundial, cuja realização requer a ação de muitos outros setores sociais e econômicos, além do setor saúde.
Início








