Forplad Regional debate critérios para distribuição do orçamento para as universidades

Encontro foi transmitido ao vivo para o site do Forplad Nacional

Reitor, professor Sylvio Puga, durante a abertura do FórumReitor, professor Sylvio Puga, durante a abertura do FórumPor Márcia Grana
Equipe Ascom Ufam

O Fórum de Pró-reitores de Planejamento e Administração da Região Norte ocorreu nesta sexta-feira, 26, no gabinete da Reitoria. Durante a abertura do encontro, o reitor, professor Sylvio Puga, destacou que a administração superior da Universidade tem procurado aperfeiçoar, constantemente, seus mecanismos de planejamento.“É com muita satisfação que recebemos o Fórum na nossa Universidade. O Forplad é estratégico para sugerir a melhoria contínua de nossos mecanismos de administração.Somos focados nos resultados e nossa equipe vem se desdobrando para atender a contento as demandas institucionais. Tenho certeza de que os debates trarão contribuições relevantes para a administração de nossas universidades”, declarou.

A pró-reitora de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, professora Kleomara Cerquinho, ressaltou as principais discussões do encontro. “Debatemos sobre a captação de recursos extraorçamentários, que é o nosso foco nesse momento em virtude da diminuição dos orçamentos das universidades; sobre a economia de energia elétrica; a manutenção de  recurso de custeio e também sobre a captação de recursos para as novíssimas universidades, que são aquelas criadas há pouco tempo e que possuem o orçamento muito pequeno”.

Experiência compartilhada

O pró-reitor de Administração e Finanças, professor Raimundo Nonato Pinheiro, afirmou que é um privilégio receber os colegas da área de planejamento e administração das universidades federais da Região Norte para compartilhar experiências e propor soluções. “É um prazer estarmos juntos para alinhar  nossas demandas, que diferem bastante das situações que afligem o Nordeste, o centro oeste ou o sudeste. Os temas colocados em debate são os mais atuais e pertinentes possíveis e as soluções que têm sido dadas, como a criação de grupos de trabalhos para captação de recursos, por exemplo, são excelentes. Às vezes não conseguimos achar uma solução doméstica e, durante o Fórum, um colega compartilha como resolveu na sua universidade e aplicamos à nossa realidade aquela solução. É muito bom esse momento, pois o aprendizado é contínuo”, avaliou o gestor.

Um dos participantes do Fórum, o pró-reitor adjunto de Administração e Finanças da Universidade Federal Rural da Amazônia, professor Kleiton Arthur Sousa Lisboa, destacou que o Fórum é importante para compartilhar problemas e equacionar forças para fortalecer pleitos junto ao MEC. “Discutimos a equacionalização das funções gratificadas e demonstrarmos juntos as necessidades das universidades do norte e a otimização dos recursos extraorçamentários para que possamos refletir de que forma podemos traçar estratégias de captar recursos e poder utilizá-los”, observou.

Programação

À tarde, o Fórum continua com a apresentação de boas  práticas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a qual compartilhará como conduziu a gestão e a elaboração de um PDI com características locais. 

 

 

 

 

HUGV/Ebserh faz campanha alusiva ao 'Outubro Rosa'

A ação ocorre durante todo o mês de outubro no Hospital e no Ambulatório Araújo Lima

Por Alberto Vieira, sob coordenação de Alberto Jean Fermin/Comunicação HUGV

O Hospital Universitário Getúlio Vargas da Universidade Federal do Amazonas (HUGV-Ufam), filiado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh, realiza durante todo mês de outubro uma campanha para a conscientização contra o câncer de mama e colo de útero, em alusão ao “Outubro Rosa” no hospital e também no Ambulatório Araújo Lima (AAL).

A proposta da campanha, desenvolvida pelo Ministério da Saúde (MS), é compartilhar informações sobre o câncer de mama e, mais recentemente, câncer do colo do útero, promovendo a conscientização sobre as doenças e proporcionando maior acesso aos serviços de diagnóstico, além de contribuir para a redução da mortalidade.

Com o objetivo de engajar usuários e servidores do HUGV e do AAL, a Unidade de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente, preparou uma programação para informar sobre a prevenção de ambas as doenças.

A responsável pela Unidade, psicóloga Michele Saray Bonfim, destacou algumas das atividades. “Durante todo o mês nós trabalhamos com a distribuição de material informativo sobre o autoexame, a importância da prevenção, dos exames com o ginecologista e do preventivo anual. Também tivemos uma apresentação, exibida em uma TV, que orientava as mulheres sobre o autoexame das mamas, a importância de buscar a prevenção do câncer de colón e as formas de preveni-lo como o uso de preservativo e todas a informações referentes a isso”. Além disso, foram distribuídos preservativos, tanto femininos quanto masculinos.

Segundo a avaliação de Michele, a campanha foi bem recebida pelo público, já que muitos pacientes e acompanhantes procuraram por mais informações sobre o processo de marcação de consultas ao ginecologista e a realização de exames.

Sobre a Ebserh

Desde novembro de 2013, o HUGV-Ufam faz parte da Rede Ebserh, estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC). A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares atua na gestão de hospitais universitários federais. O objetivo é aperfeiçoar, em parceria com as universidades, os serviços de atendimento à população – por meio do SUS – e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

A empresa, esta criada em dezembro de 2011, administra atualmente 40 hospitais brasileiros e é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações em todas as unidades, incluindo aquelas não filiadas à Ebserh.

Ufam sedia encontro da Associação Brasileira de Psicologia Social

Professora Cláudia SampaioProfessora Cláudia Sampaio
 
Por Carlos William
Equipe Ascom

Com a finalidade de promover intercâmbio de conhecimentos e espaços de diálogos referentes a práticas profissionais humanitárias, a Faculdade de Psicologia da Universidade Federal do Amazonas (Fapsi/Ufam) promoveu na tarde da última segunda-feira, 22, a segunda edição do Encontro local do núcleo manauara da Associação Brasileira de Psicologia Social (Abrapso). Palestras e debates ocorridos no auditório Samaúma da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), setor Sul do Campus Universitário, compõem a programação baseada no tema ‘Ética, Psicologia e Direitos Humanos’.

Proferida pela docente da Fapsi e pesquisadora do Laboratório de Intervenção Social e Desenvolvimento Comunitário (Labins), professora Cláudia Sampaio, a palestra de abertura apresentou o questionamento ‘Ética, Psicologia e Direitos Humanos: O que temos a ver com isso?’ como ponto de partida a ser explanado. Indicados como importantes referenciais para a composição do arcabouço teórico necessário ao estudante de Psicologia, os princípios norteadores classificados por Ignacio Martin-Baró como cruciais para a formulação de uma Psicologia da libertação foram expostos.

O primeiro é o resgate histórico utilizado para compreender o presente e suas respectivas demandas; o segundo princípio é o processo de ‘desideologização’ do senso comum, que consiste em uma reflexão sobre as etapas, vinculações e condicionantes dos processos psicossociais e das formas como se colocam, para além do posicionamento incorporado pela maioria. O terceiro tópico trata da valorização das culturas e dos saberes populares, para proporcionar a manutenção da democracia.

“Podemos entender essa valorização como um reconhecimento do potencial de atuação das culturas populares, sem as quais os regimes democráticos não seriam possíveis”, traduziu a docente. E esta linha de pensamento pautada na relevância de poderes descentralizados, controlados pelo povo, acompanhou o desenrolar da abordagem, que revela a não dissociação entre Psicologia e Política.

Avanços e retrocessos

Professores Luiz Antônio Nascimento e João TayahProfessores Luiz Antônio Nascimento e João Tayah“Em momentos políticos passados, principalmente ditatoriais, a Psicologia era muito mais direcionada ao setor privado, com a construção de clínicas pelo objetivo de acumular lucros e questões sociais não eram consideradas, como a inserção da prática psicológica em comunidades que não teriam acesso ao tratamento pago”, explicou Cláudia Sampaio, ao ressaltar que a inserção dos direitos humanos na Psicologia demarca uma época em que parte majoritária dos profissionais não considerava o respeito às diferenças e o cuidado com a pessoa humana como promoção de saúde e atenção ao sofrimento.

Como exemplo de avanço histórico neste sentido, a despatologização de orientações sexuais e identidades de gênero, aprovada em 1999, foi relembrada. A partir da aprovação, a diversidade sexual deixou de ser considerada como problemática ou consequência de algum distúrbio, do ponto de vista psicológico.

Em relação à segurança pública e aplicação de direitos humanos no estado do Amazonas, o sociólogo e docente do curso de Ciências Sociais da Ufam, professor Luiz Antônio Nascimento narrou um texto argumentativo, de cunho crítico, de sua própria autoria. O manuscrito analisa a conjuntura do país, retratada como preocupante, por ser “comum o entendimento de que violência e poder sejam humanos. A violência seria nada mais do que a expressão maior da manifestação do poder. Mas parece que este entendimento é equivocado, na medida em que violência e poder são conceitos distintos, ainda que possam caminhar juntos. O equívoco está em não perceber que o poder pode recorrer à violência, como estratégia para sua própria manutenção”, conforme consta no documento.

Os parágrafos finais sugerem maior transparência e humanização das polícias, que não mais deveriam ser militares, segundo as considerações do professor, além do aprimoramento da Educação de base como forma de combate às raízes da violência, não apenas às consequências, como tenta fazer o sistema carcerário deficiente atuante em todo o País.

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