Conselho Universitário aprova moção de repúdio

MOÇÃO DE REPÚDIO

 

Vivemos em tempos sombrios e é inerente à sociedade moderna a constituição de um pensamento marcado pelo reacionarismo; e a sua manifestação exacerbada, agora, em condição de irracionalidade. No caso da sociedade brasileira, estruturalmente assentada nas desigualdades, há solo fértil para prosperar o comportamento protofascista. Nos dias correntes, a disseminação da intolerância tem se manifestado contra a democracia, a liberdade, a diversidade, e cultivado o ódio, inclusive nas Universidades.

A Universidade Federal do Amazonas não passa ao largo desta conjuntura. A demonstração de intolerância contra as matrizes do pensamento crítico tem se manifestado de forma física e simbolicamente violenta. Professores são atacados, mensagens enviadas por redes sociais trazem veto ao conteúdo ministrado pelos (as) docentes. A comunidade LGBT, mulheres e a comunidade acadêmica em geral têm sido sistematicamente assediadas, agredidas, coagidas, por sujeitos que vêem na repressão o único meio para se contrapor ao livre pensar.

Diante disso, o Egrégio Conselho Universitário, órgão máximo deliberativo da Universidade Federal do Amazonas, em sessão ordinária no dia 19 de outubro de 2018, reafirma por unanimidade seus compromissos de:

  1. Defender a liberdade de cátedra;
  2. Defender a educação pública, respeitando a democracia, a liberdade de expressão e a diversidade;
  3. Repudiar toda forma de violência política (física ou simbólica);
  4. Repudiar a disseminação da cultura protofascista no interior da comunidade acadêmica e;
  5. Proteger a sociodiversidade, considerando o respeito à comunidade LGBT, mulheres, indígenas, negros, caboclos e imigrantes

PLENÁRIO DOS CONSELHOS SUPERIORES DA UFAM “ABRAHAM MOYSÉS COHEN”,

Manaus, 19 de outubro de 2018.

Sylvio Mario Puga Ferreira 

Presidente

 

Consuni aprova moção de solidariedade

Moção de solidariedade à Comunidade Acadêmica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

 

O CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS, em reunião ordinária realizada nesta data, aprovou a seguinte moção de solidariedade:

A Comunidade Acadêmica da UFAM, solidariza-se com a comunidade Acadêmica da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ), nas pessoas de seus pesquisadores, alunos, servidores e demais frequentadores do Museu Nacional do Rio de Janeiro, face à tragédia que consumiu as dependências e o inestimável acervo desta instituição bicentenária voltada ao ensino, pesquisa e guarda da memória científica, histórica e cultural do Brasil e do mundo.

O patrimônio reduzido a cinzas, um dos maiores acervos da América Latina, constituído de documentos históricos, registros linguísticos de idiomas indígenas, peças arqueológicas nacionais como de outros países, incluindo um acervo de mais de 400 peças oriundas do antigo Egito, o fóssil humano mais antigo das américas que revolucionou a compreensão sobre a ocupação de nosso continente, enorme coleção de espécimes biológicos conservados, alguns extintos, dentre outros,  restou perdido para sempre, apagando parte importante da história da humanidade.

Diante do ocorrido, aproveitamos para refletir sobre os duros golpes impostos pelo Governo Federal ao cenário nacional de Educação, Ciência e Tecnologia no Brasil,  a partir da Emenda Constitucional 95/2017(?) que tem punido milhares de estudantes, pesquisadores e a população em geral, ao impor cortes duríssimos ao orçamento de todas as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) que sofrem desde o ano de 2016 um desmonte declarado, vez que os recursos destinados representam frações ínfimas, verdadeiras migalhas. Trata-se de uma tragédia anunciada reiteradamente e que se repete em vários outros museus, acervos e bibliotecas mantidas pelas universidades públicas e outras instituições que se ressentem da falta de verbas, recursos esses que findam se destinando à corrupção pelos desvios diários das verbas dos cofres públicos escancarados na mídia, favorecidos pelo descaso, pela troca de favores e pelos conluios promovidos por governantes e parlamentares.

Assim, o Conselho Superior soma-se aos esforços de restabelecimento desta histórica instituição de ensino e pesquisa e no trabalho de preservação e guarda da memória histórica, como também, reforçamos a exigência na investigação sobre os fatos, ao tempo em que apostamos em uma política nova para ciência e tecnologia com o propósito de promoção social e desenvolvimento econômico.

PLENÁRIO DOS CONSELHOS SUPERIORES DA UFAM “ABRAHAM MOYSÉS COHEN”, em Manaus, 12 de setembro de 2018.

 

Sexta.Com.Ciência, do Nepecab, promoveu palestra sobre 'Comunicação Inclusiva'

Palestrante Tássia NascimentoPalestrante Tássia NascimentoPor Sebastião de Oliveira
Equipe Ascom 

O Núcleo de Estudos e Pesquisa das Cidades na Amazônia (Nepecab) do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Amazonas (DG/Ufam) realizou na última sexta-feira, 19, o Sexta.Com.Ciência com a palestra `Comunicação Inclusiva´ proferida pela pesquisadora Tássia Nascimento. O evento ocorreu na sala do Nepecab, do Instituo de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFHS), localizado no Setor Norte do Campus Universitário. 

A palestrante que é mestranda do Programa de Pós-Graduação Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA) e pesquisadora do Núcleo de Tecnologia Assistida (Apoema) do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), disse que a comunicação inclusiva funciona como alternativa para promover autonomia, ou seja, criar independência para a pessoa com deficiência. O objetivo da palestra, segundo a pesquisadora foi divulgar os materiais que estão sendo  elaborados pelo Ifam, e relata que o Instituto trabalha há alguns anos com material de tecnologia assistiva, como  livros didáticos e paradidáticos adaptáveis as pessoas com deficiência.

Ela comenta que os livros vêm acompanhados com áudio descrição, narração, legenda e a Língua Brasileira deA professora Paula Santana e a palestrante, Tássia Nascimento (centro) e alunos do Nepecab    A professora Paula Santana e a palestrante, Tássia Nascimento (centro) e alunos do Nepecab  Sinais (Libras). Nesse sentido, a intenção é promover a questão da independência da pessoa com deficiência, tanto interna quanto externa ao Instituto. “Qualquer pessoa que queira adquirir o material de livros didáticos ou paradidáticos,  revista, release, para o público cego e surdo, pode nos procurar. Estamos de portas abertas para ajudar”, disse a palestrante.

De acordo com a pesquisadora, o Amazonas tem avançado nas pesquisas quando ao tema comunicação inclusiva. Para Nascimento, desde quando nos começamos trabalhar com a educação inclusiva, temos colhido bons resultados, e, em se tratando de comunicação, disse a pesquisadora, perpassa pelo ambiente da comunicação inclusiva. “É importante comentar que, o Amazonas está crescendo de forma extraordinária, está tendo um boom, porque lá fora, nós somos convidados para falar sobre essa temática. O professor do Ifam, Dalmir Pacheco, idealizador do projeto de divulgação, é convidado para proferir sobre a temática. O Amazonas tem sido bem representado”, comenta Nascimento.

A pesquisadora conclui que há parceria com o Projeto Letras Libras da Ufam na elaboração conjunta de material didático. Ela completa que esse material vem sendo traduzido na língua inglesa com propósito de divulgar em outros países.   

O projeto Sexta.Com.Ciência, coordenado pela professora  Paula Santana, do Departamento de Geografia, disse que o Núcleo foi idealizado pelo professor Jose Aldemir de Oliveira, do mesmo departamento. Ela acredita que a atividade desenvolvida pelo Nepecab tem contribuído para a pesquisa, permitindo com que o conhecimento seja ampliado entre os estudantes e professores, assim como, para outras instituições acadêmicas e não acadêmicas.

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