HUGV e Escola de Enfermagem realizam a V Semana de Enfermagem

Por Juan Chenini Reis e Alberto Fermin
Comunicação HUGV

Em uma iniciativa conjunta do Hospital Universitário Getúlio Vargas da Universidade Federal do Amazonas (HUGV-Ufam), filiado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a Escola de Enfermagem de Manaus, foi realizada, de 14 a 16, a V Semana de Enfermagem da Ufam.  O evento, que teve como tema “A centralidade da Enfermagem nas dimensões do cuidado, formação, assistência, extensão e pesquisa”, foi composto por palestras, mesas-redondas, conferências, sessões de homenagens à profissão e apresentações musicais.

A solenidade de abertura foi presidida pelo superintendente do HUGV, Júlio Mário de Melo e Lima e pela diretora da Escola de Enfermagem da Ufam, Nair Chase da Silva. O superintendente do HUGV reafirmou a importância de eventos como este no hospital universitário. “Minha concepção deste hospital é que ele deve estar sempre fervilhando de acadêmicos de todas as áreas da saúde, e um evento coo este reforça este sentimento e os laços que nos aproximam, hospital e academia, todos atuando em conjunto como uma orquestra bem afinada”, afirmou.  Esta opinião é partilhada pela diretora da Escola de Enfermagem, que ressaltou a importância da unidade acadêmica e o HUGV realizaram um único evento, ao invés de dividir esforços. “Tantos nós da academia quanto o hospital universitário sentimos a necessidade desta aproximação para que pudéssemos alinhar as nossas ações na formação de recursos humanos para a área da saúde”, declarou. “Esta semana realizada conjuntamente, pensando na formação dos alunos, na integração, na Ufam como uma unidade, é uma parceria fantástica. A abertura está sendo feita no HUGV e o encerramento da semana será na Escola de Enfermagem, e isso mostra nosso grau de parceria que vem acontecendo desde 2014 e agora está solidificada”, afirmou.  

Participaram ainda da cerimônia de abertura da V Semana de Enfermagem da Ufam o Gerente de Atenção à Saúde do HUGV, Luiz Carlos de Lima; presidente da Associação Brasileira de Enfermagem/Seção Amazonas, Esron Rocha; o presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas, Sandro André da Silva Pinto; a chefe de Divisão de Enfermagem do HUGV, Valdelanda de Paula Alves; o presidente do Sindicato de Enfermagem do Amazonas, Douglas Fabian Porto e o presidente do Centro Acadêmico de Enfermagem da Escola De Enfermagem de Manaus, Everton de Oliveira Pinto.  Também presentes na abertura do evento o Centro de Atenção Integral à Saúde (Cais/Ufam) e Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM). Tanto a execução do Hino Nacional quanto a atração musical na cerimônia de abertura foram executadas pela Banda do Comando Militar da Amazônia.

Entre os dias 13 e 16, a programação continuou com ações tanto na Escola de Enfermagem de Manaus quanto no Hospital Universitário Getúlio Vargas. O encerramento do evento, no dia 16, contou com uma sessão de homenagens “Enfermagem: Gente que cuida da gente”, com homenageados escolhidos pelos próprios colegas de trabalho. Foram homenageados representantes do Hospital Universitário Getúlio Vargas, do Centro de Atenção Integral ao Servidor, do Hospital Universitário Francisca Mendes e os da Escola de Enfermagem de Manaus. Pelos colegas do HUGV foram homenageados Maria Goreci Alves de Almeida, Raquel da Silva Pontes, Almir dos Santos Oliveira, Benedita Martins Leão e Arlete de França Mamede. Pelo Centro de Atenção Integral ao Servidor, Rita de Sena Costa. Pelo Hospital Universitário Francisca Mendes, Alessandra Pereira Lima e Lourdes Soane Guimarães e pela Escola de Enfermagem de Manaus, Noeli das Neves Toledo, Nair Chase da Silva, além do discente Iago Orleans Pinheiro Monteiro.

Nas palavras da Diretora da Escola de Enfermagem, professora Nair Chase, após cinco anos realizada em conjunto, a ação é sólida e a quinta semana é encerrada com planos para a sexta edição: “A realização da Semana da Enfermagem de forma conjunta é uma iniciativa do que chamamos de integração ensino-serviço, entre a Escola e o HUGV, entendemos que só formaremos bons alunos, se eles estiverem próximos da teoria e da prática, do ensino e do serviço. Se construirmos essa relação, isso fortalece o laço das instituições, nos tornamos mais próximos e consequentemente oferecemos uma melhor qualidade de ensino para os nossos alunos. Então, projetos de pesquisas feitos juntos, projetos de extensão, iniciação cientifica, estágio, aula prática, isso tudo vai criando um vínculo entre academia e serviço, o que só tende a beneficiar o aluno, nosso foco é fortalecer a formação e uma das estratégias é esse tipo de iniciativa, eventos como esses”.

 

 

Flet abre processo para escolha de coordenador e vice-coordenador do curso de Letras – Libras

A Comissão Eleitoral da Faculdade de Letras (Flet) torna pública a abertura do processo para escolha do Coordenador e Vice-Coordenador do Curso de Licenciatura em Letras – Libras, em conformidade com o regimento geral a Ufam e Resolução nº 001/89. As inscrições vão de 18 a 24 de maio.

Os interessados devem comparecer à Secretaria da Coordenação do Curso de Licenciatura de Letras – Libras, das 9h às 12h e das 14h às 17h, onde serão recebidas as inscrições dos candidatos a ambos os cargos em uma mesma chapa. Os candidatos deverão preencher e assinar o requerimento de inscrição, disponível na Secretaria.  Serão considerados habilitados a concorrer docentes efetivos, lotados no Curso de Licenciatura em Letras Libras, em regime de trabalho de Dedicação Exclusiva.

Eleições

O processo de votação acontecerá no dia 04 de junho, das 9h às 12h e das 14h às 17h, na sala de estudos do Bloco J. Serão eleitores legalmente habilitados para votar docentes efetivos, docentes substitutos e técnico-administrativos lotados no curso de Letras – Libras e alunos regularmente matriculados no mesmo curso.

Confira o edital em anexo.

Anexos:
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Fórum multidisciplinar debate fome e desigualdades em conferência de abertura

A obra 'Geografia da fome', de Josué de Castro, foi o ponto de partida para a discussãoA obra 'Geografia da fome', de Josué de Castro, foi o ponto de partida para a discussão
 
Por Carlos William
Equipe Ascom

Foi realizada na tarde desta quinta-feira, 17, a conferência de abertura da primeira edição do Fórum de Discussão Multidisciplinar, intitulada ‘Revisitando a obra de Josué de Castro e a atualidade do debate sobre a fome e a pobreza no mundo’ e proferida pelo docente do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), professor Ricardo Nogueira. A atividade ocorreu no auditório Rio Solimões do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), localizado no setor Norte do Campus Universitário.

Com o tema ‘A questão da fome, pobreza e desigualdades na Amazônia’, o evento é promovido pelo Laboratório de Geografia Humana (Lagehu) do Departamento de Geografia do IFCHS e pelo Departamento de Economia e Análises da Faculdade de Estudos Sociais (FES), ambos da Ufam, além de contar com a participação do Núcleo de Estudos Rurais e Urbanos da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Publicada em 1946, a obra literária de Josué de Castro a que se refere o professor Ricardo Nogueira é ‘Geografia da fome’, através da qual o autor, apesar de possuir graduação em Medicina, tornou-se um dos maiores referenciais entre estudiosos e pesquisadores da Geografia, devido ao sucesso que obteve para com os leitores, principalmente pela abordagem diferenciada em relação ao problema da fome e desigualdades sociais no Brasil.

O livro apresenta um mapeamento das áreas em que a fome é evidente, dentre as quais destacam-se a Amazônia, o Nordeste açucareiro, o Sertão nordestino e, em seguida, as regiões Centro-Oeste e Extremo-Sul. Foram analisados os contextos históricos, culturais, ambientais e políticos de cada localidade para provar que a fome e a desnutrição eram decorrentes de fatores políticos, como a distribuição desigual de recursos financeiros pelo Estado, além de dificuldades provocadas pelas atividades econômicas de cada uma.

A fome e as desigualdades são problemas que afetam todo o paísA fome e as desigualdades são problemas que afetam todo o paísNo caso amazônico, o entrave pontuado foi, segundo o autor, o fato de a floresta ser um obstáculo para a criação de gado, e a pouca quantidade de criação era gerenciada por uma parcela muito pequena da sociedade, a chamada classe dominante. Devido a isso, as principais fontes de proteína estavam contidas apenas na mandioca e nas espécies de peixes da região, dieta alimentar classificada como deficiente, do ponto de vista nutricional.

O livro aborda ainda o sofrimento dos nordestinos que vieram para a Amazônia na época auge da borracha, por trazerem outros hábitos alimentares e serem submetidos aqui a um regime de trabalho que os impedia de plantar seus próprios alimentos, e a solução era recorrer ao consumo de conservas e outros produtos enlatados que não possuem todos os nutrientes necessários a um ser humano. Ainda segundo o autor, a produção em larga escala da cana-de-açúcar destruiu um ambiente que era extremamente diversificado e agravou o problema da fome para os pequenos produtores. “Foram destruídos o solo, a hidrografia e a vegetação, para que fosse criada outra estrutura agrária e latifundiária, uma monocultura”, reiterou o professor Ricardo Nogueira, ao enfatizar que a desigualdade é observável nos dias atuais e que a criação de novas políticas públicas para solucionar o problema é fundamental.

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