Indígenas licenciados em Manicoré e Lábrea têm prioridade para lecionar nos municípios de origem

Ao todo, duas turmas de discentes indígenas, de Manicoré e de Lábrea, participam do Curso de Formação de Professores Indígenas ofertado pela Faculdade de Educação da Universidade Federal do Amazonas (Faced/Ufam). Com atividades desde 2017, os estudantes retomaram o módulo do curso multidisciplinar que os qualifica para lecionar nos municípios de origem de forma prioritária. Os grupos permanecem em formação até o mês de março.
Conforme explica a coordenadora, professora Jonise Nunes, desde 2017, o curso vem formando professores indígenas em diversas áreas distintas, tomando por base uma matriz curricular distribuída em três grandes áreas de conhecimentos, a saber: Biológicas; Humanas e Sociais; e Letras e Artes. “Depois de obter a formação, os licenciados atuarão como professores qualificados nas aldeias onde moram. Nas duas cidades, eles saem de suas aldeias para o curso que acontece na sede dos dois municípios”, afirma a professora Jonise Nunes.
“A Ufam tomou para si o ideal de colaborar com esses povos para melhoria educacional de seus territórios etnoeducacionais, mas, também, como instituição parceira e aberta ao diálogo com esses povos historicamente massacrados por uma visão etnocêntrica em relação a eles, tudo isso desde a colonização”, completa, ao situar que a visão educativa clássica e acrítica deve, paulatinamente, ser superada por iniciativas como esta.
Em Manicoré, as etnias atendidas pelo curso são Parintintim, Mura, Torá e Miranha. Já em Lábrea, os indígenas são das etnias Paumari, Apurinã, Janawara e Baniwa. A coordenadora revela ainda o fato de que muitos desses professores em formação já se encontram atuando nas escolas indígenas. “Eles têm prioridade na contratação pelo município de origem”, garante a docente.
Reitor da Universidade do Porto visita a Ufam
Durante o encontro, participantes debateram sobre a ampliação da parceria e oferta inédita do mestrado e doutorado em indústria 4.0
Por Márcia GranaO reitor da Universidade Federal do Amazonas, professor Sylvio Puga, acompanhado do vice-reitor, professor Jacob Cohen; do chefe de gabinete da reitoria, professor Almir Liberato; da assessora de Relações Internacionais, professora Leda Brasil, e do diretor da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia da Ufam, professor João Libardoni, recebeu, na manhã desta segunda-feira, 21, o reitor da Universidade do Porto, professor António Sousa Pereira, e a pró-reitora da Universidade portuguesa, professora Joana Carvalho.
Em Manaus desde o último sábado, os representantes da Universidade portuguesa vieram prospectar as possibilidades de ampliação da parceria firmada com a Universidade Federal do Amazonas. Durante o encontro no gabinete da Reitoria, os participantes debateram acerca da ampliação da oferta de bolsas de mobilidade acadêmica e da parceria no oferecimento de cursos de pós-graduação na área de indústria 4.0.
Parceria para oferecer cursos inéditos
O reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, relembrou a visita que fez à Universidade do Porto, em meados de 2018, e agradeceu a parceria de longa data da Universidade portuguesa. “Estive na Universidade do Porto no ano passado. Para nós, da Ufam, é uma grande satisfação contar com vocês, ainda mais neste momento de emergência da indústria 4.0, em que o Ministério da Economia acaba de instar a Ufam a liderar esse processo de oferta inédita dos cursos de mestrado e doutorado em indústria 4.0. Afirmamos que contar com a parceria de vocês é fundamental para o êxito desta empreitada”, comentou o reitor.
Reunião aconteceu no Gabinete da Reitoria, na manhã desta segunda-feira, 21
Estudo de doenças tropicais
O reitor da Universidade do Porto, professor António Pereira, destacou que a missão principal da vinda ao Brasil é fortalecer os vínculos com a Ufam. “Prezamos por uma educação global. Temos uma jornada longa da Ufam como parceira, principalmente na área da Educação Física, mas temos bastante interesse de ampliar a parceria para a área de saúde, principalmente no que se relaciona aos estudos das doenças tropicais. As mudanças climáticas são um fato, não uma fantasia como alguns tentam pregar e Portugal deve estar preparada para enfrentar as doenças tropicais, pois a tendência é que elas cheguem a regiões onde atualmente predomina o clima temperado e a Ufam, com seus vastos conhecimentos na área, é a parceira ideal para nos auxiliar a nos prepararmos para esses novos tempos”, afirmou o reitor.
O vice-reitor da Ufam, professor Jacob Cohen, disponibilizou-se a ajudar nesta empreitada. “É muito bom saber do interesse de vocês em estudar as doenças tropicais conosco. Minha tese de doutorado foi sobre as alterações oftalmológicas causadas pela hanseníase, considerando que o Brasil tem alta incidência da doença, considerada como endemia tropical. Então eu mesmo sou muito interessado no assunto e me disponho a auxiliar nesse projeto da Universidade do Porto”, declarou o vice-reitor.
Universidade do Porto e FEFF Ufam
O diretor da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FEFF/Ufam), professor João Libardoni, ressaltou a importância da Universidade do Porto para a FEFF. “Quero externar minha satisfação em recebê-los e destacar o quanto a Universidade do Porto é importante para a Faculdade de Educação Física e Fisioterapia. Através do convênio firmado com a Universidade do Porto, muitos dos nossos professores puderam fazer o mestrado ou doutorado em Portugal e nossa Unidade Acadêmica tem crescido bastante graças a essa mobilidade”, declarou o gestor.
Autoridades universitárias da Ufam e da Universidade do Porto com os egressos da mobilidade acadêmica conveniada entre a Ufam e a Universidade Portuguesa
Fortalecimento da mobilidade acadêmica
A assessora de Relações Internacionais da Ufam, professora Leda Brasil, ressaltou que a Universidade do Porto adota um modelo de gestão inspirador para a Ufam. “A Universidade do Porto é um exemplo para nós e nos espelhamos na grandiosidade da Universidade de vocês. Reconhecemos o apoio prestado e desejamos que a mobilidade, que atualmente favorece seis alunos por semestre, seja ampliada através da concessão de bolsas de outras modalidades”, destacou a assessora.
Ao final da reunião, os alunos da Ufam que fizeram mestrado ou doutorado na Universidade do Porto foram apresentados ao reitor. “Eles são a concretude da parceria entre Ufam e Universidade do Porto. Em 2022 vamos comemorar os trinta anos da nossa parceria com a Universidade do Porto e pretendemos promover um grande evento para celebrar essa atuação em equipe”, afirmou o chefe de gabinete, professor Almir Liberato.
Ufam/UEA firmam convênio e abrem 2 mil vagas em Programa de Estágio da Prefeitura de Manaus
Foto: Mário Oliveira / Semcom Prefeitura de ManausA assinatura do convênio foi firmado na tarde da última sexta-feira, 18, na sede da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM), Bairro de Compensa, Zona Oeste. O Programa de Estágio da PMM oferecerá até 2 mil vagas para 2019 a alunos de graduação das Universidades, por meio da Secretaria Municipal de Administração, Planejamento e Gestão (Semad), coordenadora do Programa Municipal de Estágio.
O objetivo do Programa é conceder, em parceria com as Instituições de Ensino Superior, por meio da SEMAD, o campo para realização de estágios obrigatórios e não obrigatórios para alunos de graduação das universidades. A parceria permitirá a complementação da formação de estudantes participantes, contribuindo para processo ensino e aprendizagem, a partir da integração de treinamento prático e aperfeiçoamento técnico, científico e social.
Estiveram presentes, representando o reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, o vice-reitor, professor Jacob Cohen, o reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA),Cleinaldo Costa, o secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Bisneto, o secretário da Semad, Lucas Bandeira, além de autoridades municipais.
Na oportunidade, o vice-reitor da Ufam, professor Jacob Cohen, cumprimentou as autoridades presentes e disse que, para a Universidade é um momento de importância a assinatura do convênio que se abre ao jovem estudante. Ele lembra que, enquanto aluno de Medicina, foi estagiário na Secretaria Municipal de Saúde (Semed/Manaus), e tinha consciência da importância do estágio para a inserção no mercado de trabalho. O vice-reitor parabenizou a Prefeitura de Manaus pela iniciativa.
Para Jacob Cohen, a Prefeitura de Manaus tem um papel de proximidade com a população que mais necessita de estágio. De acordo com ele, a Universidade tem sua importância na formação, e, no final dela, há necessita de o aluno ter estágio para que possa confirmar aquela profissão, ou em alguns casos, recusá-la. “Então, o estágio é importante, e estamos muito felizes em pactuar o convênio com a Prefeitura de Manaus, disse o vice reitor.
De acordo com a Semad, as universidades deverão indicar os alunos participantes que ficarão sob a orientação de professores orientadores e servidores municipais. A carga horária é de 20 a 30 horas semanais, com contrato de seis meses, prorrogáveis por até dois anos. Os detalhes foram definidos de acordo com as disciplinas de estágio cursadas pelos estudantes e ajustadas pela Supervisão Geral de Estágio da Semad, que deverá alocar os estagiários em setores das secretarias municipais.
Segundo a Semad, o convênio com a Ufam tem duração de cinco anos. São 117 cursos de graduação, que possuem como pré-requisito para conclusão do cumprimento de estágio curricular obrigatório. Para a Semad, o universitário poderá aliar teoria e prática, conhecendo as particularidades da administração pública.
Com a UEA, por meio de Termo de Cooperação Técnica, com vigência também de cinco anos, até 1 mil estudantes poderão desenvolver suas atividades de estágio obrigatório na estrutura municipal. Alunos de 47 cursos devem participar do projeto por meio da parceria firmada.
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