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Simpósio Amazônico do Autismo tem mais de 650 inscrições
Evento teve mais de 50 trabalhos inscritos, oriundos da capital, interior e outros estados
O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psicopedagogia Diferencial (NEPPD) abriu, oficialmente, nesta terça-feira, 7, os trabalhos do IV Simpósio Amazônico do Autismo no Contexto da Inclusão, realizado no auditório Rio Amazonas, na Faculdade de Estudos Sociais da Ufam, setor norte da Instituição.
Na recepção aos participantes do evento, crianças e jovens entre dez e 17 anos apresentaram canções regionais, tocando instrumentos musicais fabricados com material reciclável. A atração antecedeu a composição da mesa, que teve como representante da reitora, professora Márcia Perales, o pró-reitor Lucidio Rocha. Além dele, uma representante da Associação Brasileira de Autismo (Abra), da Faculdade de Educação e do próprio Neppd.
O Neppd promove estudos e trabalho multidisciplinar e interdepartamental, nas seguintes linhas de pesquisa: Educação, Educação Especial, Educação Inclusiva, Psicopedagogia e Psicomotricidade. O NEPPD focaliza o ser humano no seu aspecto global relacionando-o diretamente ao processo de aprendizagem visando identificar, acompanhar e orientar pais, professores e estudantes.
"Fico muito feliz por termos chegado até aqui, no que hoje é fruto de uma das primeiras iniciativas do Amazonas e também da região Norte. Desde 2001, temos trabalhado a temática que requer muito mais dedicação do que os 52 trabalhos os quais recebemos, pois sabemos que apenas teoria e metodologia não vão dar respostas ao que procuramos responder. Estamos no começo e vamos fazer mais", disse a coordenadora do Neppd, professora Maria Almerinda de Souza Matos.
A diretora da Faculdade de Educação, professora Selma Baçal, afirmou que a Universidade Federal do Amazonas está cumprindo seu papel junto à sociedade quando se compromete e cria uma linha para estudar e pesquisar o autismo.
"Percebemos a demanda e a importância desse debate em torno da doença quando ratificamos a participação de quase 700 pessoas neste Simpósio. É um tema que vai além e transforma a relação de pais e filhos, de alunos e mestres", disse.
A presidente da Abra, Marisa Furia Silva, afirmou ter feito questão de vir ao Amazonas, para prestigiar o evento.
"O Amazonas saiu na frente de muitos outros estados e tem trabalho e produzido bastante no que se refere ao autismo. Nós não poderíamos está à margem dessa discussão, quando muitas vidas estão diretamente relacionadas à elaboração de ferramentas e até políticas públicas para um segmento tão especial", afirmou.
Publicações sobre educação especial podem ser adquiridas durante evento
Na confeência de abertura, o professor da Universidade
O palestrante também apresentou índices da doença desde o ano 2000, quando para cada 150 crianças, uma era diagnosticada com o espectro de autismo. Em 2010, para cada 68 crianças, uma tinha autismo.
"Não é somente o fato de termos um indicador mais preciso para chegar ao diagnóstico, mas também considerar que muitos dos casos considerados antes, como doença mental, passou a ser avaliado de forma mais cuidadosa", disse Schmidit.
Outros estudos apontam que o autismo está mais presente entre os meninos, numa proporção de um para cada 42. Já entre as meninas, é de uma para cada 80 casos.
O professor finalizou sua palestra afirmando que cuidar e acompanhar a família de um portador do espectro de autismo pode ser mais bem sucedido quando feito de forma transdisciplinar, com terapia ocupacional, pedagogia, psicologia, psiquiatria e fonoaudiologia.
A programação do IV Simpósio continua nesta quarta e vai até o dia 10.
Coordenadora do Ambulatório Araújo Lima apresenta proposta de Projetos de Apoio ao SUS
Grupo de governança
A equipe de governança do Hospital Universitário Getúlio Vargas, formada pela Superintendência e pelas Gerências de Atenção a Saúde e Ensino e Pesquisa do HUGV, prestigiou a apresentação das propostas dos Projetos Aplicativos dos Cursos de Especialização em Regulação em Saúde no SUS, em Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde e Educação em Saúde para Preceptores do SUS, dos Projetos de Apoio ao SUS, no dia 30 de Setembro de 2014 no Auditório Dr. Wilson Alecrim/Universidade Nilton Lins.
Os Projetos de Apoio ao SUS foram propostos pelo Hospital Sírio-Libanês e Ministério da Saúde em parceria com o Conselho Nacional de Secretários da Saúde - CONASS, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde - CONASEMS e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Um dos focos dessas parcerias está orientado à educação de profissionais de saúde, particularmente, a capacitação de profissionais já inseridos no trabalho em saúde, pois qualifica a produção de intervenção na realidade. Essas propostas visam uma aplicação oportuna de novos saberes à construção de um ambiente orientado pela excelência clínica e pelo compromisso social.
A Enfermeira Rosemeyre Caldas, Coordenadora do Ambulatório Araújo Lima, participou do curso “Regulação em Saúde do SUS”, e teve a oportunidade de aliar os fundamentos teóricos adquiridos no curso à experiência na coordenação de uma unidade de referência do SUS.
O evento teve por objetivo apresentar as propostas de intervenção no sistema, baseadas na observação cotidiana dos problemas inerentes ao fluxo do paciente no Sistema Único de Saúde. Durante o estudo o que foi observado é que há excesso de atendimentos desnecessários nas consultas das especialidades: Neurologia, Endocrinologia e Reumatologia no Ambulatório Araújo Lima.
Grupo aplicativoA causa desse problema é a ausência de um modelo/estratégia de contrareferencia aos pacientes ambulatoriais atendidos nas consultas dessas especialidades, ou seja, como o Ambulatório é uma Unidade de Média e Alta complexidade, os pacientes atendidos por ele são provenientes (referenciados) das Unidades Básicas de Saúde e Prontos Socorros, porém, uma vez cadastrados nas especialidades, eles permanecem no AAL, remarcando consultas que poderiam ser realizadas nas unidades básicas de saúde mais próximas de suas casas. Não há o retorno desses pacientes para a rede básica, consequentemente o tempo de espera para novos pacientes serem atendidos aumenta de dois, para 3 meses. Estima-se que 30% dos atendimentos das referidas especialidades médicas poderiam ser realizados em outras unidades de saúde.
O modelo/estratégia de contra-referência já está em processo de teste no AAL e unidades básicas, em dezembro deste ano haverá uma nova apresentação com a avaliação do referido modelo.
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