Estudantes africanos em evento da Proext no ICHL
II Encontro do Programa nossa África
Com o propósito de divulgar a cultura africana na comunidade acadêmica, a Pró-Reitoria de Extensão (Proext) realizou a abertura do II Encontro do Programa Nossa África: “África, um continente a conhecer”, nesta segunda-feira, no auditório Rio Solimões, no ICHL. Participaram da mesa de abertura o Pró-Reitor de Extensão, Frederico Arruda, a representante da secretária municipal de educação, Euzeni Araújo Trajano, do vice-diretor do ICHL, Nelcioney José de Souza Araújo, do diretor do Departamento de Acompanhamento e Avaliação do Impacto das Ações de Extensão Universitária (DEAA), Hideraldo Costa, e do estudante camaronês do curso de Ciências da Computação da Ufam, Osvald Ekwoge.
Os estudantes africanos estarão apresentando, durante os dois dias do evento (hoje e amanhã), palestras sobre diversos temas. Terão a oportunidade de desvendar detalhes sobre sua cultura para a comunidade acadêmica e debater os aspectos socioeconômicos do continente. Hoje pela manhã a programação contou com conferência, palestra, mesa-redonda e mostra cultural com caracterização de trajes típicos. Pela tarde ocorrem diversas atividades como, dança, degustação de alimentos da culinária africana, peça teatral, entre outras.
“É uma oportunidade pra mostrar nossa cultura. Muitos estudantes nos confundem com haitianos. Explicamos que somos de outro continente. O evento nos dá oportunidade para mostrar que temos semelhanças com os haitianos, mas somos diferentes, temos uma cultura característica, recheada de detalhes que só africanos possuem. Vir estudar na Ufam é uma experiência importante para minha formação. O contato com outra cultura me enriquece como pessoa. Estou aqui para trazer informações sobre o continente e também levar a cultura de vocês para lá. Tivemos dificuldades ao chegar por aqui em razão de acomodação e da língua, mas já estamos nos adaptando legal”, afirmou o estudante camaronês e presidente da Associação de Estudantes do Programa de Estudantes Convênio (AEPEC), Osvald Ekwoge.
O diretor do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Proext, Hideraldo Lima da Costa, explicou que o evento atende a uma demanda legal de criação de mão de obra qualificada sobre a cultura africana. “O evento é uma demanda que a Ufam procura responder na aplicação dos conteúdos pedagógicos na formação de capital crítico e intelectual para atuar no ensino fundamental e médio. Duas leis, a 10.639 e a 11.645, tornam obrigatório o conhecimento dos conteúdos escolares sobre a história da África e da cultura afro-brasileira. Todos os cursos superiores são obrigados a inserirem em seus conteúdos curriculares a História da cultura africana. O evento é uma ação institucional com o objetivo de despertar o interesse da comunidade pelo tema”, disse Hideraldo Costa
“O evento representa o resultado de um esforço enorme da instituição na valorização da História e cultura africana. Temos um número expressivo de estudantes africanos na Ufam, e um século da presença africana no Brasil. Precisamos conhecer mais a África. Nós não podemos ficar tentando embranquecer o tempo todo este país. O Brasil é um país mestiço e precisa conhecer melhor a África” destacou o Pró-Reitor.
O evento ocorre nesta terça-feira, 26, com diversas atividades.
PPGS promove minicurso sobre sociologia do conflito e violência
O Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFAM (PPGS) promoveu, na tarde desta segunda-feira (25), a primeira aula do minicurso “Sociologia do Conflito e Violência”, que vai até o dia 27 de maio. O curso, que acontece na sala 17 do pavilhão Mário Ypiranga Monteiro, no Instituto de Ciências Humanas e Letras é ministrado pelo professor Dr. Luiz Fábio Silva Paiva, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFC), e pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV) da UFC.
Professor Dr. Luiz Fábio Silva Paiva, da UFCSegundo o professor Luiz Fábio, o objetivo do minicurso é aprofundar o debate sobre a temática da violência e dos conflitos sociais. O professor aponta que é uma discussão rica, uma vez que se está num cenário que hoje é permeado por situações de conflito e violência. “A Amazônia vivencia isso em praticamente todas as suas cidades e na própria dinâmica entre povos indígenas. Existe também uma outra situação, que é a do tráfico internacional de drogas. Há muito tempo, discutíamos a Amazônia como passagem para drogas e armas. Hoje, discutimos a Amazônia como um lugar onde ocorre diversos conflitos, e aí está a necessidade de falarmos sobre isso”, destaca o professor.
Na abertura, o professor, que já foi docente da UFAM, falou sobre o aumento do estudo da violência no Brasil. Citando Marx, Weber e Georg Simmel, o professor falou das origens da violência como forma de controle de poder. Para ele, é importante que os alunos se apropriem desse conteúdo e que ele possa reverberar em pesquisas. “Nós queremos que os alunos, a partir dos conhecimentos adquiridos aqui, possam aplica-los nas suas pesquisas, investigações e análises de campo”, ressaltou o professor.
Violência como objeto de estudo
Pessoas de diversas áreas, como Comunicação, Administração, Teologia e Serviço Social estiveram presentes ao curso, Pessoas de diversas áreas compareceram ao minicursoalém de estudantes e graduados em Ciências Sociais. Entre eles, a profissional Michele Borba, de 30 anos, já graduada na área pela UFAM, que abordou a violência contra a mulher no seu trabalho de conclusão de curso, cuja banca teve entre os seus componentes o próprio professor Luiz Fábio.
Michele, que já estagiou na Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), pretende ingressar no mestrado em Sociologia. “Tenho certeza que a bibliografia do curso vai me ajudar bastante, já que é uma área pela qual eu me interesso muito e quero abordar no mestrado”, afirma a profissional.
LEPAPIS divulga resultado das inscrições deferidas no minicurso de Antropologia Visual

O Laboratório de Estudos Panamazônicos – Pesquisa e Intervenção Social - LEPAPIS divulga a lista dos cursistas que participarão do "II Minicurso de Antropologia Visual e das Imagens intitulado Cidades Selváticas 1. Manaus", a saber:
ABRAHIM SENA BAZE JR.
ANA CÉLIA NERI ALVES
ANÁLIA NOGUEIRA
BETILSA SOARES DA ROCHA
CARLITO STOIE
DENIZIU ARAUJO PERES
ISABEL WITTMANN
JOILSON DA SILVA PAULINO
JULIANA ALMEIDA
JUSCELINO SIMÕES SILVA
KHETLLEN DA COSTA TAVARES
LUIZA DE CASSIA NERY
MOISÉS FERREIRA
OMAIDA PEREIRA VAZQUEZ
RAIMUNDA NONATA NUNES DA SILVA
RICHARDSON ADRIANO DE SOUZA
RODRIGO FADUL ANDRADE
ROSANA CARVALHO PAIVA
ROSSELINE DA SILVA TAVARES
SILVIA RIBEIRO DE MORAES
A Coordenação do "II Minicurso de Antropologia Visual e das Imagens", agradece a todos os inscritos e esclarece que, em virtude das dimensões da sala de aula onde serão realizadas as atividades do minicurso, infelizmente não será possível a presença de alunos ouvintes.
Informam que as atividades iniciam nesta quarta-feira (27/05/2015).
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