Papel social e político do historiador é destaque na abertura do IV Encontro Estadual de História promovido pela Anpuh-AM
Evento acontece até o próximo dia 24 de agosto no Setor Norte do Campus Universitário Arthur Virgílio Filho.
Reitor, professor Sylvio Puga, durante pronunciamento na abertura do IV Encontro Estadual de História promovido pela ANPUH - AM
Voltado a reunir profissionais e estudantes de História para discutir as condições de trabalho do historiador no ensino e na pesquisa, os conteúdos da disciplina de História e as possibilidades de intervenção do historiador nas questões sociais contemporâneas, teve início, na manhã desta quarta-feira, 22, a quarta edição do Encontro Estadual de História promovido pela Associação Nacional de História-seção Amazonas (ANPUH-AM).
A solenidade de abertura foi presidida pelo reitor da Ufam, professor Sylvio Puga. Durante seu pronunciamento, ele destacou que, se tivesse oportunidade, História seria a segunda graduação. “Fiz meu doutorado em História do pensamento econômico, não foi um curso de História propriamente dito, mas foi o suficiente para eu me apaixonar pela área. Se eu fosse fazer uma segunda graduação, com certeza eu escolheria História”.
O diretor do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), professor Raimundo Nonato Pereira da Silva, elogiou a iniciativa da ANPUH-AM de promover o evento. “Trago a máxima guarani ‘Vamos caminhar juntos para caminhar bem’. Acredito que caminhar juntos e caminhar bem reflete o que estamos fazendo nesse Encontro, no qual se pretende refletir sobre a prática docente e a intervenção do historiador nesses tempos estranhos pelos quais estamos passando. Quero dizer que fico muito feliz com mais essa realização da Anpuh, pois é partir de iniciativas como esta que elaboramos reflexões para construir um Brasil mais sólido”.
A presidente da ANPUH -AM, professora Keith Barbosa, durante a homenagem ao professor Geraldo Pantaleão Sá Peixoto PinheiroO chefe do Departamento de História, professor Auxiliomar Ugarte, destacou que o evento está na sequência do Dia Nacional do historiador, comemorado no último dia 19 de agosto. “O Dia Nacional do Historiador foi uma proposição do senador Cristovam Buarque, em homenagem à data de nascimento de Joaquim Nabuco, um dos maiores intelectuais que este país já teve. Todos devem aproveitar ao máximo as oportunidades que este evento vai proporcionar com as exposições e debates”, ressaltou ele.
A presidente da Anpuh-Amazonas e vice-diretora do Instituto de Ciências Humanas e Sociais, professora Keith Barbosa, saudou todos os participantes do encontro, ressaltando os pesquisadores que vieram de longe para prestigiar o evento. “Estou imensamente honrada e feliz com a presença de todos vocês neste evento. Quero saudar os representantes que compõem essa mesa de abertura, nossos colaboradores que aceitaram o convite e se envolveram ativamente na realização do nosso evento e dar as boas-vindas a todos os professores, pesquisadores e estudantes da área de História, em especial os alunos e professores da Universidade Federal de Roraima, da Universidade do Estado do Amazonas de Parintins, Coari e Tefé; do Ifam e da Universidade Federal do Pará, que muito se esforçaram para estar aqui. O IV Encontro Estadual de História é de vocês. Foi realizado com muito trabalho para que tivéssemos a oportunidade de, juntos, discutirmos e refletirmos sobre importantes temas da atualidade”, discursou a presidente da Anpuh, seção Amazonas.
Professores de História da Ufam e da UEA com a palestrante Maria Regina Celestino de Almeida, da Universidade Federal FluminenseHomenagem
Ela conduziu, ainda, uma homenagem ao professor Geraldo Pantaleão Pinheiro, que faleceu há pouco tempo. “No dia 25 de maio de 2018, o Amazonas perdeu uma de suas mais proeminentes e singulares figuras: o professor doutor Geraldo Pantaleão Sá Peixoto Pinheiro. Graduado em Estudos Sociais pela Ufam, foi um dos maiores entusiastas e articuladores da criação de um curso de História na Universidade Federal do Amazonas, no ano de 1980. Sua trajetória profissional se confunde com a do curso de História. Logo após se formar em História em 1984, passou a atuar como professor substituto e, logo após, como professor efetivo. O professor Geraldo sempre demonstrou enorme irreverência e alegria de viver, tendo um grande compromisso com a história do Amazonas e da Amazônia, além de ter exercido diversas funções administrativas na Universidade, como diretor do Museu Amazônico e chefe do Departamento de História”, ressaltou a professora Keith Barbosa.
Conferência de abertura
Os avanços acerca da construção da historiografia dos índios e dos negros e os desafios de aplicação da temática no ensino da história foram abordados durante a conferência de abertura pela professora Maria Regina Celestino de Almeida, da Universidade Federal Fluminense. Durante a apresentação, ela destacou que levar as reflexões do encontro na academia para a sala de aula do Ensino básico é o grande desafio dos presentes no Encontro. “Para além dos espaços próprios da circulação das ideias acadêmicas, os historiadores devem ocupar os espaços midiáticos, escrevendo artigos para jornais, concedendo entrevistas nas mídias televisivas e radiofônicas para, dessa forma, contribuir para a combate de ideias preconceituosas cristalizadas em relação à camadas étnicas brasileiras”, declarou ela.
A professora Sarah Araújo é uma das participantes do evento.Palavra de participante
Para a professora Sarah Araujo, da SEDUC e da Uninorte, o evento é uma oportunidade de reencontro e união dos professores e discentes de História. “Diante das incertezas que temos sobre o ensino de história, as ameaças à democracia e a pauta das desigualdades que ainda marcam a história do nosso país, é mais que necessário, é essencial, estarmos juntos e debater sobre esses temas”, afirmou a docente.
A aluna do curso de História, Tamily Frota, destaca que o encontro traz a certeza da renovação dos nossos olhares para os desafios que perpassam o ofício do historiador. “No evento, são apontados caminhos possíveis de intervenção de prática docente, conforme a afirmação de princípios democráticos, de inclusão social e de respeito às diferenças culturais, os quais orientam nossas discussões”, declarou a estudante.
Programação
À tarde, o evento continua com simpósios temáticos nas salas 46,47, 55 56 e 57 da Faculdade de Estudos Sociais (FES) e com a mesa redonda 'História Cultural: possibilidades e reflexões', que contará com a participação dos professores Almir Diniz de Carvalho Júnior, Davi Avelino Leal e Sínval Carlos Mello Gonçalves. Confira a programação completa em: Programação completa
Conselhos Superiores da Ufam divulgam calendário de reuniões para setembro/2018
A Secretaria dos Conselhos Superiores da Ufam informa novo calendário de reuniões ordinárias que ocorrerão no próximo mês de setembro de 2018. Segue abaixo as datas de realização para o Conselho de Superior de Administração (Consad), Conselho Universitário (Consuni) e Conselho de Ensino e Pesquisa (Consepe):
1. Reunião ordinária do CONSAD a ser realizada nos dias 10 e 11 de setembro 2018;
2. Reunião ordinária do CONSUNI a ser realizada nos dias 12 e 13 de setembro de 2018;
3. Reunião ordinária do CONSEPE a ser realizada no dia 17 de setembro de 2018.
Os horários das reuniões acontecerão das 8h30 às 12h30 e das 14h30 às 18h30, no Plenário Abraham Moysés Cohen, Bloco da Administração da Faculdade de Direito, Setor Norte do Campus Universitário.
PPG em Design realiza Aula Inaugural de 2018
Metaprojeto é abordado em Aula Magna do professor Dijon Moraes Júnior, da UEMG.Com palestra sobre um dos temas mais recentes da área, o metadesign, proferida durante a Aula inaugural pelo ex-reitor da Universidade do Estado de Minas Gerais, Dijon Moraes Júnior, o PPG em Design iniciou as atividades do segundo ano de existência. A Aula Inaugural do programa ocorreu na manhã desta terça-feira, 21, no auditório Rio Javari, da Faculdade de Tecnologia.
Estudantes e docentes de graduação e pós-graduação se reuniram nesta manhã para prestigiar a programação do Programa de Pós-graduação em Design (PPGD). Com mais 17 novos alunos, a segunda turma do mestrado profissional foi recebida, juntamente com os demais estudantes do curso, para obter mais informações sobre programa e refletir sobre o tema da palestra “Metaprojeto: o Design do Design”.
Compondo a mesa de honra do evento, o vice-reitor da Ufam, professor Jacob Cohen, parabenizou a FT pelo mestrado e ressaltou o papel que o curso terá na formação de recursos humanos capacitados, atuando assim para o desenvolvimento do Amazonas. “O curso vai agregar muito o empreendedorismo”, disse.
De acordo com a coordenadora do PPGD, professora Magnólia Quirino, o curso vem suprir a necessidade de aperfeiçoamento de profissionais de design não somente do Amazonas, mas também de demais estados da região Norte, por ser o único curso do tipo oferecido por uma universidade pública. Com o curso, a Ufam e a Faculdade de Tecnologia (FT) pretendem capacitar os designers locais, algo possível a partir da qualificação do próprio corpo docente do curso, que apresenta 70% de titulação em doutorado, podendo assim se dedicar ao ensino em nível stricto sensu. “A gente viu que havia essa necessidade de oferecer o curso para qualificar melhor os recursos humanos na região e assim melhorar também a qualidade de ensino, pesquisa e de formação profissional para ao estado e região”, contou a professora Magnólia.
Para o segundo ano de atividade do programa, a coordenadora informa que estão em busca de parcerias, inclusive com a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), que resultem em mobilidade acadêmica de discentes e docentes, participação em bancas e apoio em pesquisas, por exemplo. “Iremos colocar disciplinas online, assim os nossos alunos poderão fazer algumas disciplinas ofertada na UEMG e, em contrapartida, eles poderão conhecer as nossas pesquisas especificas que sejam de interesse do programa deles”, detalhou.
Aula Magna - Metaprojeto: o Design do Design
Programa busca parcerias para ampliar ações.
Autor da obra que intitula a palestra ministrada aos estudantes de Design, o professor Dijon Moraes Júnior expôs que o metaprojeto é a contestação ao projeto de formato cartesiano, usado para o ensino em Design.
O ex-reitor da UEMG defende que o metaprojeto apresenta a nova visão sobre o fazer profissional, a partir da reflexão contínua do projeto a ser desenvolvido, trazendo as mais novas formas de ensinar as disciplinas relativas à construção de projetos. “Antes de propor, é preciso refletir sobre o projeto”, diz o professor.
De acordo com o palestrante, o design atual é responsável por fazer a gestão da complexidade, já que parte da leitura do mundo, suas interações e manifestações, para pautar seu trabalho. “Não esperem respostas só da academia, mas da música, da arte, da realidade do momento”, orientou sobre as fontes para o desenvolvimento de projetos. “O metaprojeto pergunta o tempo inteiro: seria isso? Na velha metodologia, você não tem as fases questionadas. Você só segue, não retorna. No metaprojeto, você retorna o tempo inteiro à fase anterior, se você quiser”, revelou o professor, ao explicar que isso permite ganho, entre eles a redução de materiais, para o profissional e para o interessado no projeto.
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