Informática e Educação: Icomp publica 19 artigos em evento classificado com Qualis B1

A Federal do Amazonas tem o maior número de pesquisadores da área em todo o País

Por Cristiane Souza
Equipe Ascom Ufam

O Instituto de Computação da Universidade Federal do Amazonas (Icomp/Ufam) destacou-se na participação do Congresso Brasileiro de Informática na Educação (CBIE), com a aprovação de 19 trabalhos científicos que abordam conceitos de Informática aplicados à Educação. O evento, promovido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) desde 1990, possui publicação classificada com o Qualis B1 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para a área de Computação.

Em todos os trabalhos, há participação de seis doutorandos, sete mestrandos, quatro graduandos e um técnico-administrativo em Educação da Unidade Acadêmica. Na avaliação da professora do Icomp, Thaís Helena, que também é vice-coordenadora da Comissão Especial de Informática na Educação (CEIE) da SBC, a aprovação de número tão expressivo de artigos numa única edição confirma a qualidade do Icomp ao desenvolver pesquisas relevantes, cuja cultura de produção científica se fortalece em todos os níveis. Acesse a lista de trabalhos selecionados.

“Esse é o reflexo da larga produção discente, da graduação ao doutorado, atuando no PPGI que já é reconhecido nacionalmente, com avaliação cinco, e no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECIM), mais recente, e já com a publicação do artigo de um mestrado, orientado por um docente do Icomp”, explica a professora Thaís Helena. “Vale ressaltar que o grupo que trabalha com Informática na Educação no IComp é o maior do Brasil em quantidade de pesquisadores e produção”, acrescenta.

O Simpósio é organizado em quatro trilhas temáticas, para as quais os trabalhos são submetidos de acordo com o objeto da pesquisa, abarcando uma gama atualizada de temas. A primeira aborda, por exemplo, a elaboração de sistemas para ensino/aprendizagem, como as plataformas e os dispositivos. A segunda trilha recebe trabalhos nas áreas de jogos, robótica e realidade virtual, entre outros. Na trilha seguinte, interação humano-computador, meta cognição e ambientes motivacionais estão entre os principais temas.

A quarta trilha valoriza investigações sobre Inteligência Artificial, Web Semântica e Mineração de Dados. Por fim, há uma trilha voltada à recepção de trabalhos sobre ambienteis computacionais colaborativos e processo de ensino-aprendizagem.

Trajetória consolidada

Segundo a professora Thaís Helena, que atua nos PPGs em Informática e em Ensino de Ciências e Matemática da Ufam, a cada ano, cerca de 800 pesquisadores participam do evento. “A produção da Universidade é muito sólida. Além do SBIE, muitos trabalhos são apresentados e ganham prêmios em eventos nacionais e internacionais, como o Workshop de Informática na Escola (WIE), o Frontiers in Education Conference (FIE), o International Conference in Advanced Learning Technologies promovido pela IEEE (IEEE ICALT)”, destaca a pesquisadora.

A atuação dos docentes em comitês de programa e comissões especiais é outro reflexo da qualidade da equipe de pesquisadores do Instituto, que também participam de outros eventos nacionais e internacionais, publicando trabalhos, inclusive.

Ao todo, 34 dos 35 docentes do Icomp são doutoresAo todo, 34 dos 35 docentes do Icomp são doutoresEntre os destaques estão o Simpósio Brasileiro de Engenharia de Software (SBES), o Simpósio Brasileiro de Qualidade de Software (SBQS), o Simpósio Brasileiro de Fatores Humanos em Sistemas Computacionais (IHC), o Simpósio Brasileiro de Sistemas Multimídia e Web (WebMedia), o Simpósio Brasileiro de Banco de Dados (SBBD) e o Simpósio Brasileiro em Segurança da Informação e de Sistemas Computacionais (SBSEG).

Na seara internacional, o Icomp também se destaca em alguns dos grandes eventos, como o Software Engineering and Knowledge Engineering (SEKE) e a International Conference on Software Engineering (ICSE). Dos 35 docentes vinculados à Unidade Acadêmica, 34 já possueo o título de doutor, o que corresponde a 97% do quadro.

Saiba mais

O XXIX Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (SBIE) é um evento anual promovido pela Comissão Especial de Informática na Educação (CEIE) da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Tem como objetivos divulgar a produção científica nacional nesta área e proporcionar um ambiente para a troca de experiências e ideias entre pesquisadores, estudantes, professores e demais cidadãos interessados, nacionais e estrangeiros.

O SBIE teve a sua primeira edição realizada em 1990 no Rio de Janeiro e desde então tem sido realizado anualmente. A partir de 2012 passou a integrar o Congresso Brasileiro de Informática na Educação (CBIE), sendo um de seus principais eventos. O Simpósio prioriza trabalhos que apresentem a concepção, o desenvolvimento e a avaliação de soluções das Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação, para promoção da aprendizagem.

O que é o Qualis Periódicos? – é um sistema usado para classificar a produção científica dos programas de pós-graduação no que se refere aos artigos publicados em periódicos científicos. O processo foi concebido para atender as necessidades específicas do sistema de avaliação, sendo baseado nas informações fornecidas por meio do aplicativo Coleta de Dados. Como resultado, disponibiliza lista com a classificação dos veículos utilizados pelos PPGs para divulgar sua produção intelectual.

Anexos:
Fazer download deste arquivo (Anexo - Trilhas Temáticas.pdf)Trilhas Temáticas do evento[ ]511 kB

Novos farmacêuticos da Ufam colam grau no auditório Eulálio Chaves

Por Ismael dos Santos
Equipe Ascom

A Faculdade de Ciências Farmacêuticas realizou na noite terça-feira, 21, a formatura de 24 novos farmacêuticos, do primeiro semestre de 2018, em cerimônia de outorga de grau no auditório Eulálio Chaves, setor Sul do Campus Universitário. A solenidade foi presidida pelo vice-reitor, professor Jacob Cohen, acompanhado da diretora do curso, professora Débora Ohana, da coordenadora, professora Alcinira Farias, da paraninfa, professora Jaila Lalwani, e da patronesse e homenageada com o nome da turma, professora Ana Cyra.   

A 108ª turma colou grau em um momento histórico para o curso. No período de 13 a 16 de agosto, a faculdade comemorou, durante a 13ª Edição da Semana Acadêmica de Farmácia, o Jubileu de Ouro de 50 anos de criação da graduação na Ufam. O aniversário foi lembrado pela diretora da faculdade como sinônimos de conquista e felicitações aos bacharéis.

“Vocês fazem parte do momento histórico que estamos vivendo: os 50 anos do curso de Farmácia da Ufam. Queridos farmacêuticos, colegas de profissão, ex-alunos da FCF, sejam muito felizes. Desejo uma vida profissional de muito sucesso, com ética, responsabilidade e muito amor ao próximo. Nós da faculdade estaremos sempre aqui para lhes acolher, receber. A Faculdade de Ciências Farmacêuticas saúda a turma 108. Parabéns a todos”, disse a professora Débora Ohana.Cerimônia foi presidida pelo vice-reitor da UfamCerimônia foi presidida pelo vice-reitor da Ufam

O vice-reitor da Ufam, professor Jacob Cohen, ressaltou o compromisso ético com o ser humano no exercício da profissão. “Vocês escolheram uma área muito importante da vida, a da Saúde. Sejam éticos. Não façam concessões gratuitas a ninguém. Isso pode custar muito caro. Quando fazemos concessões fora do que a lei permite, estamos sendo antiéticos. Vocês vão trabalhar com a saúde pública do ser humano. Tem uma propaganda do 'Médicos sem Fronteiras' que diz que apesar de todas as maledicências que o ser humano pode fazer, de todas as guerras, só quem pode ajudar o ser humano é outro ser humano. Esta é a mensagem que deixo para os senhores. Apesar de todos os percalços que a universidade vive hoje, ainda sim, vocês se formaram na melhor universidade de nossa região”.  

O bacharel Lucas da Silva foi o orador da turma. Confira um trecho do seu discurso: Percorremos uma linda estrada. Essa foi a FCF. Aqui nascemos e fomos criados. Somos muito mais do que éramos ontem. Somos muito menos do que seremos amanhã. Somos farmacêuticos de sucesso. Somos federal. Somos a nova cara da farmácia brasileira. Somos a história desse país. Somos a cura camuflada sob as cápsulas. Esta é a nossa noite de glória. Somos os protagonistas, mas há muitos coadjuvantes que devemos agradecer. Se você tem um objetivo, mude seus hábitos. Tenham disciplina. Vivamos todos os Ser farmacêutico foi um sonho realizado pelo africanoSer farmacêutico foi um sonho realizado pelo africanodias com determinação”.

Africano farmacêutico pela Ufam

Abdou Badamassi, 30, é um dos farmacêuticos que colaram grau no auditório Eulálio Chaves. Oriundo de Benin, país ocidental do continente africano, Abdou ingressou no curso de Farmácia da Ufam pelo Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), do Ministério da Educação (MEC), que oferece oportunidades de formação superior aos cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais.     

Ser farmacêutico foi um sonho realizado pelo africano. “Desde minha adolescência, o curso de Farmácia foi um sonho, pois minha avó trabalhava com fitoterápicos em meu país e eu sempre a acompanhava. Então, a partir desse momento, passei a gostar de Farmácia. Minha avó faleceu. Então hoje sou o único farmacêutico na família e tenho muito orgulho disso”.

Com o diploma na mão, o bacharel lembrou das lições aprendidas ao longo dos anos e dos planos já traçados. “Fiquei na Ufam seis anos e meio e o que levo de lição é que na vida nunca devemos cruzar os braços, pensar que é difícil. Sempre devemos arrumar um jeito de levantar os desafios. Eu passei no processo seletivo para o mestrado em Farmácia na Ufam e já estou cursando. Depois de terminar esse mestrado vou fazer um doutorado e, provavelmente, vou seguir a carreira na Educação, ser pesquisador”.

Saiba quem são os outros 23 bacharéis:

Camila Verly de Miranda Sabino / Cibele de Souza Viana / Deizi dos Santos Ferreira / Diego Diniz Silva / Eliane Pimentel Nóbrega / Eloise de Souza e Silva / Erick frota Gomes Figueiredo / Gabriel Oliveira de Souza / Gabrielle Gorayeb Santos / Guilherme Domingos Bindá / Ivanildo Vieira Pereira Filho / Janaina Santos Barroncas / Kamilla Maria de Sousa Picanço / Larissa de Souza Bezerra / Larissa Feitosa da Hora / Lucas Munareto da Silva (Orador) / Marcos Henrique Gurgel Rodrigues / Rayssa Lamaniere Santos Araújo / Rebeca Linhares de Abreu Netto / Rosemary Almeida Storch / Sayuri Araujo Miki (Juramentista) / Talita Heleny Pacheco de Almeida / Wana Lívia Silva Oliveira.

 

Música, manifestações étnicas e interdisciplinaridade são abordados em Encontro da Faartes

Presidente da Abet, Suzel Reily, ministra palestra de abertura do Encontro.Presidente da Abet, Suzel Reily, ministra palestra de abertura do Encontro.Por Sandra Siqueira
Equipe Ascom

A Faculdade de Artes promove até sexta-feira, 24, o III Encontro Regional Norte de Etnomusicologia, debatendo o tema 'Redes e Colaborações da Amazônia'. A palestra de abertura foi conduzida pela doutora em Antropologia Social, professora Suzel Ana Reily. O evento foi realizado no auditório Rio Solimões, do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais.

A etnomusicologia é o ramo da música que estuda as manifestações musicais de sociedades e raças específicas. Promovido pela Ufam em parceria com a Associação Brasileira de Etnomusicologia (Abet), o evento da Faartes terá também minicursos apresentando a musicalidade da Amazônia, como música indígena e percussões amazônicas. 

Na abertura do III Encontro Regional Norte de Etnomusicologia, o reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, parabenizou a Faculdade pela iniciativa e assegurou o seu apoio, como gestor maior da Universidade, às faculdades recém-criadas, sendo a Faartes uma delas, com pouco mais de um ano de existência, após processo de reestruturação do Instituto de Ciências Humanas e Letras, ocorrido em reunião do Conselho Universitário em 23 de fevereiro de 2017. “Todas às vezes que há uma demanda da Faartes para apoiarmos eventos e outras tratativas, nós dedicamos todo o apoio necessário para que aconteça e, é claro, fortaleça a nossa Faculdade de Artes seja na graduação e depois também na pós-graduação. Aqui, na Amazônia, nós temos pessoas comprometidas com a nossa causa, com a arte local e mundial”, discursou o gestor.

De acordo com a coordenadora do encontro, professora Rosemara Staub, o evento tem o objetivo de consolidar a pesquisa em etnomusicologia na região. As duas edições anteriores ocorreram no Pará, sendo esta a primeira vez em que é realizado no Amazonas. “Como tentamos sempre trabalhar a ideia de rede de colaboração, trouxemos para Manaus. A ideia é que a etnomusicologia seja discutida nesse encontro numa perspectiva de colaboração e de rede, mas também de maneira interdisciplinar. Então, veremos como está a pesquisa na área aqui na Amazônia, que tipo de interdisciplinaridade é possível e outros campos que possamos agregar”, informa a professora.

Palestra de Abertura – 'Redes e Colaborações da Amazônia'

Em sua primeira visita ao Amazonas, a professora Suzel Ana Reily abordou a temática 'Redes e Colaborações da Amazônia' partindo do trabalho de Howard Becker, no qual apresenta a ideia de mundos artísticos, ressaltando a ligação da música ao contexto social.

Evento segue até sexta, 24, com programação variada.Evento segue até sexta, 24, com programação variada.Reily, que também é presidente da Abet, citou o caso da cidade de Campanha, em Minas Gerais, para ilustrar a presença da música para aquela sociedade, em especial, o significado que ela tem durante a Semana Santa, quando são realizadas várias manifestações artísticas em relação à temática religiosa. “A Semana Santa Campanhense pode ser compreendida como um grande drama coletivo, com uma série de celebrações, cheias de rituais, cuja intensificação ao longo da semana vai promovendo uma experiência barroca através do impacto sensorial que provoca”, declarou.

Programação

Além dos minicursos já citados, a programação do III Encontro Regional Norte de Etnomusicologia inclui a apresentação de comunicações orais e pôsteres durante a tarde e o minicurso sobre música e gênero.

À noite, estão previstas a realização de mesas temáticas discutindo os temas: 'Mestres e Academia', 'Interdisciplinaridade na Etnomusicologia' e a 'Etnomusicologia na Amazônia'. Por fim, as atividades encerram nas três noites com apresentações musicais e rodas de conversa.

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