Nossa Música permite intercâmbio entre artistas locais e estudantes de Música

Diálogo descontraído entre produtores, músicos e compositores do Amazonas e acadêmicos do curso de Música da Ufam é a proposta da Atividade Curricular de Extensão (ACE) Nossa Música, coordenada pela professora Lucyanne Afonso. Nesta quinta-feira (24), o artista Cileno foi o convidado para promover o intercâmbio com os aprendizes da Academia, apresentando sua trajetória na música popular, algumas parcerias e a relação que ele tem com a Ufam.

A coordenadora da ACE destacou que o convidado explana sobre sua vida e obra, como se tornou artista dentro de seu período histórico e sociocultural e como usa ainda sua música para se expressar. Já se apresentaram dois artistas em 2013, Zeca Torres e Lucinha Cabral, cuja experiência, segundo a professora Lucyanne Afonso, tem sido enriquecedora para os alunos, pois muitos deles pretendem, além de pesquisar sobre música e lecionar, têm projetos de seguir carreira no mundo artístico da produção musical.

 

O artista, sua obra e a relação com a Ufam

Cileno é de Nova Olinda do Norte, mas veio para Manaus ainda recém-nascido. Ele conta que sempre teve paixão pela música, mas que só ganhou o primeiro violão na adolescência, quando teve a primeira decepção, ao saber que, para tocar de verdade, seria preciso além de vontade, dedicação. “Eu sou autodidata. Aprendi a afinar o violão com meus primos e em revistas dessa área”, contou. Depois dominar o instrumento, começou a tocar em bandas de bailes, ainda na década de 1980.

Ao refletir sobre a carreira que pretendia traçar como músico e compositor, Cileno resolveu deixar as apresentações em bailes, investindo em trabalhos autorais. Lançou, em 1983, o LP (long play) ‘Nossa Música’, e no ano seguinte foi convidado a representar o Amazonas em rede nacional num programa de música, ao lado da cantora Eliana Printes. Em 34 anos de carreira, Cileno é um dos mais populares cantores da região Norte, e já se apresentou ao lado de Sebastião Tapajós, Emílio Santiago, Zeca Baleiro e Zélia Duncan, entre outros.

Esta é só mais uma vez que o cantor se apresenta na Ufam, pois ele já participou de muitas sextas culturais promovidas no campus, ao lado de Célio Cruz e Torrinho, por exemplo. “Também já cantei em algumas edições do Festival Universitário de Música, o FUM”, lembrou, ao enfatizar a importância do projeto para tanto o artista e quanto o aluno tenham aprendizados diferenciados, ou seja, cada um conhece a perspectiva do outro, conta o cantor que fez história como o responsável pelo primeiro registro de Reggae do Amazonas, por meio do disco intitulado ‘Feira Hippie’.

 

Próxima edição do Projeto Nossa Música

A próxima apresentação será do artista Serginho Queiroz, no dia 14 de agosto (quinta-feira), às 16h, na sala 6 do Bloco Mário Ypiranga.

Formação política é destaque no Encontro de Mulheres Afroameríndias e Caribenhas

`Luta e resistência dos povos originários da Pan-Amazônia e do Caribe’ contou com a participação do professor Gersem dos Santos Baniwa, dos representantes do consulado da Venezuela, Andrés Eloy Leal e Frank Alexander Manrique, a representante da Associação das Mulheres do Rio Negro (AMRG), Deolinda Freitas Prado e da coordenadora da mesa, Raimunda Nonata Correa. A mesa redonda integra a programação do II Encontro de Mulheres Afroameríndias e Caribenhas. O evento ocorreu nesta quinta-feira, 24, no auditório Rio Solimões, do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL)

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Programa de pós-graduação do ICET completa 2 anos de atuação

O Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia  de Itacoatiara (ICET) comemora no mês de agosto, dois anos de atuação do Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia para Recursos Amazônicos (PPGCTRA). O Programa foi o primeiro a oferecer um curso de mestrado no interior da Amazônia Ocidental.

O Programa foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em 2011 obtendo o conceito 3. Com dois anos, o PPGCTRA conta atualmente com 18 docentes e 34 pós-graduandos. A primeira turma teve início no ano de 2012 e foi composta por 7 alunos.

A implantação do curso em Itacoatiara foi fruto de um esforço conjunto entre a administração superior da Universidade e a direção do ICET, juntamente com o corpo docente e técnico-administrativo do Instituto, que possibilitou que o mestrado fosse recomendado logo no primeiro processo de aprovação.

O Programa está, em pouco tempo, atraindo a atenção de estudantes de diferentes partes do país que veem nele não só uma oportunidade de obter uma titulação, mas também uma chance de vivenciar o contexto de desenvolvimento da Amazônia. Este é o caso de Timóteo Tadashi Watanabe, orientado pelo professor doutor Bruno Sant'Anna; e Aurélio Izuka Zanelato, orientado pelo professor doutor Gabriel Luiz Cruz de Souza tornaram-se os primeiros mestres formados pelo PPGCTRA e que deixaram seus estados de origem para pesquisarem na Amazônia.

A coordenadora do PPGCTRA, professora doutora Renata Takeara, relembra o início da história do Programa e comemora o momento atual, no qual estão sendo colhidos os primeiros frutos. “Iniciamos com sete alunos na primeira turma. Este ano foram 11 ingressantes de uma seleção que contou com a participação de mais de cinquenta inscritos”, revela. “Isto demonstra a aceitação do Programa que vem sendo bastante procurado por egressos da graduação, técnicos-administrativos e professores do ICET que buscam melhorar sua formação acadêmica”, comenta.

Outras perspectivas

O vice coordenador do PPGCTRA, professor doutor Bruno Sampaio Sant'Anna conta que é fundamental subir no conceito da Capes para assim vislumbrar em médio prazo um curso de doutorado. “A avaliação trienal da Capes depende uma série de fatores, tais como a produção científica dos alunos, o tempo de defesa, além da inserção dos egressos no mercado de trabalho, e nós acreditamos que vamos conseguir elevar o conceito de três para quatro, o que nos permitirá fazer uma proposta de doutorado”, explica.

O programa vem cumprindo as recomendações da Capes e já está com mais quatro alunos aptos a defenderem suas dissertações, que ocorrerá ainda neste mês de julho, são eles: Brainer William Cruz dos Santos, Edson de Araújo Silva, Oziel Ribeiro Marinho e Keyla Freitas Serrão.

”Todos os alunos da primeira turma defenderão suas dissertações dentro prazo, cumprindo os requisitos da Capes, configurando que a média de defesa do programa encontra-se abaixo dos 24 meses, tempo máximo estipulado para a conclusão do curso. Fato este, que é muito positivo para aumentar a nota programa”, garante o professor Sant’Anna. 

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