Eron Bezerra é nomeado Secretário para a Inclusão Social do MCTI

O professor da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Eronildo Braga Bezerra, foi nomeado para a Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secis). A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última quarta-feira, dia 29 de abril de 2015. Ele entra no lugar do engenheiro químico Oswaldo Baptista Duarte Filho, que ocupava o cargo desde abril de 2013.

Professor da UFAM desde 1988,  foi deputado estadual do Amazonas pelo PC do B durante cinco mandatos consecutivos, de 1991 a 2010. Ocupou a Secretaria de Estado da Produção Rural por dois períodos, de 2007 a 2010 e de 2011 a 2014. É doutor em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia. Publicou em 2010 o livro "Amazônia, esse mundo à parte", uma coletânea de artigos sobre aspectos culturais, econômicos e políticos da região. Concluiu o doutorado com a tese que tratou das possibilidades de transformar o pirarucu (Arapaima gigas) no "bacalhau da Amazônia", como exemplo de desenvolvimento sustentável.

Pesquisadora Kátia Vega proferiu palestra no EPA 2015

Pesquisadora Kátia VegaPesquisadora Kátia Vega

No segundo dia de programação do Encontro de Projetos Interativos (II EPA!2015), do Instituto de Computação da Ufam (Icomp), ocorreu a palestra da doutora Kátia Cánepa Vega com o tema “Beauty Tecnology e Wearable Computers”.  O tema da palestra é um projeto da pesquisadora que ganhou diversos prêmios pelo aspecto da inovação tecnológica.  

O projeto da pesquisadora Kátia Vega, “Beauty Tecnology e Wearable Computers”, desenvolve a interação do corpo humano com componentes eletrônicos do ambiente. Uma interface de comunicação para ser aplicada em diversos ambientes eletrônicos. Ou seja, produtos utilizados com uma função durante muitos anos, são transformados e passam a ser usados de outra forma. O procedimento é utilizar sensores em partes do corpo humano para capturar, por meio de um software, os movimentos da face, dos cabelos, dos braços, entre outros, para desenvolvimento de aplicativos que serão introduzidos em diversos componentes. A aplicabilidade é diversificada e interfere no dia a dia das pessoas.

“A ideia é adicionar uma funcionalidade a mais a produtos usados pelas pessoas, para interagirem com outros sujeitos eletrônicos. É possível ligar a luz com o piscar dos olhos, pagar a passagem do ônibus com um movimento das unhas. A cor do batom tem a mesma função há anos e agora pode ser interpretado por um dispositivo eletrônico. O que fazemos é sensibilizar o corpo para ser interpretado por um equipamento e resultar em uma ação de comando. Uma casa pode ser comandada com movimentos do corpo. A unha pode ser um dispositivo utilizado para pagar a passagem do metrô ou do ônibus. Por meio do celular podemos comandar vários aparelhos ou fechar as janelas de casa. O corpo se comunica com mecanismos virtuais e eletrônicos”, destacou Kátia Cánepa Vega.  

Em seguida a palestrante respondeu a inúmeros questionamentos sobre seu projeto. A viabilidade foi questionada por um estudante em razão das dúvidas em algumas situações. Outros queriam saber as dificuldades de se utilizar a Química e a Física no estudo (uso de gel para sensibilização das unhas). Alguns queriam saber mais detalhes do uso de sensores na captação dos movimentos musculares do rosto.

Aplicativo para detecção de acidentes é vencedor da Hackathon da EPA! 2015

Professores Elaine Harada e Horácio Oliveira, coordenadores da EPA! 2015Professores Elaine Harada e Horácio Oliveira, coordenadores da EPA! 2015Na tarde desta quinta-feira (30), terminou a segunda edição do Encontro de Projetos em Ambientes Interativos (EPA! 2015). O evento, cujo encerramento aconteceu no Auditório Rio Javari da Faculdade de Tecnologia (FT), terminou com a premiação da Hackathon, um evento onde os participantes são desafiados a propor e desenvolver um aplicativo no sistema operacional Android.

Segundo a professora Dra. Elaine Harada, uma das coordenadoras do evento, a Hackathon desse ano consistiu em desenvolver um aplicativo que fosse usado para a detecção de eventos. “Os alunos ficaram durante o dia inteiro no laboratório programando e desenvolvendo o aplicativo”, conta a professora.

Ainda segundo a coordenadora, de 13 equipes inscritas, nove participaram. “Cada uma das equipes contava com 1 a 5 participantes. Tivemos, então, cerca de 35 alunos, no total, participando da competição. Eles desenvolveram apenas protótipos que, no futuro, podem ser de grande ajuda para a sociedade”, afirmou Harada.

A equipe de um homem só

O grande vencedor da competição foi Hildon Lima, de 21 anos, aluno do 9° período do curso de Ciência de Computação. O aluno desenvolveu um aplicativo que detecta quedas e outros tipos de acidentes e envia essa informação por meio de SMS a um destinatário salvo no aplicativo. “A partir disso, ele também já envia por SMS a localização da pessoa, para que o contato dela vá imediatamente ao local para socorrê-la”, salientou o aluno.

Lima, que demorou menos de 24 horas para desenvolver a ideia do aplicativo, começou, na noite anterior à competição, a ler artigos sobre detecção Hildon Lima, vencedor do HackathonHildon Lima, vencedor do Hackathonde eventos em dispositivos móveis. “Li três artigos, subtraí a ideia principal, e dentro da competição, criei o aplicativo a partir de um algoritmo próprio dele”, conta.

Ainda segundo o aluno, as contribuições deste aplicativo para a sociedade são imensas. “Imagine que você tem um parente que tenha algum tipo de doença, como epilepsia. Se essa pessoa tiver um ataque epiléptico no meio da rua, o celular vai detectar isso automaticamente e enviar a informação pra você, junto com a localização. Nossa proposta é que o serviço público também use esse aplicativo, para que os primeiros socorros sejam os mais rápidos possíveis e tenhamos menos riscos de morte”, frisou o aluno.

Para a professora Elaine, participar de uma competição como essa traz um grande ganho para os alunos e para a sociedade. “Tenho certeza que boa parte dos alunos que estiveram nessa premiação começaram a pensar em soluções para os nossos problemas”, ressaltou a professora. 

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