ICSEZ divulga balanço da campanha institucional “Ufam, eu cuido!”
A campanha institucional “Ufam, eu cuido!” foi lançada no dia 28 de novembro no Instituto de Ciências Sociais Educação e Zootecnia (ICSEZ). Com duração de duas semanas, foi coordenada pela comissão de meio ambiente do ICSEZ em Parintins, liderada pelo professor Paulo Henrique Oliveira.
O lançamento foi realizado na área de convivência do instituto com uma apresentação musical dos alunos dos cursos de Zootecnia, Administração e Comunicação, além da exposição do vídeo da campanha e material de divulgação dos eixos água e energia, patrimônio público, animais no campus e resíduos sólidos.
Durante a campanha foram realizados sorteios de brindes (squeeze, camisetas, canetas e ecobags) e uma ação de coleta de resíduos sólidos “Cuidando da Ufam” na área externa do campus com a comunidade acadêmica (professores, alunos e técnicos).
Também foram ministradas as palestras “Déficit hídrico e efeitos climáticos nos corpos hídricos”, com o professor Cledenilson Souza e “Água e vida”, com o professor Francisco Picanço; bem como a conscientização sobre cuidado e posse responsável de animais domésticos em parceria com a ONG “Patinhas unidas”.
Ao final da campanha foi realizado um concurso para escolha da logomarca para comissão do meio ambiente do ICSEZ, o vencedor foi o jovem Igor Jorge Viana Pinheiro da escola “Liceu de Artes Instituto Irapam”.
Ufam participa de projeto para o monitoramento da Amazônia
Instituto de Computação, setor norte do CampusPesquisadores do Brasil, Austrália e Espanha reuniram-se na semana passada para traçar os primeiros passos do projeto Providence, um sistema de monitoramento revolucionário criado para rastrear espécies da biodiversidade da selva amazônica por meio de imagem, som e transmissão remota de dados.
A Universidade Federal do Amazonas, por meio do Instituto de Computação (IComp/Ufam) faz parte da equipe de cientistas, que conta com pesquisadores da Universidade Técnica da Catalunha, Espanha e CSIRO Data61, Austrália. O projeto é coordenado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, em Tefé, e terá aproximadamente US$ 1,5 milhões para realizar a primeira fase dessa pesquisa, por meio da Fundação Gordon e Betty Moore, um organismo filantrópico de financiamento de capital de risco estabelecido por Gordon Moore - o fundador da Intel.
O professor Reginaldo Carvalho, do IComp/Ufam, disse que o Providence oferece uma oportunidade única de aplicar tecnologias de ponta para promover a conservação da floresta amazônica. “Estamos muito animados em fazer parte desta equipe para construir uma solução para monitoramento em tempo real que ajudará a entender o impacto do desmatamento e das alterações climáticas. O Providence é um projeto inovador que contribuirá para preservar o planeta para as futuras gerações ,e o Icomp vai contribuir com métodos de identificação automática de espécies por visão computacional e aprendizado de máquina", afirmou.
Emiliano Ramalho, pesquisador e coordenador de monitoramento do Instituto Mamirauá no Brasil, além do líder geral do Projeto Providence, disse que a área de estudo inicial do Providence está localizada no extremo sul da Reserva Mamirauá, entre os rios Amazonas e Japurá.
Uma das principais preocupações dos cientistas de todo o mundo é a extinção acelerada de espécies. “Ter uma avaliação adequada da biodiversidade de uma área como a Amazônia é essencial porque pode nos informar sobre o impacto das atividades humanas neste importante ecossistema. O Projeto Providence irá utilizar sensores acústicos e câmeras para identificar diversas espécies de animais da região Amazônica, e um sistema sofisticado de comunicação para enviar estas informações de forma remota. Entre os animais que serão focos da primeira etapa do projeto estão espécies carismáticas e ameaçadas como a onça-pintada, o macaco uacari, o peixe-boi, o boto cor de rosa, o jacaré-açu e o mutum”, disse Emiliano Ramalho.
Fases
Na primeira fase da Providence serão testados dez dispositivos de monitoramento na Amazônia para criar uma rede sem fio de sensores. Na fase dois serão usados cem sensores e na terceira fase serão instalados até 1 mil dispositivos no meio da floresta.
Formação de professores do campo é novo curso de pós-graduação lato sensu ofertado pela Ufam
O entendimento da Educação do Campo considera o percurso histórico e o protagonismo dos sujeitos pelas matrizes terra, trabalho, cultura e memória
Durante abertura, professora Arminda Mourão reafirmou sua crença na iniciativa: "Temos certeza de que este curso vale a pena e é uma forma de levar outra visão de educação para Manaus e outros municípios", declarou.Reunindo profissionais da educação que atuam no estado do Amazonas, o Curso de Especialização em Educação do Campo – Práticas Pedagógicas realizou sua aula inaugural nesta segunda-feira (19), no auditório Rio Alalaú da Faculdade de Educação (Faced). A especialização faz parte do Programa Escola da Terra, cujo objetivo é implantar políticas públicas para a formação de professores do campo.
A especialização contribuirá para o aprofundamento dos conhecimentos teóricos e metodológicos dos professores vinculado ao Programa, centrado em práticas pedagógicas interdisciplinares e transdisciplinares, ajudando a integrar os saberes tradicionais aos científicos do mundo do trabalho do campo.
A mesa de abertura do curso teve a presença da diretora da Faced, professora Selma Baçal; da representante da Secretaria Municipal de Educação (Semed), professora Valdileia Pereira; da representante da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), professora Rainalda Serra; e da coordenadora do Programa Escola da Terra, professora Arminda Mourão.
Em sua fala, Selma Baçal deu as boas vindas aos professores formadores e ressaltou o papel da Faced na especialização. “A Faced vem trabalhando paulatinamente para ampliar a sua inserção onde seus educadores consideram ser fundamental. O campo é um desses lugares. Temos o esforço de muitos professores dedicados, com o olhar voltado às necessidades da população. Ficamos felizes pela parceria com a Seduc e com a Semed. É motivo de muita alegria recebê-los aqui hoje”, declarou a diretora.
A coordenadora do Programa, professora Arminda Mourão, destacou os esforços para a realização do curso e reafirmou sua crença na iniciativa. “Em que pese todas as dificuldades, nós conseguimos aprovar a especialização. É com o apoio do corpo docente desta e de outras unidades que ministraremos as aulas. Temos certeza de que este curso vale a pena e é uma forma de levar outra visão de educação para Manaus e outros municípios”, disse a professora.
Durante aula, professoras resgataram conceitos fundamentais para o entendimento da educação do campo
A aula inaugural da especialização trouxe como tema a Educação do Campo no Amazonas. A palestra teve a participação da professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), Graça Passos; da professora da Escola Normal Superior da Universidade do Estado do Amazonas (ENS/UEA), Lucinete Gadelha; e da professora da Faced, Heloísa Borges. O encontro foi mediado pela professora da Faced, Fabiane Garcia.
“A ideia é que a especialização seja uma continuidade de ações já desenvolvidas pelo Programa Escola da Terra. Esperamos que seja um espaço de profunda reflexão e de práticas educativas que configurem momentos novos para a educação do campo”, afirmou a professora Fabiane Garcia.
Graça Passos resgatou conceitos chave para o entendimento da Educação do Campo, como o percurso histórico e o protagonismo dos sujeitos do campo e suas matrizes de formação: terra, trabalho, cultura e memória.
A professora da UEA, Lucinete Gadelha, apresentou os processos de estudo naquela instituição, demonstrando o esforço coletivo e colaborativo por trás do movimento de Educação do Campo.
O curso
A professora Heloísa Borges apresentou a programação pedagógica do curso, com objetivos, referenciais teóricos e estrutura de funcionamento.
O Curso de Especialização em Educação do Campo – Práticas Pedagógicas, faz parte do Programa Escola da Terra da Faced por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufam (Propesp). O programa é conveniado, ainda, ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (MEC/Secadi), em parceria com a Seduc e Secretarias Municipais de Educação.
A especialização terá duração de 30 meses, com carga horária de 520h divididas em teoria e prática. O curso reunirá 100 professores vinculados à Seduc e à Semed, além de formadores da Ufam.
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