Curso de Língua Portuguesa para estrangeiros promove aula inaugural

O curso faz parte do Programa Idiomas sem fronteiras.O curso faz parte do Programa Idiomas sem fronteiras.
 
Por Carlos William
Equipe Ascom

A Faculdade de Letras da Universidade Federal do Amazonas (Flet - Ufam), por meio do Núcleo de Línguas, realizou no dia 17 de abril aula inaugural do curso de Língua Portuguesa para estrangeiros, através do programa Idiomas sem Fronteiras (Isf). Representantes do Consulado da Colômbia em Manaus e 60 imigrantes participaram do evento, além de docentes, estudantes e demais membros da comunidade acadêmica.

Ao todo, duas turmas serão formadas durante o primeiro semestre de 2018, tendo 25 vagas disponibilizadas para cada uma e duração de quatro meses. O objetivo da iniciativa consiste em apresentar à comunidade de imigrantes colombianos o Programa Isf, seu funcionamento e o curso a ser ofertado, além das formas de internacionalização incorporadas pela Universidade.

 

 

Duas turmas serão formadas no primeiro semestre.Duas turmas serão formadas no primeiro semestre.

O evento foi realizado no auditório Rio Solimões, localizado no hall do instituo de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais(IFCHS), setor Norte do Campus e, em seguida, nas instalações do laboratório de Idiomas da Faculdade de Letras.

Conforme afirma o professor Wagner Barros, coordenador geral do Núcleo de Línguas, a demanda partiu do consulado da Colômbia, que solicitou atendimento em cursos de Língua Portuguesa para cerca de 60 imigrantes que chegariam a Manaus. “Uma das principais funções da Flet é atender às demandas da comunidade acadêmica e comunidade externa e isso tem sido feito por meio de vários programas, dentre eles o Idiomas sem Fronteiras, que trabalha com o ensino de línguas para fins específicos, nesse caso para o cotidiano”, relatou.

Sobre o Idiomas sem Fronteiras

O Programa Idiomas sem Fronteiras foi criado em 2012 por um grupo de especialistas em Línguas Estrangeiras a pedido da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) para auxiliar estudantes de nível superior a terem acesso aos programas de mobilidade ofertados pelo Governo Federal.

Projeto de extensão leva cirurgias oftalmológicas ao interior do Amazonas

Além dos serviços oftalmológicos, serão realizados atendimentos médico-odontológico e farmacêutico 

Gestores organizam preparativos da participação da Ufam na ação.Gestores organizam preparativos da participação da Ufam na ação.

Por Sandra Siqueira
Equipe Ascom Ufam

Atender cerca de cinco mil pessoas de municípios do Alto Solimões com a realização de cirurgias oftalmológicas e serviços básicos de saúde é o objetivo do projeto de extensão da Ufam. Serão realizadas 400 cirurgias de catarata e 50 de pterígio entre 26 de maio e 3 de junho.

Resultado da parceria entre a Ufam e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o projeto tem a participação de entidades como a Marinha, o instituto de Pesquisas Oftalmológicas da Unifesp, a Alko do Brasil, a Lupas Leitor e a Fundação Piedade Cohen, e irá beneficiar moradores dos municípios de Benjamim Constant, Tabatinga, Atalaia do Norte, São Paulo de Olivença, Amaturá e Santo Antônio do Iça. A Ufam participa cedendo parte dos médicos que farão as cirurgias de catarata e pterígio, a chamada carne crescida, em pessoas acima de 40 anos e em crianças com catarata congênita.

Desenvolvido pela Fundação Piedade Cohen há 20 anos, o projeto é atualmente liderado pela Ufam. Nos últimos dez anos de atividade, foram atendidas mais de 100 mil pessoas e mais de dez mil cirurgias realizadas. Responsável pelo projeto, o vice-reitor da Ufam, professor Jacob Cohen, diz que a iniciativa surgiu da percepção da grande diferença estrutural na área de saúde entre a capital e os municípios do interior do Amazonas. “Quanto mais longínquos esses municípios, mais necessitados eles são de serviços de saúde como esse que nós fazemos”, declara o vice-reitor.

Médico oftalmologista, o professor será um dos profissionais a integrar a equipe de oito cirurgiões a atuar no alto Solimões. “Temos a expectativa de realizar 400 cirurgias de catarata e 50 de pterígio”, declara. “Além dos serviços oftalmológicos, serão realizados atendimentos médico-odontológico e farmacêutico pela equipe da Marinha do Brasil”, acrescenta.

De acordo com o gestor, com base em dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que em áreas onde existe assistência médica, cerca de 0,5% da população seja cega, dos quais 50% por catarata.  Em populações sem a presença desse serviço, esse índice aumenta para 2% a 3%. “Numa população 100 mil habitantes, três mil deles são cegos, dos quais 1.500 por catarata”, informou.

A equipe de profissionais seguirá em navio da Marinha para as sedes dos municípios onde as pessoas receberão atendimento. Com o apoio de entidades privadas, como a Lupas Leitor, o projeto fará também a doação de quatro mil óculos para a população local.

Os equipamentos também foram cedidos pela Alko do Brasil, todos em dobro, com engenheiros responsáveis pela manutenção deles. Pequenos geradores de energia foram doados para garantir a realização dos atendimentos.

Para o pró-reitor de Extensão, professor Ricardo Bessa, o projeto é uma evidência da ação da Ufam junto à sociedade, colaborando para o cumprindo da missão da Universidade. Segundo o professor, a Câmara de Extensão, responsável por aprovar os projetos a serem executados pela Instituição, prioriza aqueles que apresentem relevância social.  “O projeto é altamente relevante porque vai ajudar muitas pessoas carentes desses beiradões”, disse. Abaixo, o cronograma da triagem e da realização das cirurgias.  

 

 

 

 

 

Dramaturgia mundial em foco na semana “Shakespeare: sempre e por toda a parte”

 
 
Por Sebastião de Oliveira
Equipe Ascom

Uma vasta programação em homenagem ao maior dramaturgo de todos os tempos, William Shakespeare, ocorre até esta sexta-feira, 27. O evento faz parte de uma programa integrado entre Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Cultural Brasil Estados Unidos (ICBEU) e Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult).

Dentre as atividades desta terça-feira, 24, realizadas no auditório Rio Solimões do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), Setor Norte do campus, ocorreu a palestra “Solilóquios em Hamlet, entre a autoria e o personagem”, proferida pelo professor Leonardo Christy, do Departamento de Letras Língua Inglesa.

Hamlet

De acordo com Costa, a ideia de discursar Hamlet não nasce na condição de professor, mas quando ele ainda era discente da graduação. Ele explica que Hamlet é uma tragédia escrita entre 1599 e 1601. A peça, situada na Dinamarca, reconta a história de como o Príncipe Hamlet tenta vingar a morte de seu pai, Hamlet, o rei, executado por Cláudio, seu irmão, que o envenenou e em seguida tomou o trono e casou-se com a rainha. A peça traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida do sofrimento opressivo à raiva fervorosa e explora temas como traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade.

O professor considera a obra uma das principais peças teatrais e lembra o escritor cubano Ítalo Calvino, quando este afirma: “precisamos ler os clássicos porque os clássicos nunca terminam de dizer o que tem pra ser dito.” Por conta disso, justifica-se sua presença ao proferir sobre Hamlet, embora no sentido mais técnico. O professor atribui sua importância no mundo, no Brasil e nos cursos de graduação em Letras da Universidade como uma forma de entender os dilemas da vida.  

Por se tratar de uma linguagem universal, em que o processo de escolha significa tomar uma decisão extrema na vida, envolve fatores que tornam os dilemas tão complexos ao abordar questões morais e éticas, valores que regem as condutas das pessoas em sociedade.

O professor acredita que a realização de evento no espaço da Universidade proporciona, de certa maneira, o cumprimento de seu papel social. "Entender os dilemas é muito útil como pessoa e, muito mais enquanto professor, mas pensar os dilemas através do Hamlet, é muito mais esclarecedor", comentou.

O coordenador do evento na Ufam e professor do Departamento de Letras língua Espanhola, Saturnino Valladares, disse que o objetivo é homenagear o dramaturgo William Shakespeare, ao enfatizar a parceria com outras instituições para a realização da Semana, que ocorre pela segunda vez. "Na edição passada, a Faculdade de Letras homenageou o escritor espanhol Miguel de Cervantes", recordou o docente.

Segundo Valladares, as palestras estão sob sua coordenação na Ufam, mas outras atividades ocorrem no Caffe Teatro, no Paço Municipal, na Biblioteca do Icbeu e noutros ambientes públicos ou privados. Para ele, todas essas ações envolvem o conhecimento sobre um dramaturgo importante no contexto mundial e isso aproxima cada vez mais os discentes das disciplinas de literatura, oportunizando-os aprofundar o conhecimento sobre esse autor e sua obra.

O diretor da Faculdade Letras, professor Wagner Barros Teixeira, disse que a Semana faz parte das homenagens de um evento muito maior, o Dia Mundial do Livro, considerado o grande protagonista nesse processo. “ Simbolicamente, isso tem um poder muito grande, uma representação”, disse.

Segundo ele, desde o ano passado, a Ufam e outras instituições têm participado dessas atividades e o primeiro homenageado foi o escritor espanhol Miguel de Cervantes. "Para nossa felicidade, ano que vem será o escritor Guimarães Rosa a ser homenagado. Ele é um ícone da literatura brasileira e também internacional. A semana é o momento que se homenageia um personagem com destaque internacional, com isso, destaca a área de letras, as pesquisas desenvolvidas na Unidade e, consequentemente, oportuniza o envolvimento do corpo discente", informou o docente.

A mesa de abertura estava composta pelo diretor da Faculdade de Letras (Flet), professor Wagner Barros Teixeira; o coordenador do evento pela Ufam e professor do Departamento de Letras Língua Espanhola, Saturnino Valladares, e o professor Lajosy Silva.                   

 

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