Curso 'Gestão para Aposentadoria de Servidores Públicos' aborda aspectos previdenciários e psicossociais

Por Sebastião Oliveira
Equipe Ascom

O curso 'Gestão para Aposentadoria de Servidores Públicos'que integra o projeto 'Prepara Ufam para a Aposentadoria', teve início nesta segunda-feira, 23, na  sala de Treinamentos da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp). O objetivo é orientar o servidor que está em processo de aposentadoria para os aspectos previdenciários e psicossociais, visando à reflexão e troca de experiências significativas. O curso se estende até sexta-feira, 27.  

A coordenadora da Coordenação de Desenvolvimento Social da Progesp, psicóloga Roberta Vieira,  informa que dentro da programação de política de atenção ao servidor, a Progesp promove o curso pensando nos servidores em processo de aposentadoria.  Vieira diz que esse momento é único na vida do servidor que perpassa por uma escolha individual para realizar o curso: "Nem todos os servidores que estão realizando o curso vão se aposentar, podendo escolher outro momento para fazer isso, mas, no curso, eles podem se preparar para quando chegar essa mudança na vida laborativa", comenta.

Dentre as abordagens a serem discutidos durante o curso, estão aspectos que envolvem questões financeiras, re-significado do trabalho, o cuidado com a saúde física e mental, assim como o entendimento das políticas e legislações voltadas a essa área especifica. 

Vieira acredita que para o servidor é importante pensar nesse momento. A coordenadora acredita que apesar das dificuldades de sair das atividades diárias, o servidor deve disponibilizar um tempo para isso. Segunda ela, o conhecimento desenvolvido no curso auxilia na passagem para aposentadoria, uma vez que, para algumas pessoas, a aposentadoria é motivo de sofrimento psíquico que, em  algumas casos, leva à depressão.

A professora do curso de Psicologia, Ana Cláudia Leal Vasconcelos, aborda nesse primeiro contato atividades voltadas à centralidade do trabalho, pensando em estratégias de vida após a aposentadoria que, em muitos casos, é visto como um momento trágico. 

Para a servidora Rosana Gurgel do Amaral, bibliotecária, admitida em 1991, a relevância da realização do curso está no intuito de esclarecimento das questões de aposentadoria e como se preparar emocionalmente para essa nova etapa da vida. Ela acredita que o curso demandará conteúdos importantes que a motivarão cada vez mais a enfrentar esse momento da vida: "A gente ouve muitas conversas em que servidores aposentados caem em depressão. O que eu quero é desmitificar essa ideia e colocar em prática todo o conhecimento que irei adquirir no curso", disse a servidora.

 

 

 

Ufam protagoniza debate sobre o Desenvolvimento Sustentável em Fórum Permanente

Fórum discute possibilidades de desenvolvimento para o Amazonas a partir de diferentes temáticasFórum discute possibilidades de desenvolvimento para o Amazonas a partir de diferentes temáticas“A bioeconomia - a economia verde - é o futuro para complementar as cadeias produtivas ora estabelecidas no PIM”, afirma Osíris Silva, ao destacar a função das entidades de ensino, pesquisa e desenvolvimento na busca de superar os desafios regionais

Por Cristiane Souza
Equipe Ascom

Em apresentação repleta de indicadores atuais sobre a economia local e regional, o economista, empresário, escritor e ex-gestor público Osíris Silva expôs a membros da comunidade universitária e externa sobre o tema ‘Desenvolvimento Sustentável para o Estado do Amazonas – prioridades, obstáculos e mudanças necessárias’. A exposição, realizada na quinta-feira, 19, foi o ponto de partida para o debate promovido pela Pró-Reitora de Extensão da Universidade Federal do Amazonas (Proext/Ufam), no Fórum permanente.

Ao apresentar a metodologia de trabalho, o pró-reitor de Extensão, professor Ricardo Bessa, orientou os participantes sobre a riqueza de se propor uma tese, que depois será enfrentada pela antítese, culminando na síntese do tema em discussão. “Este é um lugar que a Universidade deve assumir, porque o nosso papel é promover o debate, fomentar a discussão e propor as soluções”, apontou ele, ao exemplificar sobre a necessidade de se criar cursos voltados à expertise regional, como as graduações em piscicultura, engenharia naval e medicina fitoterápica, que o professor utilizou como exemplos.

Egresso da Ufam há quase 50 anos, Osíris Silva apresentou dados que reforçam a indispensabilidade de aproximação entre a academia e a sociedade. Segundo argumentou, investir em ciência, pesquisa, desenvolvimento e inovação é o caminho eficaz para superar os desafios do modelo atual, este altamente dependente do Polo Industrial de Manaus (PIM), no âmbito de atuação da Zona Franca de Manaus (ZFM). “A bioeconomia - a economia verde - é o futuro para complementar as cadeias produtivas ora estabelecidas no PIM. E a Universidade, assim como os centros de pesquisa, é fundamental nessa trajetória”, afirmou Osíris.

Desafios e Perspectivas

Exposição abordou aspectos históricos, além de apresentar o atual cenário da economia e as alternaticas de diversificação da cadeia produtivaExposição abordou aspectos históricos, além de apresentar o atual cenário da economia e as alternaticas de diversificação da cadeia produtivaJá dando início à exposição, o orador fez breve incursão histórica sobre a evolução da Economia no Amazonas, a qual, antes da década de 1970, era caracterizada como coletora-extrativista. “Alguns dos principais produtos eram madeira, couro, copaíba, andiroba, castanha do Brasil e peixes. Tratava-se de um extrativismo puro, sem caminhos alternativos para seguir”, destacou.

Ao tratar da Zona Franca, Osíris levou dados comparativos atuais, com destaque para os resultados entre os anos compreendidos entre 2013 e 2017, demonstrando a alta concentração de renda na capital amazonense, o que, conforme explicou, gera forte dependência do setor industrial. “Essa questão precisa ser absolutamente valorizada, porque apenas seis cadeias produtivas abarcadas pelo PIM respondem por 87% do PIB (Produto Interno Bruto) de todo o Amazonas”, enfatizou.

Ele revelou indicadores do PIM, como a redução de importação de insumos, que foi $$ 12 bi em 2013 e caiu para pouco mais de $$ 7 bi em 2017, e a queda da exportação de produtos, que foi de $$ 862 bi, em 2013, para $$ 479 bi, no ano passado. Em relação ao faturamento, a redução foi de $$ 38.50 bi, em 2013, para $$ 25,58 bi, em 2017.

“Ora, aqui não há produção agrícola apta a compensar essas perdas”, disparou, ao mencionar, ainda, a queda da quantidade de mão de obra absorvida no Polo Industrial: a redução registrada foi de 121.631, em 2013, para 87.070, em 2017. “Esses quadros não serão recompostos, principalmente em decorrência dos investimentos das empresas em automação, o que ainda reduz custos. Com menos pessoas se produzi muito  mais”, disse. “O problema da Zona Franca foi o modelo e a falta de ajustes”, completou o orador.

Prosseguindo na alusão a informações de pesquisa, Osíris Silva informou: “Temos sim espaço para a produção agrícola. 54,73% do território amazonense é Unidade de Conservação Federal ou Estadual ou ainda terra indígena. Excetuando as áreas de reserva legal, ainda nos restam cerca de nove milhões de hectares que podem ser utilizados por esse setor”, expôs, lamentando o pouco investimento em pesquisa na área, como o caso do desenvolvimento de sistemas produtivos que levem em conta os aspectos locais.

Sessão reuniu pesquisadores, discentes e gestores públicosSessão reuniu pesquisadores, discentes e gestores públicosPor fim, foram apresentados temas como o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), que se resume a indicativos estratégicos de ocupação e uso do território em bases sustentáveis. Ou seja, é uma forma de definir as vocações de cada mesorregião, o que proporcionaria a realização de investimentos canalizados. “Quando falamos em revolução tecnológica, não é só no PIM, mas no setor de produção de alimentos ou no ramo de ecoturismo”, exemplificou o expositor, de uma perspectiva ampliada para o desenvolvimento regional.

Sobre o orador

Osíris Messias Araújo da Silva é natural de Benjamin Constant, é economista pela Universidade do Amazonas, turma de 1969, e consultor de empresas, sendo responsável técnico, desde 1972, por mais de 100 projetos de implantação na ZFM. É ex-secretário municipal de Economia e Finanças (1983-1986) e ex-secretário da Indústria, Comércio e Turismo e ex-secretário da Fazenda do Amazonas (1987-1991). Exerceu os cargos de presidente do Conselho de Administração do Banco do Estado do Amazonas, representante substituto do governador do Estado perante o Conselho de Administração da Suframa (CAS) e da Sudam (CONDEL).

Além disso, é empresário do ramo de produção agrícola e presidente da Associação Amazonense de Citricultores (Amazoncitrus), fundada em 1993. Desde 2009, é articulista econômico, abordando questões de desenvolvimento regional, Zona Franca de Manaus, política industrial e do setor primário, meio ambiente e sustentabilidade. É autor dos livros ‘Pan-Amazônia - Visão Histórica, Perspectivas de Integração e Crescimento’, de 2015; e ‘Economia do Amazonas - Visões do Ontem, do Hoje e do Amanhã’, de 2016.

Políticas indígenas e indigenistas e rodas de conversa são destaques no Dia do Índio na Ufam

Por Ismael dos Santos e Sebastião Alves
Equipe Ascom

O Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (Ifchs) e a Pró-reitoria de Extensão (Proext) promoveram no setor Norte do Campus uma programação especial alusiva ao Dia do Índio. No auditório Rio Solimões do instituto, o Departamento de Antropologia (DAN) realizou um debate onde professores, estudantes e especialistas discutiram o "Movimento Indígena e Políticas Indígenas e Indigenista" na Amazônia.

De acordo com o Coordenador do evento, professor Lino João de Oliveira Neves, o evento é constituído em sua programação por duas mesas de debates. A primeira realizada na quarta-feira, 18, sobre "Formação acadêmica – Formação etno-política" e a segunda com "Movimento Indígena e Políticas Indígenas e Indigenista".

Dentre as reflexões da primeira mesa, Neves pontua quanto a formação acadêmica de alunos indígenas tem recebido nas Universidades e na Rede Estadual e Municipal de Ensino. Com isso, o coordenador questiona se o conhecimento tem sido revestido e fortalecido pela luta etno-política desses povos indígenas. Para a segunda mesa, os debates transcorreram aos questionamentos dos movimentos indígenas e se, efetivamente, tem sido construído políticas publicas implementadas pelos próprios indígenas e pelo Estado Brasileiro.

Segundo Lino, a análise crítica do momento político que o Brasil passa é considerada bastante grave. “Todos sabemos que o governo federal, via congresso, deputados e senadores e o próprio poder executivo, está restringindo e retirando os direitos constitucionais dos povos indígenas.”

Para Christian Ferreirra Crevels, que proferiu a palestra `Terras Indígenas não demarcadas no Estado do Amazonas´, existe um senso comum de que as terras indígenas na Amazônia já foram demarcadas principalmente em nível fundiário. “As terras que teriam que ser demarcadas já foram demarcadas e de que os conflitos por terra na Amazônia são coisas menores”.    

Crevels, que é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) e do Conselho Indigenista Missionário – Norte I, ainda explica que quando se trata de demarcação indígena, a maioria das pessoas remetem seus pensamentos a outras etnias brasileiras, menos as etnias amazônicas. Entretanto, existem dados que demonstram uma quantidade enorme de terras na Amazônia com seus procedimentos e etapas para aprovação.

Programação cultural no Centro de Convivência da Ufam

Ainda como parte da programação da Semana do Índio na Ufam, a Pró-reitoria de Extensão (Proext), por meio do Departamento de PolíticasPró-reitor de Extensão, professor Ricardo BessaPró-reitor de Extensão, professor Ricardo Bessa Afirmativas (DPA), promoveu no Centro de Convivência, setor Norte do Campus, um dia de conscientização sobre a importância dos povos indígenas e suas heranças culturais, com rodas de conversas entre estudantes, docentes e comunidade externa.

Segundo o pró-reitor de Extensão, professor Ricardo Bessa, o Dia do Índio pela pró-reitoria é o primeiro de vários projetos que ainda virão. “Precisamos resgatar a nossa identidade amazônica. Nosso país foi construído com base na miscigenação de três raças: o negro, o índio e o branco. É fundamental que se reconheça que o Amazonas é o maior estado indígena do mundo. Só em São Gabriel da Cachoeira, por exemplo, temos 23 etnias. Então essa programação de hoje é uma forma de não deixarmos passar em branco o Dia do Índio. Esse é apenas o primeiro evento da Proext com essa temática indígena. Estamos em processo de cadastramento de indígenas destribalizados em Manaus, para que assim possamos uni-los no sentido de tentar congrega-los em atividades de extensão acadêmica”.

Além das rodas de conversa, o evento também contou com uma feira de artesanato indígena com a participação das etnias Tikuna, Kokama, Muro, Marubo, Saterê-Mawe e Tukano.

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