Ufam inaugura Laboratórios de Anatomia mais bem equipados da Região Norte
O prédio atende as áreas biológicas e da saúde, além do curso de Psicologia da Universidade
Na tarde da última quarta-feira, 26, a Universidade Federal do Amazonas inaugurou o novo bloco de Anatomia, com 11 ambientes, destinados às atividades de Ensino e Pesquisa que chega a receber, por ano, mais de dois mil alunos de nove cursos. É o bloco anatômico mais bem equipado do Norte e já está em uso.
A reitora, professora Márcia Perales, destacou a inauguração é o resultado de uma rede de ações formada em benefício de uma coletividade. "Precisamos sim de uma excelente estrutura, e eu sei que é a mais moderna da região, mas esse trabalho só é completo se houver profissionais competentes e estudantes interessados. Os recursos humanos são o centro de todo o processo de Educação", apontou ela.
"Quando vemos que é possível dar melhores condições para a nossa comunidade universitária, temos a certeza de que valeu a pena, e será fundamental para formar os futuros profissionais", ressaltou o vice-reitor, professor Hedinaldo Lima. A diretora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB),
professora Sônia Carvalho, também destacou o esforço coletivo e o empenho para concluir o Bloco. "Certamente boas condições de estrutura são essenciais para alavancar a qualidade do ensino", disse.
Somando-se aos investimentos em estrutura e equipamentos, a quantia supera R$ 1,2 milhão, enquanto a área construída chega a 500 metros quadrados. "Um dos principais avanços é a manutenção da salubridade do local e o respeito integral às normas técnicas da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para necrotérios, aplicadas aos laboratórios de anatomia. Todas as estruturas em inox [mesas, cubas e bancos] facilitam a limpeza, e o sistema de refrigeração controla, de modo eficiente, os vapores de formol", frisou o professor Jarbas Pereira, que já coordenou o laboratório.
O avanço representa melhores condições de trabalho e estudo para professores, técnicos e alunos, desde a climatização adequada até a criação de ambientes para atividades específicas, como a sala de manipulação de produtos químicos e materiais biológicos, e a sala de preparação de peças anatômicas, onde são cortadas com base em modelos sintéticos.
O atual coordenador do Bloco, professor Kleber Liberal, enfatiza que a rotina de alunos e professores fica mais organizada quando há uma estrutura adequada ao aprendizado. "Temos salas de pesquisa dentro dos laboratórios, e o nosso tanque tem capacidade para 12 peças inteiras (corpo) e as cubas com peças anatômicas como rim, fígado, coração, cérebro. Hoje nossa estrutura e nossos equipamentos estão entre os melhores do País, das instituições de ensino e pesquisa do Norte", comemorou o docente.
Instalações de ponta
O Bloco Anatômico recebeu estrutura, instalações elétricas, climatização e equipamentos novos. Ele possui três laboratórios de anatomia, frigorífico, sala de peças anatômicas, ossário, depósito, sala de monitoria, sala de técnicos e banheiros. Somente em infraestrutura e instalações elétricas, foram investidos mais de R$ 600 mil. Outros R$ 600 mil foram aplicados na aquisição de equipamentos para conservação de peças e mobiliário.
As portas têm largura suficiente para o transporte seguro das mesas de aço, contendo peças entre o frigorífico e os três laboratórios. Foram adquiridas 30 mesas e 120 bancos em aço inox, sendo 40 destes para cada sala. O sistema de conservação também é novo, sendo formado pelo tanque, pelas cubas e pelos exaustores instalados nos quatro ambientes.
A lotação máxima das salas é de 40 alunos, mas as turmas são compostas por no máximo 30. O objetivo é atender com qualidade e comodidade aos estudantes de graduação que têm aulas práticas no local. Ao todo, mais de dois mil utilizam, de forma alternada, os quase 260 metros quadrados referentes aos três laboratórios de Anatomia e ao frigorífico, este último com 12 peças completas (corpos) para serem manuseados por alunos de nove cursos de graduação.
Alunos matriculados nos cursos de Ciências Biológicas e Ciências Naturais, ambos do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), fizeram ou fazem uso das instalações. Além desses, discentes dos períodos iniciais de Farmácia, Odontologia, Enfermagem, Medicina, Educação Física, Fisioterapia e Psicologia também usufruem da estrutura.
Homenagem
Para guardar a memória do médico e professor Raimundo Wanzileu, nome do antigo bloco de Anatomia, uma placa foi fixada na entrada do novo bloco como reconhecimento. "Quando meu avô faleceu eu tinha dez anos. Ele foi a maior inspiração que eu tive para seguir nessa área, porque tinha paixão pela Medicina, e paixão por ensinar", relatou a neta do homenageado, Ingrid Wanzileu, aluna do 10º período do curso de Medicina na Ufam.
PROGESP divulga comunicado sobre curso Produção de Conteúdo em EaD

Workshop Rede Cidadã discute fenômenos extremos na Amazônia
O Workshop Rede Cidadã, do projeto “Cidades amazônicas e eventos hidroclimáticos extremos: pesquisa para reduzir vulnerabilidade e estabelecer resiliência”, teve a palestra do professor do curso de Geografia da Ufam, Naziano Filizola. O evento teve início nesta quarta-feira, 25, e tem o seu encerramento programado para hoje à tarde, 26, às 17h.
O evento Workshop Rede Cidadã, reuniu pesquisadores e ribeirinhos no Retiro de Santana, na Avenida André Araújo, Aleixo, para discutirem alternativas no monitoramento de eventos Hidroclimáticos extremos na Amazônia e seus efeitos. Na programação desta manhã, o professor do curso de Geografia da Ufam, Naziano Filizola, discorreu sobre o monitoramento do regime das cheias e das secas nos rios da Amazônia pelos próprios moradores.
A realização do evento teve a coordenação de representantes de várias instituições composta pela Ufam, Universidade de Lancaster (Inglaterra), Universidade Federal do Pará, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Museu Emílio Goeldi e conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e Recursos de Pesquisa do governo Britânico (Newton Found / British Concil).
Tendo como públicos-alvo comerciantes, ribeirinhos, estudantes, servidores municipais na área de saúde e educação, o Workshop faz parte do cronograma de atividades do projeto, e visa debater a problemática das grandes secas e cheias que tanto afligem a população da Amazônia e, principalmente, não são informados antecipadamente.
“A ideia do projeto é entender como as populações dos municípios de diferentes posições no estado do Amazonas, reagem aos eventos hidroclimáticos (cheias e secas, excesso de chuvas ou faltas) e como estas populações estão reagindo a isso. De que forma elas têm sido atendidas pelo poder publico para que a gente possa entender o contexto geral e o efeito desses eventos extremos que estão acontecendo nos últimos 20 anos. Qual a reação dessas populações e que experiências podemos tirar disso?”, disse o professor Naziano Filizola.
Segundo Givanildo Guimarães, morador do município de Maués, é uma oportunidade única estar participando da discussão destes fenômenos que tanto os atinge. “Assim, temos informações sobre os fenômenos climáticos que sofremos no município e podemos nos preparar para enfrentar suas consequências”, disse Givanildo.
Início








