CCA da UFAM abriga Curso de Especialização em Policiamento Ambiental
O Centro de Ciências do Ambiente da UFAM (CCA) abrigou nesta sexta-feira, dia 4, parte do Curso de Especialização em Policiamento Ambiental 2016. O professor Henrique Pereira, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade da UFAM, falou sobre a Política Nacional de Meio Ambiente. “Trata-se de uma parceria com o Batalhão Ambiental. Eles nos procuraram e nós indicamos alguns instrutores e devemos abrigar outros módulos”, explicou Henrique.
O objetivo do curso é capacitar e qualificar os servidores públicos estaduais militares e civis da Polícia Militar e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM). “As questões ambientais exigem conhecimento técnico mais apurado. Pescado irregular, caça ilegal, transporte de madeira sem documento e exploração mineral são comuns. Nós precisamos elevar o nível do batalhão sem esquecer que somos policiais”, afirmou o Tenente Renan Libório, chefe da Seção de capacitação e operações do Batalhão Ambiental da Polícia Militar.
O comandante do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, major Renato Schmitz falou da necessidade do curso, uma vez que último curso “remonta um certo tempo”. “A falta de conhecimento específico da legislação faz com que crimes passem impunes. Vamos anular essa ausência da capacitação formal e habilitar o corpo de policiais para que no próximo curso nós sejamos os instrutores”, explicou.
O curso de especialização tem carga de 530 horas e deve capacitar, a princípio, 30 militares, desde soldado até comandante. A ideia é formar monitores para os próximos treinamentos. Um deles já está previsto para o primeiro semestre de 2017.
Além disso, Libório afirma que o batalhão pretende estreitar os laços com os parceiros. “Policiamento ambiental não se faz só. Principalmente no Amazonas que tem extensões continentais. Já fizemos contato com a Marinha, Ipaam, Polícia Civil e Delegacia do Meio Ambiente para organizar os procedimentos”.
Equipe da UFAM conquista medalha de prata em Boston
O projeto premiado “Hydrargyrum: Um método inovador para biorremediar Mercúrio” é um melhoramento das duas fases da pesquisa apresentadas nos anos de 2014 e abril de 2016.
Oito alunos da UFAM, dois da UEA, dois professores de Biotecnologia e uma técnica de laboratório da UFAM participaram da Competição Internacional de Biologia Sintética (International Genetically Engineered Machine Competition - iGEM), que ocorreu em Boston entre os dias 27 e 31 de outubro. Confira os membros da equipe neste link: 2016.igem.org/Team:UFAM-UEA_Brazil
É a terceira vez que a equipe coordenada pelos professores Spartaco Astolfi e Carlos Gustavo Nunes participa da fase final da competição. Em 2016 o iGEM reuniu 270 equipes do mundo inteiro e o time do Amazonas conquistou a medalha de prata com um melhoramento de duas fases da pesquisa apresentada nos anos de 2014 e abril de 2016.
Para o acadêmico Anderson Oliveira, que na equipe é o responsável por organizar as atividades sociais e pela modelagem matemática, comenta sobre a relevância do trabalho apresentado. “Neste ano apresentamos o que a competição chama de "prova de concepção”, quando mostra-se a efetividade do trabalho feito no laboratório. Em parceria com o professor Fernando Garcia, elaboramos o primeiro Biorreator para tratar meio contaminado com mercúrio, com 70% de retirada de Cloreto de Mercúrio. Levamos, também, cheios de orgulho, a cultura amazônica. Pintamos o rosto com padrões indígenas para a apresentação oral e demais dias, além de ornamentarmos nosso banner com artigos como chocalhos, arcos e flechas. Chamamos muita atenção para a problemática da nossa região - com suas 3.000 toneladas de mercúrio nos rios - e para o projeto, ficamos muito felizes com todos os elogios dos juízes e das outras equipes".
Projeto

O projeto premiado consiste na inclusão de circuitos genéticos em bactérias de laboratório (Escherichia coli) para que estas sejam capazes de sobreviver em meio de cultura contaminado com mercúrio e degradar esse metal pesado. A idéia é levar essa bactéria modificada a um biorreator que limpa mercúrio presente na água dos efluentes industriais. “Planeja-se que geneticamente modificada e no biorreator, a E. coli trate o mercúrio, que é um elemento químico altamente tóxico, e o transforma em gás, a forma não tóxica, deixando o efluente livre de mercúrio antes de ser despejado nos rios”, explica Anderson Oliveira.
Segundo o professor Carlos Gustavo Nunes, o projeto premiado é uma importante contribuição da UFAM para a sociedade. “Esse projeto é mais uma resposta da comunidade científica e de nossas universidades às demandas da sociedade. Uma contribuição social que mostra a força dos estudantes. Nossos projetos têm inovação, alcance social, prova de conceito e grandes perspectivas”, declarou o coordenador da equipe.
Premiações e Planos
Em 2013 a equipe obteve medalha de bronze, em 2014 ouro na competição iGEM e em abril de 2016, o prêmio Condor para grandes projetos na competiçãolatino americana TECNOX, na Argentina. Ainda este ano, em outubro, novamente no iGEM, a medalha de prata.
Em 2017, a equipe pensa em investir em uma outra temática utilizando Organismos Geneticamente Modificados, mas criando uma linha de estudo paralela que mantenha o Hydrargyrum ativo.
Palestra "Crescimento populacional de animais" encerra atividades do Eixo "Animais no Campus" nesta quinta-feira (3)
Na tarde desta quinta-feira (3) foram encerradas as atividades do Eixo "Animais no Campus" da Campanha Institucional "Ufam, Eu Cuido!". As palestras ocorreram na Sala Copaíba, localizada no Centro de Ciências do Ambiente (CCA), setor Sul do Campus Universitário Arthur Virgílio Filho, em Manaus.
Médico veterinário Daniel Alexander Pereira da CunhaSegundo Daniel Alexander, a educação é o maior artifíco que a sociedade possui para realizar o controle populacional de animais. "A educação é o maior meio que temos hoje para determinar uma sociedade que saiba respeitar o direito de um animal e os direitos humanos. Precisamos ensinar as crianças a gostarem de animais e ensina-las também que "atirei o pau no gato", está errado", afirma.
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