Protec comunica que novo Sistema de Gestão do Patrimônio Genético será disponibilizado em novembro
O diretor do Departamento de Gestão do Patrimônio Genético e Conhecimentos Tradicionais (DCT), da Pró-Reitoria de Inovação Tecnológica (Protec), Genilson Pereira Santana, comunica que o Sistema de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SISGen), criado pelo Ministério do Meio Ambiente, que é a espinha dorsal do novo marco legal de acesso ao patrimônio genético e conhecimentos tradicionais associados (Lei 13.123/2015), será implementado e disponibilizado a partir de 6 de novembro de 2017 no site https://sisgen.gov.br, conforme o Diário Oficial da União (DOU), número 197, de 13 de outubro de 2017.
No SISGen o pesquisador que trabalha com patrimônio genético e do conhecimento tradicional poderá fazer o seu cadastro de atividade de acesso, cadastro de remessa, notificação de produtos e credenciamento de coleção “ex situ (conservação fora do lugar de origem)”. Essa plataforma tecnológica deverá se tornar um grande avanço para a gestão do patrimônio genético e para as pesquisas e desenvolvimentos com biodiversidade brasileira.
Ufam apresenta materiais didáticos para surdos em congresso internacional
Materiais didáticos do Projeto 'Praler' foram contemplados pelo evento.
Por meio do projeto de extensão que desenvolve materiais didáticos para surdos ‘Praler’, a Ufam participou, entre 9 e 12 de outubro, da Oitava Conferência Internacional de Usuários da Língua de Sinais (Sign 8), congresso idealizado e promovido por instituições de ensino em países diversos, com o objetivo de compartilhar pesquisas internacionais relacionadas aos estudos linguísticos para surdos. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sediou o evento, abrigado pela primeira vez por um país latino-americano.
Na ocasião, a professora Elizandra Bastos e a estudante Alanna Coelho, ambas do curso de Licenciatura em Letras Libras da Ufam e integrantes do projeto Praler, apresentaram o Workshop intitulado “Criação de materiais didáticos: O ensino de Língua Portuguesa / L2 para surdos, com base em gêneros textuais”. A doutoranda em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professora Laura Frydrych, participou da apresentação.
pesquisadores de diversas instituições compartilharam ideias.
A partir do pressuposto de que o ensino da Língua Portuguesa para surdos não deve limitar-se somente à gramática ou à utilização de gêneros textuais distintos, o Workshop propôs a soma dos elementos – gêneros, tema norteador, língua e cultura surda - para sugerir uma forma mais abrangente de aprendizagem. Foram expostos, a fim de ilustrar as ideias ministradas, materiais didáticos elaborados pelo Projeto, que já está na quarta edição e é coordenado pela professora Elizandra Bastos.
A docente destacou a receptividade dos participantes em relação à proposta compartilhada pelo grupo como excelente. “A aceitação do material mostrado foi muito boa, o feedback e as críticas foram extremamente significativos para nós, pois pudemos perceber que, de fato, a escassez de materiais didáticos específicos para alunos surdos pode ser, de certo modo, suprida com a nossa proposta. Isto nos incentiva a continuarmos nosso trabalho, sempre com esmero”, avaliou.

Ao viajar para outro estado brasileiro pela primeira vez, a graduanda do sexto período de Letras Libras, Alanna Coelho, considera o apoio na execução de um workshop, dentro de um congresso internacional que aborda questões da área em que se formará como uma experiência inesquecível. “Foi uma semana que marcou minha vida. Aprendi muito e quero continuar aprendendo muito mais”, complementou a estudante.
A expectativa da equipe em relação ao evento consiste em potencializar cooperações internacionais, visto que representantes de universidades de variadas partes do mundo estiveram presentes, como expositores de pesquisas linguísticas ou como ouvintes. A comunicação foi estabelecida pelas Línguas Brasileira de Sinais (Libras) e Internacional de Sinais (IS).
Confira a descrição do Congresso em Libras.
Professores da Ufam destacam-se na 32ª Feira do Livro do Sesc
Docentes deram suas contribuições em mesas temáticas, sessões de autógrafos e bate-papos literários na Feira. Evento ocorreu entre os dias 11 e 14 de outubro

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) tem em seu quadro professores que realizam diversas pesquisas na área de literatura em relação a outras formas de arte, passando pelos estudos sobre discurso, mídia, ensino, gênero etc. Na última semana, entre os dias 11 e 14 de outubro, alguns desses pesquisadores/artistas/escritores compartilharam conhecimento em espaços temáticos da 32ª edição da Feira de Livros do Serviço Social do Comércio do Amazonas (Sesc/AM), ocorrida no Centro de Convenções Vasco Vasques.
Entre os convidados, estava o professor Sérgio Freire, docente dos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Letras e diretor da Editora Universitária da Ufam (Edua). Destacam-se ainda as presenças dos docentes Lajosy Silva, Saturnino Valladares e Otoni Mesquita. Ao todo, 39 escritores amazonenses dividiram espaço entre o “Café Literário” e a “Arena Literária”.
De acordo com o diretor da Edua, relevante é a participação de profissionais com inserção na literatura. “Isso é necessário para se criar uma cultura literária na cidade, e fundamental é o papel da Editora Universitária, que fomenta a produção local”, afirma. “A Ufam se fez presente através de seus professores, mas também porque produz literatura, sendo tais convites o reconhecimento dessa produção”, completa.
Diálogos & Discursos
Professores Sérgio Freire e Odenildo Sena debateram sobre produção literária de Youtubers e a influência sobre o público jovem (foto: prof. Sérgio F.)
Para falar sobre o legado de Moacyr Andrade a partir do estabelecimento de um diálogo entre as artes plásticas e a literatura, o professor Otoni Mesquita, da Faculdade Artes (Faartes) foi um dos debatedores da primeira mesa temática, ao lado de Luciane Páscoa, autora da obra “Álvaro Páscoa: o golpe fundo” - lançado pela Edua em 2013 - e do livro “As artes plásticas no Amazonas”, com o qual participou da sessão de autógrafos no primeiro dia.
O professor Lajosy Silva foi um dos debatedores da mesa temática “Literatura, gênero e transgressão”, ao lado do escritor Márcio Santana. Ambos levaram obras para a sessão de autógrafos, sendo deste o livro “Marcas de mordidas na pele” e daquele, docente da Faculdade de Letras (Flet) e do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL), “O fim de nós”.
A contribuição do professor Sérgio Freire foi no segundo dia de evento, 12, na mesa temática “Youtubers, celebridades e a literatura – para onde caminha a escrita”, ao lado de Odenildo Sena. O bate-papo e os autógrafos foram sobre as obras “Amazonês”, a mais popular do professor Sérgio Freire, e “Temos de memória”, esta do professor Sena.
“Nós discutimos a atuação dos Youtubers como produtores de informação que atinge a juventude e a produção deles em formato de livros. Eles agora estão indo para a literatura e isso é muito bom, porque, com milhões de seguidores, eles acabam criando uma cultura de leitura. É claro que será preciso discutir, depois, o mérito dessa produção, embora o fato de fazer os jovens lerem já é um grande avanço”, avalia o debatedor.
“A escola como espaço da palavra – o ensino da literatura na sala de aula” foi o tema da mesa em que foi debatedor o professor Saturnino Valladares, ao lado de Rita Barbosa de Oliveira. Os escritores levaram, respectivamente, as obras e “Segredos da Fênix” e “Sophia: poema de mil faces transbordantes” para a sessão de autógrafos na noite do dia 13.
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