Música que homenageia antigo prédio da Faculdade de Direito é apresentada à comunidade acadêmica

Lançamento do tema da Banda do Boulevard, ‘Abre tuas portas, Jaqueira querida’, ocorreu no Hall da Faculdade de Direito, na noite de quarta-feira, 25 de outubro.

 
Por Cristiane Souza
Equipe Ascom

Luís Cláudio, professor Maneca, professor Carlos Alberto e professor Adriano. Ao centro, o reitor da Ufam, professor Sylvio PugaLuís Cláudio, professor Maneca, professor Carlos Alberto e professor Adriano. Ao centro, o reitor da Ufam, professor Sylvio Puga

Carnaval, cultura, história, educação. Tudo isso faz parte da música preparada pela tradicional Banda do Boulevard, que adotou como tema para o Carnaval 2018 a homenagem ao antigo prédio da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas (FD/Ufam), onde se formaram mais de 6 mil bacharéis em quase 110 anos. A festa ocorre no dia 4 de fevereiro de 2018, com 'esquenta' no domingo anterior. Os ensaios serão em janeiro.

Um dos motivos para a escolha do tema é a visibilidade que a banda vem conquistando, com espaço ao vivo na imprensa nacional, desde 2016. “Essa é uma oportunidade de mostrar para o resto do Brasil a importância de se valorizar um patrimônio histórico cultural do Amazonas, que é o prédio da Velha Jaqueira, ainda mais que essa história se confunde com a própria história da Universidade”, explicou o professor Adriano Fernandes, que também é vice-diretor da Banda.

Professores da FD Adriano Fernandes e Maurílio Casas e o juiz Luiz Chaves prestigiam lançamento do temaProfessores da FD Adriano Fernandes e Maurílio Casas e o juiz Luiz Chaves prestigiam lançamento do tema

Ele destacou que esse será um momento de homenagem em memória do professor Sebastião Marcelice, falecido em 17 de julho deste ano, quando era diretor da Unidade Acadêmica. “Ele foi um dos grandes nomes que lutaram pelo fortalecimento do curso de Direito e pela Jaqueira”, recorda Fernandes. “Escolhemos esta quarta-feira para que a comunidade universitária conheça e prestigie a música”, completou.

Um dos articuladores durante o processo de aprovação do tema foi o juiz de direito Luiz Cláudio Chaves. “Na comemoração dos 30 anos da Banda do Boulevard, é uma grande honra trazer um tema que é uma demanda de toda a sociedade”, afirmou o magistrado, filho do também jurista e professor Manoel do Carmo Chaves, sendo este último o presidente da Banda. Para colaborar com a caracterização dos foliões, a diretoria distribuiu abadás durante do lançamento do tema 2018.

Histórico

Desativado desde 2012, o antigo prédio da FD, localizado na Rua Coronel Sérgio Pessoa, esquina com a Rua Miranda Leão, no Centro (Praça dos Remédios), conhecido como "Jaqueira”, está sendo homenageado pela Banda do Boulevard pela sua importância histórica na formação de inúmeras gerações.

Acadêmicos apoiam a revitalização da 'Velha Jaqueira' para apoio a atividades culturais e acadêmicasAcadêmicos apoiam a revitalização da 'Velha Jaqueira' para apoio a atividades culturais e acadêmicas

Não se sabe ao certo a origem do nome "Jaqueira" pelo qual o prédio ficou conhecido no meio acadêmico e jurídico. Uns dizem que havia uma jaqueira no local e que os alunos adotaram o nome. Outra versão diz que teria existido uma jaqueira em frente ao prédio da Faculdade. 

A vice-presidente do Centro Acadêmico do curso (CAD), Keila Pascarelli, recorda que já estão ocorrendo alguns eventos em prol do prédio histórico. “Um dos objetivos é revitalizar o local para que ele possa servir de museu, ou então como um espaço destinado a atividades acadêmicas. O CAD sempre se envolve na divulgação porque o nosso curso é centenário, e aquele prédio representa essa história”, disse a aluna do 8º período.

30 anos de Banda

Desde fevereiro de 1987, quando uma festa de família cativou os moradores do local, até agora, a Banda do Boulevard reúne centenas de famílias da avenida. No ano que vem homenageia o antigo prédio da Faculdade de Direito da Ufam, palco de inúmeras histórias e formação da comunidade jurídica do estado do Amazonas.

Quer assistir a um pouco do que foi o lançamento? Veja um vídeo da apresentação do samba enredo na nossa página no Facebook, pelo link:  http://goo.gl/HwBwes

 

 

Progesp divulga nota sobre atendimento durante manutenção da rede

A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da Universidade Federal do Amazonas (Progesp/Ufam) alerta a comunidade universitária sobre possíveis impedimentos e atrasos no atendimento realizado no setor, presencialmente e via telefone/email, até a sexta-feira, 27. Durante esta semana, será realizada a manutenção da rede de computadores e internet no prédio da Reitoria, o que causa oscilações na rede interna.

O atendimento será normalizado após a manutenção. A Progesp agradece a compreensão de todos. 

PET Computação: 10 anos promovendo aprendizado, transformações e cidadania

 

Por Valdeniza Vasques
Equipe Ascom

Quando o professor Raimundo Barreto submeteu o projeto do Programa de Educação Tutorial (PET) de Computação em 2007, ele tinha um objetivo: intensificar as atividades de extensão do então Departamento de Ciências da Computação da Ufam (DCC). De lá para cá, o DCC se tornou Instituto (Icomp), consolidou-se como um dos melhores na área, tanto na graduação quanto na pós-graduação, e o PET acompanhou esse crescimento, promovendo atividades extracurriculares para os alunos na tríade universitária: ensino, pesquisa e extensão.

Em setembro, o programa completou dez anos com uma história marcada pela promoção de aprendizado, transformações e cidadania. Para o professor Barreto, fazer parte do PET é um divisor de águas na trajetória do estudante.

“Além de ser um braço do Icomp na comunidade, o PET visa formar o aluno  como um cidadão completo, porque dá a ele a oportunidade de vivenciar plenamente o tripé universitário”, diz Barreto. “Há uma mudança drástica de visão do aluno depois que ele participa do programa. Aqui, ele tem experiências que normalmente não teria, como dar aulas”, exemplifica.

"É incalculável o valor e o impacto que o PET tem", diz o professor tutor do programa, Raimundo Barreto. "É incalculável o valor e o impacto que o PET tem", diz o professor tutor do programa, Raimundo Barreto.

O PET é caracterizado por oferecer aos graduandos, sob a orientação de um professor tutor, condições para a realização de atividades extracurriculares que complementem sua formação acadêmica.  A prática desenvolvida busca atender mais plenamente às necessidades do curso de graduação e ampliar e aprofundar os objetivos e os conteúdos programáticos que integram sua grade curricular. Além do professor Barreto, o PET Computação teve outros dois tutores: os professores Ruiter Caldas e José Francisco Netto.

Atividades

Atualmente, o PET possui seis bolsistas de Ciências da Computação e um número flexível de não-bolsistas, os chamados “Amigos do PET”, que inclui alunos de diversos cursos, desde Sistemas da Informação até Física. “Sempre dizemos que o PET não pode ser um grupo fechado; todas as atividades devem envolver o máximo de alunos possível”, diz o professor tutor.

As principais atividades de extensão do PET são: a Computação Desplugada, que ensina os fundamentos da computação sem o uso de computador, por meio de dramatizações, quebra-cabeças, truques de mágica e testes; o Kodikós, que ensina crianças de 10 a 12 anos a programar; e o PET Solidário, que atende instituições beneficentes. O PET Café, por meio da venda de alimentos, arrecada recursos para a compra de equipamentos para a entidade auxiliada.

Os petianos também realizam palestras com temas da computação em instituições de ensino, além de minicursos e oficinas dentro da própria Ufam. Atualmente, três bolsistas estão envolvidos em pesquisas científicas.

Alguns membros da família PET Computação: Timóteo Santos, Hélio Rodrigues, Leonardo Augusto, Mateus de Oliveira e Victor AugustoAlguns membros da família PET Computação: Timóteo Santos, Hélio Rodrigues, Leonardo Augusto, Mateus de Oliveira e Victor Augusto

Experiências transformadoras

O estudante Hélio Rodrigues é um exemplo do alcance do PET na comunidade. Ele estudava o ensino médio em Maués quando assistiu uma apresentação do Computação Desplugada pela primeira vez. “Eles ensinavam os conceitos da computação de forma simples, diferente, tirando essa ideia de que a computação é uma coisa complicada”, relembra. “Na época, eu ainda não sabia o que queria fazer; a palestra despertou minha curiosidade e me incentivou a vir cursar Ciências da Computação em Manaus”.

Hoje, Hélio é estudante do 4º período na Ufam, petiano há quase um ano e participa do mesmo trabalho que o ajudou a decidir a futura profissão. “Poder divulgar o conhecimento e mostrar a computação de forma acessível é incrível. Despertar o interesse nas crianças, assim como aconteceu comigo, é recompensador”, diz ele.

O petiano Victor Augusto também destaca a palestra nas escolas como sua atividade favorita no programa. “Nós expandimos nossa visão de universidade para além do estudo, sendo uma ponte para a sociedade. Ver o interesse, a fascinação e a interação do público nos motiva a seguir em frente”, revela.

“Nós vemos o resultado dessas atividades no olhar das crianças quando elas percebem que a computação é uma coisa legal, que vale a pena ser estudada. É incalculável o valor e o impacto que tudo isso tem”, completa o professor Barreto.

Uma vez petiano...

A doutoranda do PPGI, Ludimila Carvalho, foi uma das primeiras integrantes do programaA doutoranda do PPGI, Ludimila Carvalho, foi uma das primeiras integrantes do programa

... sempre petiano. Esse é o sentimento de quem já fez parte do PET, como é o caso de Ludimila Carvalho, discente do Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGI/Ufam). A trajetória acadêmica de Ludimila está atrelada à Ufam, onde se graduou em Ciências da Computação, fez mestrado e agora cursa o doutorado na área de mineração de dados. Ela fez parte da primeira turma do Programa, e lembra com saudades da época.

“Foi no PET que aprendi a fazer projeto de pesquisa, onde dei aula pela primeira vez e fiz amigos que tenho até hoje”, conta. “Fazer parte do programa me deu um olhar diferente sobre a computação e sobre a sociedade. Nas ações de extensão, somos impactados com realidades diferentes da Ufam”.

“É bom ver o PET Computação amadurecido. Essa turma sabe a função e o impacto que o programa tem. Fico feliz ao ver que as ações que iniciamos lá atrás cresceram e são reconhecidas”, comemora. A participação da doutoranda se estende até hoje, quando ajuda nas várias atividades promovidas pelo programa.

Acesse o site e a fanpage do PET Computação.

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