Alteração da LDB permite que universidades públicas recebam doações
A partir de agora, as universidades públicas brasileiras podem receber doações para setores ou projetos específicos. No último dia 10, o presidente Michel Temer sancionou a lei que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) nos parágrafos que restringiam essa modalidade de financiamento.
De acordo com os dois novos parágrafos do artigo 53 da LDB, que trata da autonomia das universidades, as instituições têm autorização legal para receber doações, monetárias entre elas, que devem ser direcionadas ao caixa único das universidades federais.
De acordo com o pró-reitor de Administração e Finanças da Ufam, professor Raimundo Nonato Pinheiro de Almeida, a medida vem auxiliar as universidades públicas na obtenção de mais recursos, uma vez que todas experimentam o contingenciamento imposto pelo governo federal. “Antes era uma dificuldade porque a própria legislação não permitia, não facilitava essas doações. Agora, com a alteração, fica muito mais fácil você recepcionar os bens em doações, escrever no patrimônio, inclusive, em relação ao ônus de quem doa é que, geralmente, tem custos. Se forem bens imóveis, por exemplo, isso tem que ser levado a registro, tem todo um custo para recepcionar essas doações. Então, tudo isso fica bem mais facilitado”, explicou. “É possível, então, a destinação de certo recurso orçamentário por essas fundações para fazer esses registros, para recepcionar essas doações”, acrescentou.
Cultura de doações
De acordo com o pró-reitor, no Brasil, a mudança na legislação é um passo importante para se implantar a cultura de doações para as universidades públicas. “Não há tradição referente a isso. Nós temos que criar essa cultura de doação. Os egressos passaram pela nossa universidade, se formaram conosco, foram depois para o mercado, construíram grandes patrimônios. Por que não retornar um pouco desse patrimônio para a própria universidade que, no final das contas, possibilitou que essas pessoas tivessem esse êxito?”, questionou o responsável pela Proadm, ao acrescentar que qualquer pessoa, não somente ex-alunos, pode colaborar com a instituição. “Essa mudança [na legislação] facilita demais. Talvez até desperte o interesse das pessoas em fazer essas doações”, avaliou.
Ainda conforme o professor Pinheiro, um dos principais projetos em curso da Ufam é a conclusão do campus definitivo de Manaus, que irá finalizar as obras em andamento e substituir os prédios provisórios. “O nosso maior entrave é nessa área. O investimento foi todo contingenciado pelo governo federal e, com isso, os recursos são cada vez menores. Daí a importância dessas doações, justamente, para fazer investimentos dentro das universidades”, disse. “Se tivermos pessoas interessadas em colaborar com esse investimento, com certeza a universidade será muito beneficiada”, completou.
A nova sede da Faculdade de Psicologia, orçada em 8,2 mi; a Biblioteca do Setor Sul, no valor de 7,7 mi; e o restaurante universitário da Fazenda Experimental, avaliado em pouco mais de 1 mi, são exemplos de estruturas a serem construídas.
Como doar
Interessados em fazer doações financeiras ou patrimoniais para a Ufam devem entrar em contato com o gabinete do reitor para manifestar o seu desejo e dar início ao processo de doação. Segundo o pró-reitor, dependendo do caso, a doação passará pela análise do Conselho Universitário. O doador pode, se desejar, informar o setor ou projeto para o qual a doação deverá ser destinada.
Projetos específicos
Segundo os dois novos parágrafos da LDB, as doações podem ser feitas para setores ou projetos específicos da instituição, sendo esta a vontade do doador. Por isso, membros da comunidade universitária podem trabalhar no sentido de obter as doações direcionadas. Independente de a doação ser direta ou intermediada, ambas devem passar pelo mesmo trâmite institucional, com conhecimento e gerenciamento da reitoria e pró-reitoria responsável.
Ufam seleciona candidatos para mobilidade internacional no México e na Colômbia
A Universidade Federal do Amazonas, por meio da Assessoria de Relações Internacionais e Interinstitucionais (ARII), está com inscrições abertas para a seleção de discentes interessados no Programa de Mobilidade Estudantil Brasil - México (Bramex) ou no Programa de Mobilidade Estudantil Brasil - Colômbia (Bracol).
Acesse os editais anexos para conhecer os critérios exigidos na seleção.
As inscrições para os que desejam seguir para uma das duas universidades participantes localizadas no México ou na Colômbia serão recebidas até o dia 31 de outubro, por meio do endereço eletrônico disponibilizado em cada edital de seleção.
Bramex
Conforme o Acordo para Intercâmbio de Estudantes Brasil-México (Bramex), o objetivo do programa é possibilitar aos alunos da graduação da Ufam a oportunidade de incluir no currículo a experiência acadêmica de um semestre (primeiro ou segundo semestre do ano de 2018) numa das instituições participantes do programa: Universidade Juárez del Estado de Durango e Instituto Tecnológico de Culiacán.
Bracol
As bolsas de mobilidade para a Colômbia são para aUniversidade Distrital Francisco José de Caldas e a Universidade El Bosque. Aos alunos selecionados serão concedidas bolsas para cobrir os custos de hospedagem e alimentação, devendo o aluno custear seu translado para a universidade de destino e arcar com os gastos com vistos e contratar seguro de acidentes, saúde e vida, de cobertura internacional.
Ufam e governo estadual discutem ampliação de vagas em hospitais universitários

Estratégicas para atender as demandas no âmbito da saúde para a população, os Hospitais Universitários Getúlio Vargas e Francisca Mendes tendem a ser beneficiadas com a iniciativa de ampliação da oferta de suas vagas e serviços. A iniciativa foi a pauta da reunião entre o reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, em que também estiveram presentes o vice-reitor da Ufam, professor Jacob Cohen, o diretor do HUFM, o médico Pedro Elias e o superintendente do HUGV/Ebserh, o também médico Júlio Mário de Melo.
Certificados pelos Ministérios da Educação e da Saúde, os hospitais universitários têm caráter de atividades educacionais, abrangendo o tripé 'ensino, pesquisa e extensão'. Além disso, os HUs integram o Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo atendimento público em inúmeras especialidades, até mesmo as mais complexas.
“A nossa intenção é propor uma parceria que possa melhorar os serviços que estas unidades oferecem para a população de Manaus e do Amazonas. A Ufam é sempre um parceiro importante e estas unidades são estratégicas no sistema. Traçamos um plano de metas, a partir do qual teremos a definição de serviços a serem oferecidos, no menor tempo possível, à população”, declarou o secretário de saúde, após reunião com os gestores, na última segunda-feira (23), na sede da Susam.
Ainda segundo Deodato, a parceria com a Ufam e a Susam já vem trazendo resultados. “Acreditamos que esta parceria pode resultar em serviços mais eficientes, como já estamos fazendo no Francisca Mendes, nos mutirões de cateterismo, cirurgias cardíacas adulto e infantis, entre outros. Esperamos que, em breve, possamos estar anunciando as ações que vão ocorrer no HUGV”, acrescentou.
O reitor Sylvio Puga destacou a importância da parceria para a população. “Eu trouxe para a reunião o diretor do HUGV e do Francisca Mendes, que são hospitais onde a universidade faz o seu gerenciamento na área de saúde, e conversamos sobre o fortalecimento de parcerias que venham cada vez mais ampliar o acesso da população aos serviços de saúde de qualidade. O Francisca Mendes é um hospital especializado na área de cardiologia. Já o HUGV atende várias especialidades. É nesta linha que viemos conversar com o secretário, para que possamos ampliar os serviços que já são oferecidos e, em breve, ter também novas especialidades no HUGV”, disse.
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