PPGL promove minicurso sobre Post-modernismo
professora Ana Paula Arnaut
O Programa de Pós-graduação em Letras promoveu, nesta tarde de segunda-feira, 24, o minicurso “José Saramago e Antônio Lobo Antunes: (Re) criações do real”, ministrado pela professora da Universidade de Coimbra, Ana Paula Arnaut. O minicurso ocorre no mini auditório da Faculdade de Estudos Sociais (FES), no setor Norte do campus, e vai até a sexta-feira, dia 28.
O minicurso faz parte da programação anual do Programa (área de Literatura) e é voltada para estudantes da graduação e da pós-graduação em Letras. A professora Ana Paula Arnaut analisa as obras de dois escritores portugueses mais conhecidos no Brasil para demonstrar o aspecto post-modernista em sua literatura.
José Saramago e Antônio Lobo Antunes são dois dos grandes escritores da literatura portuguesa contemporânea. A escolha deles foi em razão das questões teóricas relacionadas com o período literário em que pertencem esses escritores. Suas obras têm muitas características post-modernista e servem como referência para explicar este movimento literário.
O Post-modernismo é um conjunto de características que vão buscar movimentos e características de períodos literários anteriores e os submete a uma nova aplicação. Não é uma coisa nova, mas de uma maneira nova. É uma construção estética remontada com outras partes. O Post-modernismo português surge em 1968, com a publicação do romance do escritor José Cardoso Pires, Delfim. Oficialmente é a obra que originou o movimento em Portugal, mas não quer dizer que as características não possa ter aparecido em outras obras em momentos anteriores.
Neste primeiro dia a professora Ana Paula Arnaut fez uma explicação teórica sobre o tema. Ou seja, a parte teórica sobre as
características do Post-modernismo. Em seguida, citou as obras dos autores que vai utilizar para identificar as características do movimento. Nos outros dias vai trabalhar a parte prática com os participantes.
“O Post-modernismo é uma ‘colcha de retalhos’. É um movimento construído com partes de outros momentos literários. Eu diria que a máxima do Post-modernismo é: ‘não é uma coisa nova, mas de uma maneira nova’. Este é um movimento contemporâneo, mas com aspectos de movimentos anteriores”, disse a professora Ana Paula.
Interface entre Geografia & Saúde no contexto global é discutida na abertura do V CIGEOS
Parceiros participaram da abertura do eventoA abertura oficial do V Congresso Internacional de Geografia da Saúde ocorreu na tarde desta segunda-feira (24), no auditório Rio Amazonas da Faculdade de Estudos Sociais. Para discutir o tema ‘Ambientes e Sujeitos Sociais no Mundo Globalizado’, a UFAM recebeu a professora Ana Paula Santana, doutora em Geografia Humana e catedrática da Universidade de Coimbra, cuja produção é mundialmente conhecida por aproximar os temas saúde, ambiente e globalização. Ao fim do evento, nesta sexta (28), será iniciada a elaboração de um livro sobre o tema.
Acesse o portal do V CIGEOS e confira a programação completa.
Ao representar a reitora, professora Márcia Perales, na solenidade de abertura, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), professor Gilson Monteiro, ressaltou o importante papel da Universidade na promoção de diálogo e troca de conhecimentos, através do apoio a ações como o CIGEOS. “É uma oportunidade de ampliar o sentido de saúde, pensando do ponto de vista da prevenção. Aqui será realizado o efetivo processo de troca de conhecimento de que a Universidade precisa. Muito mais do que o excessivo tempo em sala de aula, é nosso dever sair das ‘zonas de conforto’, e a Geografia dá um passo importante quando se aproxima da Saúde”.
Coordenador do Congresso recebe os convidadosO coordenador do Congresso, professor José Ademir de Oliveira, alerta: “As doenças ocorrem num determinado espaço geográfico, numa relação com o ambiente. Hoje em dia, existe a globalização das doenças, assim como da economia, de bens e serviços”. Ao avaliar o papel do geógrafo, o professor enfatizou que esse é o profissional responsável pela análise da interface Geografia & Saúde, o qual interpreta e propõe os meios necessários para lidar com ela. Em se tratando de trabalhos nessa área, o professor aponta para a parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFAM (PPG-Geo/UFAM), a Universidade do Estado de São Paulo (UNESP) e a Universidade Federal de Uberlândia como fonte de resultados nesse campo, tais como um livro e pesquisas de mestrado e doutorado.
Participaram da abertura, além do professor Gilson Monteiro e do professor José Ademir de Oliveira, o vice-diretor da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas (Fiocruz), Felipe Naveca; o vice-diretor do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), professor Nelcioney Araújo; o representante do Centro de Referencia em Saúde do Trabalhador (Cerest), Eduardo Toledo; o chefe do Departamento de Geografia/UFAM, professor Marcos Lima; e a coordenadora do PPG-Geo/UFAM, professora Amélia Nogueira.
Professora fala sobre globalização e saúdeGlobalização, Geografia e Saúde
A professora Ana Paula Santana proferiu a palestra inicial, na qual apresentou um panorama da relação entre a globalização e suas consequências para a saúde em escala mundial. “Globalizar significa aniquilar virtualmente o tempo e o espaço; esse fenômeno causa impactos positivos e negativos, dentre os quais eu destaquei a iniquidade e a partilha do conhecimento, respectivamente”, disse a catedrática, que também é consultora da Organização Mundial de Saúde (OMS). Ao elencar as manifestações da globalização, ela apontou mobilidade global, comunicação, novas estruturas de governos, alterações climáticas, interações culturais e fluxos migratórios como algumas delas, as quais influenciam as políticas globais sobre saúde.
“A globalização da saúde reflete-se na elaboração dos objetivos do milênio, na criação de políticas internacionais sobre saúde e na homogeneização dos estilos de vida”, refletiu a professora. Como consequências deste último fenômeno, é possível pensar sobre as doenças crônicas: “Mesmo que não sejam transmissíveis, os comportamentos que as condicionam são compartilhados e reforçados pela propaganda e pelo marketing”.
Interinstitucional
O evento é uma realização do PPG-Geo/UFAM e coordenado pelo professor José Ademir de Oliveira, tendo ainda a colaboração da Fiocruz, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), Cerest, Núcleo de Estudos e Pesquisas das Cidades na Amazônia Brasileira (NEPECAB), Programa de Licenciatura Indígena e Projeto Cine & Vídeo Tarumã. Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) também fazem parte do rol de apoiadores do Congresso.
Colóquio Saberes e Ciência Plural inicia dialogando sobre pesquisas em antropologia
A partir da percepção da Amazônia como uma região rica em biodiversidade, portanto capaz de gerar diferentes modos de conhecimentos tradicionais e científicos, a Ufam, através do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social- PPGAS, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisa Brasil Plural - IBP realiza o Colóquio Saberes e Ciência Plural até o dia 26.
Pesquisadores do IBP compõe mesa de aberturaEm sua segunda edição, o Colóquio do INCT Brasil Plural conta com apresentação de pesquisas feitas no âmbito do Instituto e promove debate com pesquisadores convidados nacionais e internacionais. A definição de realizar este Colóquio dos Saberes, em uma perspectiva de avançar no diálogo e articulação das redes que compõem o Brasil Plural foi um dos resultados do primeiro colóquio realizado em novembro de 2013 (Reflexões sobre Pesquisa Antropológica e Políticas Públicas no INCT Brasil Plural).
Durante seis anos de estudos e experiências realizadas no âmbito do IBP, integrado pela Ufam através do PPGAS, as reflexões provocadas pelas pesquisas desenvolvidas buscam construir uma ciência plural, tanto no seu modo de operar quanto no reconhecimento de outros modos de conhecimento e de ação no mundo, em uma perspectiva dialógica e simetrizante da pesquisa junto às diferentes populações.
Doutoranda Lígia Soares apresenta sua pesquisa
“A proposta desse seminário é articular diferentes temas de pesquisa desenvolvidos pelo IBP, tendo como fio condutor a problematização das atividades orientadas para a troca de saberes. Várias redes justificaram seus temas pela troca de saberes, seja com as populações estudadas ou com o Estado. Assim, estamos convidando para apresentar suas experiências em três temas: “Museu, memória e arte”, “Socioambiente e cosmologias” e “Educação Intercultural””, destaca a professora Deise Lucy Montardo, coordenadora do IBP e docente do PPGAS. Além dos três temas, ainda será realizada uma mesa chamada “Saberes e diálogos entre comunidades e instituições”, com a presença de especialistas/representantes das comunidades (como indígenas, quilombolas, membros de comunidades urbanas).
Durante a abertura do colóquio, realizada na sede da Academia Amazonense de Letras, a profesora Maria Helena Ortolan apresentou as atividades e experiências do Museu Amazônico. Também contribuíram os pesquisadores Rafael Devos (PPGAS/UFSC) que falou sobre o projeto Ver Peixe, que registra em forma de documentário a relação dos pescadores de tainha nas praias de Florianópolis (SC) e Lígia Soares, doutoranda do PPGAS/Ufam, pesquisa o sistema musical dos Ràmkôkamekrá/Canela que vivem na aldeia Escalvado, situada na TI Kanela, município de Fernando Falcão (MA).
Sobre o Instituto
O Instituto Nacional de Pesquisa Brasil Plural é resultado de um esforço conjunto entre vários campos e especialidades da antropologia, para delinear e rediscutir uma outra imagem sociocultural e ambiental do Brasil. Além disso, o objetivo do Brasil Plural é fomentar a formação de recursos humanos, apoiando as atividades dos novos grupos de pesquisa e programas de pós-graduação tanto da região amazônica – como o programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Amazonas, as atividades do campus avançado que esta universidade mantém em Benjamin Constant. Sobretudo, desenvolver um programa articulado de pesquisas comparativas na região amazônica e no sul do Brasil, com foco no conhecimento de suas diferentes populações, favorecendo as trocas científicas tanto entre instituições e pesquisadores de diferentes regiões (UFSC, UDESC, UNIVALI, UFAM, FIOCRUZ/AM), quanto entre diversas temáticas e linhas de pesquisa.
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