Produção científica da FEFF é tema de mesa-redonda nesta quarta (04)

Na tarde desta quarta-feira (04), o Auditório da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FEFF) da UFAM recebeu uma mesa-redonda sobre a produção científica na unidade. A mesa-redonda é parte das atividades programadas para a XXIII Semana Acadêmica de Educação Física, promovida em conjunto com a II Semana Acadêmica de Fisioterapia.

Mesa do evento. Da esquerda para a direita: profa. Fernanda Sanchez, prof. João Libardoni, prof. João Cláudio Machado e prof. Lúcio Fernandes.Mesa do evento. Da esquerda para a direita: profa. Fernanda Sanchez, prof. João Libardoni, prof. João Cláudio Machado e prof. Lúcio Fernandes.A programação contou com a presença dos professores MSc. João Cláudio Machado, responsável pelo Laboratório de Estudos do Desenvolvimento Humano (LEDEHU); Dr. Lúcio Fernandes Ferreira, responsável pelo Laboratório de Estudos em Comportamento Motor Humano (LECOMH); e Dra. Fernanda Sanchez, do curso de Fisioterapia, que falou sobre as pesquisas desenvolvidas no curso de Fisioterapia.

Pesquisas no LEDEHU

O professor João Cláudio Machado, do curso de Educação Física, apresentou dados concernentes ao laboratório. Com espaço de duas salas e contendo biblioteca, computadores e outros aparelhos, o LEDEHU desenvolve suas atividades há quatro anos e meio, com atuações nas mais diversas áreas, como biomecânica do exercício e fatores associados ao desempenho humano infantil.

Além disso, o LEDEHU também tem desenvolvido pesquisas relacionadas ao desporto na escola e na pedagogia do esporte. Um desses projetos desenvolvidos tinha o objetivo de estudar o treinamento esportivo na escola e compará-lo com o treinamento esportivo dos clubes de futebol. Verificou-se que a única diferença entre os dois é a frequência com a qual são feitos. No resto, os dois são iguais.

No biênio 2014-2015, três docentes do LEDEHU (João Libardoni, Vinícius Cavalcanti e Carlos Masashi) orientam oito trabalhos de iniciação científica no âmbito do laboratório, e outros seis trabalhos de conclusão de curso (TCC), que serão apresentados em 2015, estão sendo orientados nessa área. Nesses anos de atuação, o LEDEHU já produziu 22 trabalhos de PIBIC, 55 de TCC, 79 resumos publicados em congressos científicos, 9 livros e capítulos de livros publicados e 63 artigos publicados.

Ciência no LECOMH

O Laboratório de Estudos em Comportamento Motor Humano (LECOMH) iniciou suas atividades no dia 21 de novembro do ano passado. Liderado pelo professor Dr. Lúcio Ferreira Fernandes, tem reuniões quinzenais aos sábados, ás 9h da manhã. Os professores Drs. João Libardoni e Cleverton José também integram o LECOMH.

O principal objetivo do laboratório é estudar os fenômenos do desenvolvimento motor humano. Tem várias pesquisas em andamento, e o objetivo de uma delas é estudar a intervenção motora em crianças com disgrafia. Além disso, tem projetos desenvolvidos junto à Faculdade de Medicina (FM).

Pesquisas no curso de Fisioterapia

A professora Fernanda Sanchez, do curso de Fisioterapia, apresentou a produção científica do curso de Fisioterapia da FEFF. O curso tem quatro laboratórios (Cinesioterapia, Eletroterapia, Hidroterapia e Fisioterapia Cardiorrespiratória) e uma gama de projetos desenvolvidos dentro desses laboratórios. Um deles, executado no Laboratório de Cinesioterapia e liderado pela profa. MSc. Ayrles Mendonça na área de fisioterapia pediátrica é a aplicação de fibras naturais em órteses.

Outro projeto, este multicêntrico, é o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes. Liderado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é desenvolvido no Amazonas pela professora Dra. Elisa Brosina de Leon, em parceria com as professoras Dras. Fernanda Sanchez e Roberta Lins.

Segundo a professora Fernanda, é importante que os alunos conheçam as pesquisas desenvolvidas dentro do curso. “O que faz o ensino e a extensão é também a pesquisa. Todas as pesquisas que nós desenvolvemos aqui são vitais para o aprendizado de cada aluno que passa pelos nossos cursos”, frisou a professora.

Programa de pós-graduação na FEFF

Já está em desenvolvimento o projeto do programa de pós-graduação stricto sensu da FEFF. Segundo o professor João Libardoni, o projeto será enviado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) ainda neste ano de 2015. Mas ele afirma que embora tenham dificuldades, estão conseguindo driblá-las.

“Nossa maior dificuldade é o material humano. Para que o nível dos professores suba perante à CAPES, precisamos que nossos alunos da Graduação se interessem em fazer pesquisas. Não se faz pesquisa sozinho. Precisamos de pessoas que trabalhem em equipe, e não apenas no grupo”, salientou o professor.

A Semana Acadêmica 

A programação das Semanas Acadêmicas de Educação Física e Fisioterapia irá até o dia 06 de fevereiro. Estão previstos diversos minicursos, palestras, exposições orais de trabalhos científicos e muitas outras atividades. O evento acontece na Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, setor Sul do Campus Universitário Arthur Virgílio Filho.

Semanas de Educação e Fisioterapia têm palestra sobre transtorno de desenvolvimento, cuja prevalência é entre crianças

Abordagem sobre Transtorno do Desenvolvimento abriu atividades das Semanas de Fisioterapia e Educação FísicaAbordagem sobre Transtorno do Desenvolvimento abriu atividades das Semanas de Fisioterapia e Educação Física

A Faculdade de Educação Física e Fisioterapia iniciou nesta quarta-feira, 4, as atividades da XXIII Semana Acadêmica de Educação Física e II Semana Acadêmica de Fisioterapia. O evento vem sendo realizado no auditório da Faculdade e começou com a palestra "Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação: Identificação, Avaliação e Intervenção", do professor da FEFF/Ufam Lúcio Fernandes Ferreira. A doença foi abordada em suas especificidades, uma vez que compromete a vida cotidiana e escolar de crianças. Uma compilação de estudos entre os anos 1994 e 2009, apontam que a prevalência do transtorno entre 6% e 15% do público infantil no País, dos cinco aos onze anos. No Amazonas, essa porcentagem chegaria a 22%. 
 
"É importante falar sobre essas doenças porque nossas competências como profissionais da Fisioterapia e Educação Física, vão além do nicho esportivo ou artístico, tem de de ser pensado também como caráter social, de saúde, de uma forma mais ampla", salientou.  
 
Segundo o palestrante e também pesquisador, a literatura trata do transtorno em alguns aspectos, quanto à terminologia, à prevalência, ao impacto no desenvolvimento, à origem, intervenção, identificação e avaliação, em maior número a partir da década de 1980. A origem ainda não tem uma determinação exata, mas poderia ser fisiológica, multisensorial ou como afirmariam algumas correntes de pesquisa, resultantes de uma imaturidade cerebral. 
 
"Esse é um transtorno cujo diagnóstico não pode ser fechado antes dos cinco anos de idade. Deve ser dado diante de uma interpretação multiprofissional para assegurar que o tratamento será eficaz e adequado, de forma a garantir qualidade de vida às crianças e por que não dizer, aos pais, que estarão seguros quanto a como deverão conduzir a vida de seus filhos. Em muitos casos, podemos dizer que em 50% dos diagnósticos, há a incidência de outros transtornos, como a hiperatividade, por exemplo, então é preciso muita cautela e o máximo de estudo sobre", disse.
 
Alguns dos primeiros sinais que devem ser observados - e se conta com os pais e professores para se observar ações adversas - estão a inabilidade de as crianças segurarem objetos e, costumeiramente, machucarem-se ao bater em móveis. 
 

Participação de alunos foi satisfatória, segundo organização do eventoParticipação de alunos foi satisfatória, segundo organização do evento

Os impactos na vida das crianças, além dos que influem na apreensão escolar, podem ser percebidos no quesito comportamento social: causando inibição, baixa autoestima, isolamento e demonstrações de infelicidade. Caso não haja intervenção, a doença persistirá ao longo da vida. 
 
Sobre o tratamento, o professor e pesquisador  afirmou que o teste MABC foi desenvolvido especificamente para ser utilizado nos estudos. No Brasil não há instrumentos de avaliação em processo de validação, mas outros estão sendo disseminados como forma de ajudar na recuperação das crianças, como o KTK, Rosa Neto e o TGMD. O tratamento deve ser multidisciplinar e por três vezes na semana. 
 
"Os transtornos de desenvolvimento são assuntos que a mim interessam significativamente, tanto que criamos um espaço, aqui mesmo na Ufam, para estudarmos e discutirmos. Precisamos produzir mais nesse sentido. A cada 15 dias, nós nos reunimos na Feff para receber ideias e conhecer outras alunos e professores interessados no tema", revelou. 
 
Programa de Pós-Graduação - Durante o evento, o presidente da Comissão de Organização das duas Semanas, professor João Libardoni, falou da importância do encontro e como ele pode ajudar o curso a ampliar sua atuação na formação dos profissionais de Educação Física e Fisioterapia. 
 
"Este é um momento em que reunimos alunos e professores a fim de debater, apresentar e avaliar o que a Feff vem fazendo no âmbito da pesquisa, ensino e extensão e buscar conscientizar os alunos e docentes sobre a necessidade de produzirmos cada vez mais buscando a qualificação do nosso curso para que conquistemos um programa de pós-graduação. A ideia é que até o final deste ano, pretendemos alcançar esse objetivo", informou.

O CPD informa atualização no Sistema de Ouvidoria

Informamos que ocorrerá atualização no Sistema de Ouvidoria, com início programado para o dia 05/02 a partir das 08h00min e término no 06/02/2015 às 20h00min,  por este motivo os serviços de acesso no sistema da Ouvidoria ficarão indisponíveis no período e horário citados.
Agradecemos antecipadamente a compreensão de todos. Quaisquer esclarecimentos poderão ser realizados através do telefone: 3305-1195.
 
Atenciosamente,
 
Centro de Processamento de Dados
Universidade Federal do Amazonas
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