Desvendando as Ciências Forenses recebe prêmio em Praga

Pesquisa baseada no projeto Desvendando as Ciências Forenses foi premiado na 7ª Conferencia Acadêmica Europeia de Ciências Forenses. O trabalho abordou ações de divulgação de ciências forenses realizadas pelo Núcleo de Estudos Forenses do Amazonas de 2011 a 2014 em cidades do Amazonas. A Conferência ocorreu de 6 a 11 de setembro em Praga, República Tcheca.

“O prêmio demonstra a significância do trabalho para a sociedade, no que diz respeito à disseminação das ciências forenses e a capacidade deste em incentivar a formação de novos profissionais na área. A premiação evidencia para a equipe e para a sociedade que ações deste tipo são atualmente essenciais no desenvolvimento científico, uma vez que, como dito durante o congresso, há uma grande necessidade de incentivo à formação de profissionais na área de ciências forenses para seu crescimento”, comentou a professora Karime Bentes, uma das autoras do trabalho intitulado “Discovering forensic science in the State of Amazonas, Brazil: actions carried out in 2011-2014 term”.

“Além disso, também serve como um incentivo para a continuidade dos trabalhos realizados pela equipe de disseminação em cidades do interior do Amazonas”, ressaltou a professora.

Sobre a Conferência de Praga

O congresso teve como tema principal “Ultrapassando os limites, trabalhando além das fronteiras”, cujo objetivo foi unir profissionais que atuam na área forense em todo o mundo para compartilhar e difundir conhecimentos de temas que abrangem diferentes áreas da criminalística, como a administração de um laboratório de perícia criminal, divulgação das ciências forenses e capacitação de profissionais e o desenvolvimento de novas ferramentas para elucidação e análise de crimes.

Equipe campeã

Os autores do trabalho enviado ao congresso foram a Profa. Dra. Karime Rita de Souza Bentes (UFAM/ Departamento de Quimica), Prof. Dr. Renato Henriques de Souza (UFAM/ Departamento de Quimica), Profa. Dra. Tereza Cristina Souza de Oliveira (UFAM/ Departamento de Quimica), Perita criminal da Policia Civil do Estado do Amazonas Dra. Daniela Koshikene e a aluna de Pós-Graduação em Química Ananda da Silva Antonio (PPGQ-UFAM).

Além destes a equipe organizadora do Desvendando as Ciências Forenses também é composta por alunos de graduação dos cursos de Química, Engenharia Química e Ciência da Computação da UFAM: Elizabeth Silva e Silva, Andreza da Rocha Uchôa de Paula, Laise Alves Pimentel, Ana Tayná Chaves Aguiar, Larissa Cristine Andrade da Costa, Leon Manickchand  Junior, Ana Karoline Santos Rocha, Danielly Souza de Oliveira, Guilherme Braule Pinto Lopes, Jennifer Araújo de Oliveira Lima, Ursula Almeida Ribeiro, Welem de Oliveira Santiago, Yuri Gabriel Gomes Figueiredo, Lorena Campos de Souza, Sara Jhulian Monteiro, Cayo Cesar Ferreira Alves, Gabriel de Albuquerque Barros, Emmily Beatriz Gomes Atayde, Heloísa Mendes Caetano, Amanda Cristina Lira Souza, Virginia Saldanha Cunha, Jociel Carvalho de Souza, Camila Macena Ruzo e Wesley Monteiro Carneiro.

 

ICB seleciona bolsistas para o projeto `O Dia do Laboratório: Praticando Ciência para a Vida´

Prédio do ICB, setor sul do campus da UFAMPrédio do ICB, setor sul do campus da UFAMO Instituto de Ciências Biológicas da UFAM, em parceria com Fundação de Amparo à Pesquisa do estado do Amazonas (Fapeam), está selecionando bolsistas licenciandos (graduandos) dos cursos de Biologia, Ciências Naturais, Física e Química, para o projeto `O Dia do Laboratório: Praticando Ciência para a Vida´.

O Projeto visa uma interação entre os alunos da Universidade e a comunidade em geral, resgatando a importância do conhecimento científico para o desenvolvimento do país. Sua principal finalidade é atingir os estudantes do ensino básico, os futuros dirigentes da sociedade, com vistas a despertar vocações, mas, sobretudo, criar uma “consciência científica”, ou seja, fazer com que o valor da ciência, para a humanidade seja reconhecido pelo cidadão comum, em qualquer atividade que ele venha desempenhar no cotidiano.

Os bolsistas selecionados ministrarão palestras e apresentarão experimentos, além de ganhar experiência em docência, e divulgar seus cursos e a ciência de modo geral. Para maiores informações, os candidatos devem entrar em contato com os coordenadores do Projeto através do e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

UFAM é um dos membros da Comissão da Verdade da Escravidão Negra no Amazonas

Durante três séculos (XVI a XIX), o Brasil foi palco da escravidão negra africana. A mão-de-obra escrava foi um dos principais pilares do período colonial brasileiro, gerando lucros, exploração e constituindo peça fundamental na formação da população brasileira. Hoje, mais de dois séculos após a abolição da escravatura, pouco se sabe os detalhes do tempo da escravidão em nosso País.

Neste segundo semestre, a Universidade Federal do Amazonas passou a ser um dos membros da Subcomissão da Verdade da Escravidão Negra no Amazonas, da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Amazonas (OAB-AM). Essa Subcomissão é vinculada a Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, composta por 39 membros, empossada em fevereiro de 2015, na sede da OAB em Brasília.

Professora Patrícia Melo Sampaio (UFAM)Professora Patrícia Melo Sampaio (UFAM)A Comissão Nacional tem a função de promover o resgate histórico desse período, a aferição de responsabilidades e a demonstração da importância das ações de afirmação como meio de reparação à população negra. Para que a Comissão Nacional atinja seus objetivos, a OAB firmou parcerias com diversas universidade e entidades, que ajudarão no desenvolver das atividades e nas pesquisas.

Em Manaus, a Comissão Estadual, criada em agosto, conta com 10 membros, sendo dois da UFAM: professora Patrícia Melo Sampaio, do departamento de História, e Juarez da Silva Júnior, mestrando do Programa de Pós-Graduação (PPG) em História da UFAM. Ambos são um dos Membros Pesquisadores da Subcomissão, e trabalham há mais de 20 anos com a temática da escravidão negra no Amazonas.Juarez da Silva Júnior, mestrando do PPGH-UFAMJuarez da Silva Júnior, mestrando do PPGH-UFAM

O convite para participarem da Subcomissão, foi uma iniciativa própria da OAB-AM, através do advogado Adjailson Souza, presidente da Subcomissão, e que já conhecia a vasta dedicação dos pesquisadores da UFAM na temática da escravidão negra. A professora Patrícia Sampaio desenvolve projetos de pesquisa sobre a presença negra na Amazônia, no PPG em História, e Sociedade e Cultura na Amazônia. Juarez Júnior tem uma trajetória singular ao da Docente, com forte atuação nos movimentos sociais de negritude.

Na Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra no Amazonas, os pesquisadores irão colocar à disposição dos membros, e depois da sociedade, as experiências de pesquisa, e produção, para que assim alcancem o objetivo da Comissão Nacional. Em outubro será apresentado o primeiro relatório da escravidão negra no Amazonas. A perspectiva de conclusão dos trabalhos é de dois anos.

Para Juarez, “a população negra e sua contribuição precisam ser evidenciadas, ao invés de negadas como tem sido ao longo do tempo”. Já para a professora Patrícia, as experiências dela e do mestrando, “contribuem para a construção de um País menos desigual, mais justo e sem preconceito”. 

A Comissão tem uma Fan Page no Facebook: Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra no Brasil.

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