Obra inédita é apresentada no encerramento do 1° Festival Internacional de Instrumentos de Metal do Amazonas

No último domingo, 20, o Teatro Amazonas foi palco do encerramento do 1° Festival de Instrumentos de Metal do Amazonas, realizado pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (SEC) e do World & European Brass Association.

O Concerto dos professores com a Amazonas Filarmônica teve início às 19h, com uma grande quantidade de espectadores. A Filarmônica foi regida pelo maestro e trombonista canadense, Alain Trude, e teve em seu repertório obras de George Friedrich Händel; Wolfgang Amadeus Mozart; Giuseppe Verdi; Giaomo Puccini. O encerramento foi realizado com a estreia mundial da peça deEnjott Schneider, Ikarus – Desire of Light.

As apresentações e o ambiente cativaram o público desde o início. A soprano austríaca Eva Lind, que iniciou a sua carreira aos 19 anos e o trompetista alemão Otto Sauter, fundador da Academia Internacional de Trompete de Bremen, na Alemanha, surpreenderam os espectadores, ganhando aplausos entusiasmados. Mas foi durante a peça do italiano Luca Benucci, primeiro trompista da Orquestra Filarmônica de Berlim, que apresentou um concerto para trompa com a Amazonas Filarmônica, que o público interagiu, pedindo a repetição da obra.

 

ESTRÉIA MUNDIAL 

Os professores, que foram credenciados pelo Departamento de Artes da UFAM na sexta-feira, apresentaram a peça do compositor Enjott Schneider, famoso pelas trilhas sonoras de “Prisioneiro do Amor” (1995), “23” (1998), do impactante “Stalingrado” (1993) e de Ikarus – Desire of Light. A obra que foi escrita para trompete e orquestra possui 22 minutos e é dividida em cinco partes: Carpe Diem: Life Now; Struggling & Disaster; Transition: Realm of Darkness; The Garden of Spirits e Ikarus: Desire of Light.

Apresentada pela Amazonas Filarmônica e pelo trompetista Otto Sauter sua turnê mundial foi iniciada no palco no Teatro Amazonas, na capital amazonense, e inclui países como o Irã, Turquia, Ucrânia, Estados Unidos da América (EUA) e Polônia.

Ctic (antigo Cpd) informa manutenção nos servidores da rede local da Ufam na quinta-feira (24)

O Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação estará realizando na quinta-feira (24) manutenção nos servidores da rede local da Ufam, no horário de 08h às 14h. Durante o trabalho, pode ocorrer indisponibilidade de alguns sistemas como Internet, Webmail, Portais, Pergamun e SIE.

Outras informações pelo telefone: (92) 3305-1195.

"Antropologia e participação" é tema de aula inaugural do PPGAS

O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas (PPGAS) realizou nesta segunda-feira, 21, no auditório Rio Solimões, no ICHL, aula inaugural do Programa que marca o início das atividades do ano. A aula inaugural foi proferida pela antropóloga e médica Maria Luiza Guarnelo com o tema “Antropologia e Participação: dilemas teóricos, vivências práticas”.

A apresentação da cerimônia de abertura foi do coordenador do PPGAS, Sidney Antônio da Silva que deu boas-vindas aos estudantes e fez a apresentação da palestrante. Maria Luiza Guarnelo é bacharel em medicina e Filosofia na Ufam. Fez residência médica no HUGV, mestrado em Ciências Sociais (PUC/SP) e doutorado em Ciências Sociais/Antropologia (Unicamp). Atualmente é pesquisadora e membro do corpo docente do PPGAS.

A palestrante abordou a relação entre Antropologia e participação e seus dilemas. No primeiro momento a fez um relato histórico sobre alguns autores e suas intervenções a respeito do trabalho do antropólogo sobre o processo de colonização e o cenário contemporâneo. Explicou o processo de transformação que ocorre nas sociedades indígenas do Alto Rio Negro e suas conseqüências. Destacou a importância do trabalho do pesquisador em reconhecer e compreender todo o processo de mudança que ocorre nas comunidades indígenas rionegrinos, como qualquer outro grupo social do mundo. “O Antropólogo tem que desvendar esse novo movimento social transformador que vem ocorrendo. Fui pesquisar este novo movimento social que surgiu com a criação das organizações de base do Alto Rio Negro. São ações estritamente locais, mas estão conectadas ao movimento da globalização como um todo, com fluxos e refluxos em todos os níveis: econômicos e de valores. Estas entidades, formada por grupos de parentes, fornecem a base de organizações como a Foirn que vive negociando em fóruns nacionais os interesses dos povos indígenas do Rio Negro. É um ator presente na política indigenista, na política de gestão territorial do Brasil”, concluiu a pesquisadora Maria Luiza Guarnelo.

“Todos os anos, no início das atividades do Programa, convidamos um antropólogo para falar sobre um tema de interesse de todos. Este ano convidamos a professora Maria Luiza Guarnelo que tem um trabalho sobre a relação Antropologia e saúde indígena no Alto Rio Negro para que mostrasse este amplo trabalho desenvolvido por ela. A pesquisadora também participa do nosso Programa que recepcionou 18 novos estudantes” disse o coordenador do PPGAS, Sidney Antonio da Silva.             

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