Workshop de anestesiologia animal é realizado na UFAM
Durante a oficina, cães e gatos que circulam pelo campus universitário foram castrados.
Castrações aconteceram no Laboratório de Anatomia e Fisiologia Animal da UFAM
Nos dias 17 e 18 de setembro, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) recebeu o Workshop de Anestesiologia e Controle da Dor em Cães e Gatos. Uma realização da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais no Amazonas (Anclivepa-AM) com o apoio do Laboratório de Anatomia e Fisiologia Animal (Lafa) da UFAM, o workshop aconteceu no auditório Sumaúma, na Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) – setor Sul do Campus.
Ministrado pelo professor Dr. Edgard Salomão Jr, o curso de atualização profissional dividiu-se em aulas teóricas e práticas. No primeiro dia, foram abordados temas como tranquilizantes, sedativos, agentes venosos, dor em cães e gatos e recuperação pós-anestésica. Já no segundo dia, o enfoque foi para a aplicação prática das técnicas discutidas.
Para o professor Edgard, a educação continuada incentivada pela universidade é essencial para a formação dos profissionais.
Workshop ministrado pelo professor Edgard Salomão Jr“Não existem técnicas anestésicas seguras, existem anestesiologistas seguros. Por isso é tão importante investir na capacitação desses profissionais”, afirma. “A formação continuada, que alarga a visão na área está dando oportunidade para que profissionais ocupem vagas não-preenchidas no mercado de trabalho”.
Durante a parte prática do curso, os médicos veterinários realizaram a castração de nove cães e gatos, com o objetivo de controlar a população de animais errantes. A ação aconteceu nas dependências do Lafa.
“A ação de hoje foi de muita ajuda para o trabalho de combate ao abandono de animais domésticos que realizamos, já que a castração é um requisito para que cães e gatos sejam adotados”, declarou a estudante de Engenharia Civil, Janaína Cordeiro. A aluna faz parte de um grupo que busca cuidar da saúde e bem-estar dos animais que residem no campus. Entre as ações do grupo, está marcada uma feira de adoção de animais para o fim de outubro.
Da esquerda para a direita: Ramon Linhares, aluno de Ciências Biológicas; Estevão Leandro, presidente da Anclivepa-AM; Janaína Cordeiro, aluna de Engenharia Civil; e Roseane Oliveira, coordenadora do Lafa.
Sobre o workshop, a coordenadora do Lafa, professora Roseane Oliveira, destacou: “Não só estamos difundindo conhecimento, como estamos envolvendo os alunos em uma ação de apoio social, mostrando a UFAM preocupada com o bem-estar dos animais e engajada no combate ao abandono de cães e gatos, já que isto é um crime. Nesta parceria com a Anclivepa, que ainda está no início, todos saem ganhando”.
PROGESP divulga edital de seleção de candidatos para o Bolsa Trabalho
A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas, por meio do Departamento de Assistência Estudantil (Daest), lançou o Edital 002/2016, referente a seleção de candidatos para formação de banco reserva do Programa Bolsa Trabalho de 2016. As vagas são para suprir as demandas de substituição de bolsistas nos projetos vinculados ao programa Bolsa Trabalho, nos Campi de Benjamim Constant, Coari, Humaitá, Itacoatiara, Manaus e Parintins. As inscrições seguem até 20 de novembro.
Requisitos para seleção
Para participar do processo de seleção para preenchimento das vagas no Programa, o aluno deve atender aos seguintes requisitos:
- Estar devidamente matriculado em curso de graduação presencial da Universidade Federal do Amazonas, demonstrando, por meio de Declaração, estar cursando pelo menos 60% dos créditos do período letivo atual conforme estabelecido no currículo do curso, salvo casos, devidamente comprovados, em que o estudante não possa se matricular no percentual exigido pela ausência de pré-requisitos acadêmicos;
- Comprovar situação de vulnerabilidade socioeconômica por meio de documentação própria exigida no Anexo 01 do Edital;
- Não ter concluído nenhum outro curso de graduação, comprovado por meio de Declaração (Anexo 03 do Edital);
- No momento da solicitação, não ter ultrapassado dois períodos letivos do tempo mínimo para conclusão do Curso de Graduação em que estiver matriculado para se diplomar;
- Não ter vínculo empregatício;
Inscrições
A inscrição ao processo seletivo será realizada por meio de preenchimento completo das fichas de inscrição e avaliação socioeconômica (Anexo 02 e 04 do edital), que deverão ser entregues no ato da inscrição com a documentação comprobatória (Anexo 01 do edital), nas unidades acadêmicas.
Sobre o Programa
O Programa Bolsa Trabalho foi instituído por meio da Portaria Nº 387/2007 de 26 de fevereiro de 2007 e, alterado e consolidado pela Portaria Nº 598/2010 de 17 de março de 2010 com a finalidade de proporcionar auxílio financeiro, prioritariamente, aos (as) Discentes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, e estimular a participação do estudante na dinâmica da administração universitária por meio de projetos oriundos de setores acadêmicos e administrativos da UFAM.
O edital 002/2016 pode ser acessado neste endereço eletrônico: progesp.wixsite.com/
UFAM Parintins incentiva a produção de silagem entre pecuaristas da região
Experimento introduz técnica ainda pouco conhecida no município
UFAM Parintins formou parceria com a Associação de Pecuaristas do município para confeccionar a silagemUm projeto para a produção de silagem está em fase de implantação no município de Parintins (AM). O experimento é fruto do Programa de Atividade Curricular de Extensão (PACE) sobre produção de silagem no município, ligado ao curso de Zootecnia do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ) da UFAM Parintins, em parceria com um projeto de pesquisa do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal. Intitulado “Substituição de milho por farelo de cupuaçu na dieta de bubalinos alimentados com silagem de capim-elefante”, a pesquisa de autoria dos mestrandos Marivaldo Jacaúna e Maiara Ferreira propõe uma alternativa mais econômica para a alimentação dos rebanhos de búfalos em Parintins.
Alunos de Zootecnia participaram da produção da silagem
A silagem é uma técnica antiga de armazenamento e conservação de forragem em um período de excesso de produção (época de maior pluviosidade) para alimentar ruminantes em períodos de escassez de alimentos (época da seca). Não se trata de uma novidade para o resto do país, mas ainda é uma prática pouco difundida em Parintins.
O mestrando Marivaldo Jacaúna aponta os benefícios da conservação da forragem em forma de silagem. “É a alternativa mais viável, pois otimiza o espaço físico de pequenas propriedades, diminui gastos com limpeza, adubação e calagem de grandes áreas, além de reter os animais em áreas menores”, explica. “A energia animal usada em atividades secundárias (como caminhar longas distâncias em busca de alimento) diminui e pode ser utilizada na produção efetiva de carne e leite, além de minimizar o impacto ambiental causado pela pecuária extensiva”.
Cerca de dezoito alunos de Zootecnia sob a coordenação do professor Ronaldo Francisco de Lima uniram-se a produtores da Associação dos Pecuaristas de Parintins (APP) para a confecção da silagem. O experimento terá duração de aproximadamente 120 dias; a estimativa é que em meados de outubro os animais sejam alimentados com a nova silagem.
Para o docente, ações como esta “mostram a importância da Universidade na difusão de tecnologia através da extensão, utilizando os alunos como ferramenta de transformação da realidade local”.
Técnica é economicamente viável para produtores de Parintins
Farelo de cupuaçu será usado como alternativa ao milho em silagens
Além de introduzir a silagem para os pecuaristas da região, o projeto “Substituição de milho por farelo de cupuaçu na dieta de bubalinos alimentados com silagem de capim-elefante” busca disponibilizar um ingrediente dietético economicamente mais viável para alimentação dos animais. A ideia é que o farelo de cupuaçu substitua o milho na dieta dos ruminantes, visto que o Amazonas não é um produtor de milho – o que faz com que o cereal chegue caro aos produtores locais. A utilização de um subproduto da indústria do cupuaçu não apenas baixaria os custos de produção animal, como também daria um destino correto ao resíduo.
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