Reitora recebe nova gestão do DCE
Estudantes apresentaram programa de gestão à Reitora, professora doutora Márcia PeralesNa manhã desta quarta-feira,14, a reitora da Universidade Federal do Amazonas, professora doutora Márcia Perales, acompanhada da Pró-reitora de Gestão de Pessoas, professora Káthya Augusta Thomé Lopes, e do diretor de Apoio ao Estudante, Daniel Castro, recebeu na sala de reuniões da Reitoria a nova gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE).
Composta por 26 diretores, a nova gestão foi eleita no dia 10 de agosto com 625 votos. Durante o encontro, a reitora destacou as ações institucionais que podem ser realizadas em parceria com os estudantes. “Em breve, lançaremos a Campanha ‘UFAM – eu cuido’, que já foi apresentada aos Centros Acadêmicos, a docentes e a gestores. Acredito que o protagonismo de vocês é fundamental para que a iniciativa seja bem-sucedida”, declarou ela.
O diretor de Finanças, Kennedy Oliveira Costa, comentou sobre o programa de gestão para os próximos dois anos. “Uma de nossas propostas é realizar a Caravana Mais 10 do DCE e o Congresso de Estudantes da UFAM (CEUFAM). Nosso objetivo é dialogar melhor com os estudantes e estar ciente dos avanços e desafios da instituição. Nesse encontro, apresentamos à reitora a nossa chapa, a plataforma de gestão e o projeto político que temos para a Universidade”, declarou o diretor.
Pesquisadores internacionais visitam a UFAM para firmar parceria
Participação da UFAM em mestrado em rede é objetivo da visitaParticipantes do XII Seminário Internacional de Conservación del Patrimonio e o VI Encuentro de La Red Universitária Internacional Historia Arquitetura y Ciudad ocorridos na UFAM, professores e pesquisadores realizaram visita oficial à instituição, na manhã desta terça-feira, 13 de setembro, para estabelecer contato para a criação de curso de mestrado em rede com a participação da Universidade.
Recepcionados pela reitora, professora Márcia Perales, a comitiva expôs suas impressões deste primeiro encontro com a Amazônia brasileira e com a UFAM. Impressionados com as características do Campus Universitário Senador Arthur Virgílio Filho e com o trabalho desenvolvido pela UFAM em outros municípios, os pesquisadores manifestaram interesse em estabelecer parceria com a Instituição com o propósito de desenvolver um curso de mestrado em Arquitetura. “Gostaria de oferecer todo o nosso apoio a vocês”, declarou a presidente da Red Historia de la Arquitectura y Conservación del Patrimonio (Haycop), Blanca Paredes Guerrero. “Creio que podemos somar as nossas experiências”, considerou, acerca da adesão da UFAM ao mestrado em rede.
Durante a visita a reitora destacou o esforço da UFAM em contribuir para o desenvolvimento do Estado e da região, levando em conta as singularidades locais, e a importância da troca de conhecimentos por meio de intercâmbios e parcerias para o crescimento da Universidade. “Essas interlocuções, parcerias são muito importantes para nós. Todos nós ganhamos com essas relações”, expôs a gestora.
“O reposicionamento da Amazônia precisa vir com mais agilidade”, disse, sobre o papel estratégico da região para o desenvolvimento do Brasil. “Temos a preocupação de oferecer qualidade no ensino, na pesquisa e na extensão que oferecemos”, comentou a gestora, ao abordar os desafios advindos do crescimento experimentado pela Instituição nos últimos dez anos.
Visitantes participaram de evento da área na UFAMPara a pró-reitora de Inovação Tecnológica, professora Socorro Chaves, apresentou exemplos de parcerias internacionais que resultaram em desenvolvimento de projetos em rede semelhante ao proposto pelos visitantes. “Passei dez dias no México para mostrar um pouco da nossa experiência em trabalhar com inovação e inclusão social”, revelou, citando a contribuição da UFAM junto à Universidad Nacional Autónoma de México (Unam) realizada no ano passado.
O assessor de Relações Internacionais e Interinstitucionais da UFAM em exercício, professor Ingo Wahnfried, ressaltou a contribuição que parceria trará à UFAM e ao Amazonas com a aprovação do mestrado em rede. “Ele será fundamental para o estudo de todo o patrimônio arquitetônico e cultural de Manaus. Pessoas estudando isso e reconhecendo o valor cultural e descobrindo mais, isso é muito bom para todos nós”, avaliou.
De acordo com o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo, professor Gonzalo Meigar, o interesse na parceira internacional tem o objetivo de fortalecer e consolidar o curso da UFAM por meio de vínculos acadêmicos com outras instituições. “Esse grupo de pesquisa se coloca à disposição para poder montar um programa interinstitucional onde se abriga toda a rede e toda a possibilidade de linhas pesquisa à nossa instituição. Isso representa para nós uma grande oportunidade”, afirmou.
Crítica indígena da razão antropológica é tema de debate com a palestrante Alcida Ramos em evento do PPGAS na Ufam
O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Ufam (PPGAS), por meio do Núcleo de Estudos de Políticas Territoriais na Amazônia (NEPTA), e o Museu Amazônico, promoveram nesta manhã de terça-feira, 13, no auditório da Faculdade de Direito, no setor norte do Campus, a palestra da professora do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília, Alcida Rita Ramos intitulada "Por uma crítica indígena da razão antropológica".
Alcida Rita Ramos é doutora em Antropologia e professora emérita do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB). Foi diretora da Comissão Pró-Yanomami (CCPY). Pesquisadora 1-A do Cnpq, Alcida tem se dedicado ao estudo das sociedades indígenas, em especial, Yanomami, e atualmente desenvolve pesquisas sobre indigenismo comparado na América do Sul, com foco no Brasil, Argentina e Colômbia.
A renovação da Antropologia foi o ponto de vista defendido pela professora Alcida Rita Ramos, da UnB, na palestra ministrada na Ufam nesta terça-feira. A pesquisadora questionou as práticas antropológicas centenárias e defendeu mudanças em razão da inserção, nos últimos anos, de indígenas no meio acadêmico. “A entrada de indígenas nos cursos de Antropologia nas universidades acabam renovando a Antropologia porque eles têm visões que não são as ocidentais. Percebo que eles já têm ideias renovadoras e estou propondo que a Antropologia acadêmica aceite estes saberes para fazer parte do acervo de conhecimento, em igualdade de condições e, simplesmente, não ser objeto de pesquisa do outro, para gerar conhecimentos mais refinados e condizentes com a adversidade do mundo a qual a Antropologia tem se dedicado sempre. Vejo uma possibilidade de manutenção de diálogo permanente entre o conhecimento indígena e ocidental acadêmico. Há um conhecimento científico do lado indígena que não é reconhecido pela ciência ocidental. Isso é uma injustiça porque quando um estudioso vem em busca de conhecer alguma coisa se apodera logo do conhecimento indígena. Nós antropólogos temos rapinado durante 100 anos o conhecimento indígena e agora está na hora de dividir os louros” disse Alcida Ramos.
A estudante de Pós-Graduação em Antropologia Social, Lilian de Oliveira, ressalta a relevência do debate para as instituições. “O evento é importante porque promove um intercâmbio com pesquisadores de outras instituições, que estudam temas referentes aos povos indígenas e sua relação com o Estado brasileiro”, afirma.
A coordenadora do evento, a professora do PPGAS, diretora do Museu Amazônico e coordenadora do NEPTA, Maria Helena Ortolan, destacou a importância da palestrante em razão de sua atuação em defesa dos povos indígenas e de sua reflexão acerca do fazer antropológico. “É uma oportunidade ímpar aos estudantes participarem da palestra da professora. É uma pesquisadora consagrada sobre os Yanomami e, mesmo com o seu brilhantismo acadêmica, nunca deixou de defender os povos indígenas. Tem mais de 100 artigos publicados e uma enorme experiência como professora emérita da UnB”, destacou Maria Helena Ortolan.
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