Protec divulga o resultado final do PAITI para a Área Biológica
A Pró-Reitoria de Inovação Tecnológica (Protec) publica o Resultado Final do Edital do Programa de Apoio à Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação no Amazonas PAITI/AM//2014 da Área Biológica. Para essa área, foram aprovados 15 projetos.
Na planilha anexa, é possível conferir nome do projeto, nome do orientador e do bolsista, município/Unidade Acadêmica e nota.
A Pró-Reitoria informa que o resultado para as demais áreas (Humana e Exata) serão publicadas em seqüência.
Professora Doutora Maria do Perpetuo Socorro Rodrigues Chaves.
Laboratório de Eletroquímica e energia da UFAM realiza pesquisas em bioeletrônica
Grupo e-Bio faz testes em grafeno
No futuro, o nariz e a língua eletrônicos serão os instrumentos através dos quais será possível conhecer os mais variados cheiros e gostos; e a energia extraída de substratos regionais será capaz de substituir as fontes poluentes e caras que alimentam hoje nossos rádios e lâmpadas. Para contribuir com esses objetivos ousados, existem pesquisas em andamento no Laboratório de Eletroquímica e Energia do Departamento de Química do Instituto de Ciências Exatas (ICE).
Desde 2013 na UFAM, o professor Walter Ricardo Brito é líder do Grupo em Bioeletrônica, Dispositivos Fotovoltáicos e Química de Materiais e desenvolve experimentos em três linhas de pesquisa no referido Laboratório: desenvolvimento de células solares a partir de pigmentos vegetais extraídos na Amazônica; processo de transferência de grafeno para matrizes poliméricas; e criação de sensores bioeletrônicos para reconhecimento e teste em diversos extratos vegetais.
À primeira vista pode soar estranho, mas essas experiências pioneiras são responsáveis por projetar o grupo de pesquisadores em empreendimentos de ponta, como é o caso do Barco Híbrido, um projeto a ser fomentado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no setor Aquaviário. “Nesse projeto, iremos desenvolver um barco que irá funcionar a partir de energia solar e célula combustível”, explica o professor Walter Brito.Líder explica linhas de pesquisa
Pioneirismo
A ideia da primeira pesquisa é desenvolver células solares a partir de extratos vegetais da Amazônia, com base nos estudos com células modificadas de Graetzel. Os fotosensibilizadores (de serem excitados pela luz) naturais provêm de extratos e pigmentos de plantas da Amazônica, que são estudados pela equipe em projetos relacionados ao desenvolvimento de dispositivos fotovoltaicos para gerar energia. Na prática, o grupo pretende produzir células solares em kits de baixo custo e boa eficiência. “Elas podem substituir energia elétrica para fazer funcionar rádios ou lâmpadas”, diz o professor, ao lembrar que as células de silício produzidas hoje em larga escala são caras e poluentes.
Para fabricar as células solares, hoje é utilizado um material chamado ITO, que é importado de Taiwan. No entanto, esse material não é flexível e tem custo elevado. Ao buscar a solução para o problema, um projeto para transferência de grafeno (material formado por única camada de átomos de carbono, enquanto o grafite é formado por várias camadas que deslizam enquanto ‘gastamos’ a ponta), que é mais barato e flexível.
O professor diz que o processo de transferência do grafeno para matrizes poliméricas (outro material) está sendo realizado no laboratório da UFAM por bolsistas de Iniciação Científica e de mestrado, numa “atuação inédita”. O projeto tem colaboração da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), onde o grafeno é gerado através do método Chemical Vapor Deposition (CVD). Com o resultado da transferência de grafeno, os pesquisadores da UFAM poderão investir a tecnologia nos projetos de células solares flexíveis, mas também no desenvolvimento de supercapacitores (armazenam energia) e células combustíveis.
Foto 03: Grafeno sobre matriz flexível
Sensores bioeletrônicos
Outro projeto em andamento no Laboratório de Eletroquímica e Energia é sobre a síntese e a caracterização de materiais orgânicos para sensores bioeletrônicos. Mas para que servem os tais sensores? “Produzidos a partir de substratos orgânicos, eles são capazes de medir, por exemplo, o poder antioxidante de produtos como a cafeína”, diz o pesquisador. Sobre esse tema dos antioxidantes, sabe-se que substratos com essa propriedade combatem os radicais livres e podem inclusive prevenir a ocorrência de câncer. Num dos experimentos, a equipe testou a cafeína num processo de fotodegradação de DNA por incidência de raios ultravioleta. A cafeína é eficaz ao inibir tal processo, um dos fatores para ocorrência do câncer de pele.
O professor cita ainda a pesquisa que está em desenvolvimento em parceria com o Instituto SENAI de Inovação e a empresa regional Pronatus, em que foram produzidos sensores capazes de identificar a qualidade (o nível de pureza) do óleo de copaíba. Ao prosseguir com os estudos, é possível produzir sensores específicos para diversos tipos de moléculas. “E por que não pensar num futuro com o nariz e a língua eletrônica”, finaliza o professor Walter Brito.
Fonte da foto 03: http://www.nature.com/nnano/journal/v5/n8/covers/index.html
ICET se prepara para a 1ª Semana de Informática
O Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (ICET) se prepara para realizar a sua 1ª Semana de Informática (SemInfo). Idealizada pela equipe de professores da área de informática do ICET e coordenada pelo professor doutor Jorge Kanda, a Semana será realizada no período de 26 a 28 de novembro, em Itacoatiara-AM.
Concebida com a intenção de promover um diálogo entre palestrante e público, o principal objetivo da SemInfo é promover uma interação entre o universo acadêmico-científico e o mercado de trabalho na área computacional.
As atividades do evento estão distribuídas em palestras, minicursos, exposições de trabalhos e a maratona de programação. Os palestrantes convidados são profissionais de alto nível que atuam em diferentes áreas da computação e são representantes de grandes empresas no ramo da tecnologia.
O tema da 1ª edição do evento é “Fortalecendo a parceria entre a universidade e o mercado de trabalho”, relacionado à oportunidade que os participantes terão de identificar suas áreas de interesse profissional, obter um contato com as pesquisas científicas, fortalecer sua rede de relacionamento e despertar o interesse pelo empreendedorismo.
Dentre as atrações do evento estão nomes consagrados como: Edjard de Souza Mota, Domingos Eduardo, Thiago Braga, Vandermi João da Silva, Antônio Alberto, João Clineu, Railton Figueiredo Nepomuceno, Carlos Augusto de Araújo Mar, Joao da Mata Libório Filho, Awdren de Lima Fontão e Santhyago Gallão.
A Hackathon, a maratona de programação, prevista para o último dia de evento, tem como tema ‘Melhorando a qualidade de vida por meio do uso de dispositivos móveis’, é uma competição em que as equipes cadastradas deverão desenvolver um aplicativo inovador para ser usado na plataforma Android destinado a solucionar os problemas do dia-a-dia das pessoas.
Nas palavras do coordenador do evento, professor Jorge Kanda, a primeira SemInfo é“uma grandiosa oportunidade para os alunos, em especial os de Sistemas de Informação e Engenharia de Software, focarem nas suas áreas de interesse no mercado de trabalho, obterem contato com pesquisadores renomados e fortalecerem sua rede de contatos. Todo esse conhecimento adquirido no evento será fundamental, já que os estudantes de hoje serão os futuros profissionais e, certamente, os responsáveis pelo desenvolvimento científico e tecnológico da Região Amazônica”, garantiu.
A cada ano, são vários os desafios superados pela ciência da computação que a tornam interessante e lucrativa, principalmente com as novas oportunidades oferecidas pelos dispositivos móveis e redes sociais.
Para melhores detalhes sobre a programação da SemInfo acesse http://www.seminfoicet.ufam.
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