Projeto Casa da Física está com inscrições abertas nos dias 9 e 16 de janeiro

Estão abertas nos dias 9 e 16 de janeiro, as inscrições para a Estação e Centro de Ensino de Ciências Casa da Física. O projeto de divulgação científica desperta em adolescentes e jovens o interesse pela ciência por meio da implementação de espaço destinado à prática, experimentação, reflexão e análise científicas dos fenômenos do cotidiano.

Com aulas teóricas e práticas, estudantes de Ensino Fundamental (a partir do 6º ano) e Médio aprendem a perceber a presença da ciência no dia a dia.

Para efetuar matrícula, é necessário portar uma foto 3/4, RG ou Certidão de Nascimento do aluno, RG do responsável, comprovante de residência, declaração escolar. Os documentos devem ser entreguesna sala L3, bloco L, situado no Setor Sul do campus universitário Arthur Virgílio Filho. O atendimento ocorre de 9h as 11h. Estudantes menores de idade devem realizar matrícula acompanhados de responsável. O curso é grátis. Não é preciso apresentar cópias dos documentos.

As atividades são realizadas aos sábados, de 8h as 11h30, no bloco FCA 02, também no Setor Sul. Em 2016, as aulas iniciarão dia 13 de fevereiro.

Para mais informações, acesse:

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Estão abertas as inscrições para a formação do Time Enactus Ufam

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por meio da coordenação local, abre inscrições para alunos de graduação interessados em participar de uma equipe interdisciplinar com interesse em desenvolver projetos voltados para a comunidade local e que estimulem a liderança e empreendedorismo.

Universitários de qualquer curso, período ou idade podem participar da seleção. Além disso, é preciso estar regularmente matriculado na instituição e ter flexibilidade para voluntariado. Os projetos desenvolvidos contarão como atividade complementar.

As inscrições podem ser feitas em https://goo.gl/AA0spK até 20 de janeiro.

Os estudantes serão orientados por professores conselheiros e especialistas em negócios, formando times cuja tarefa será a elaboração de projetos que atuem nas comunidades locais.
 

Sobre a organizaçãoA Enactus é uma organização sem fins lucrativos que estimula a liderança e o empreendedorismo através da formação de times, compostos por jovens universitários que desenvolvem projetos para a melhoria da qualidade e padrão de vida de comunidades locais.

Presente em 36 países, com a participação de mais 1.700 Universidades, a iniciativa contempla projetos de diferentes áreas, utilizando como base conceitos de negócios aliados ao conhecimento desenvolvido dentro das salas de aula. Os grupos de universitários, chamados de times, participam de campeonatos nacionais e internacionais para apresentar os resultados de seus projetos para uma banca, formada por executivos das empresas parceiras. 

Pesquisadores da Ufam produzem ecotelha a partir de fibras amazônicas

Protótipo será concluído em um ano, diz pesquisadorProtótipo será concluído em um ano, diz pesquisador

Fruto de mais de uma década de pesquisas, a telha ecológica é um produto com a marca da sustentabilidade. Na composição, aparecem fibras amazônicas, como a malva e a juta, associadas a resíduos cerâmicos e pequena quantidade de cimento. A inovação está vinculada ao Programa de Pós Graduação em Ensino de Ciências (PPGEC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

O trabalho envolve quatro estudantes do Mestrado em Engenharia Civil e um graduando em Administração. O coordenador da equipe, professor João de Almeida, destaca que essa ideia originou uma empresa aprovada pelo Programa Sinapses da Inovação/Amazonas. O protótipo da telha ondulada será concluído em um ano, mas a produção em escala comercial dependerá do investimento de patrocinadores.

Cada vez mais, a sociedade exige atenção das empresas aos produtos sustentáveis. “O grande desafio para esse nicho está na composição da telha que, em geral, utiliza como base cimento e fibras minerais tóxicas”, diz o docente, ao falar sobre o produto atualmente comercializado. Há, por outro lado, pressão governamental para proibir o uso de insumos potencialmente cancerígenos leva os fabricantes a buscar formas sustentáveis de produção, minimizando os impactos ambientais.

O professor destaca a função da Universidade como local para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras: “A Ufam é um grande centro de pesquisa na Amazônia Ocidental. Há diversos pesquisadores que trabalham com afinco, e a relevância está em mostrar ao mundo que aqui se faz pesquisa com muita seriedade e dedicação”.Produto tem diferenciais ecológicos, econômicos e sociaisProduto tem diferenciais ecológicos, econômicos e sociais

 

Processo             

Durante os cursos de Mestrado e Doutorado, o professor João de Almeida já vinha desenvolvendo estudos com as fibras utilizadas para a produção da ecotelha. “Ao longo de mais de dez anos, foram realizados testes no que chamamos de ‘material compósito’”. O objetivo foi avaliar a resistência que alcançaria o produto final, e o processo específico que incorporou as fibras nativas ocorreu nos últimos três anos.

Há pelo menos três diferenciais na telha produzida pela equipe. O primeiro é do ponto de vista ambiental, tendo em conta que o produto em elaboração apresenta menor quantidade de cimento na composição. “Há apenas ¼ desse material, e isso contribui para reduzir a quantidade de carbono no processo”, destaca o docente.

Outro diferencial é o econômico, conforme salienta o pesquisador: “Com o uso de fibras regionais, portanto de produção local, buscamos reduzir os custos de produção e impactar no preço final do produto, sendo mais um ponto positivo na relação custo/benefício”. Ainda nesse aspecto, a produção que utiliza insumos locais elimina emissões de poluentes que decorreriam do transporte de matéria-prima de longa distância, sendo também uma vantagem ambiental.

Professor destaca diferenciais do produtoProfessor destaca diferenciais do produto

 

O terceiro fator de destaque da ecotelha é o social. Quando as comunidades locais são demandadas para o fornecimento das fibras usadas no processo, elas passam a fazer parte do ciclo de desenvolvimento, tornando-se, micro-produtoras de valor fundamental nessa cadeia. “A ideia é gerar renda também para estas pessoas”, oberva o idealizador do projeto.

 

Mercado

Os custos da produção em larga escala ainda estão em fase de contabilização, pois a telha sustentável criada pela equipe será um protótipo. “O fomento via Sinapse da Inovação e Fapeam será fundamental para que esses questionamentos sejam respondidos até a conclusão do projeto”, informa o coordenador.

Sobre o valor de mercado, ela deverá levar em conta não apenas o preço de venda, mas, sobretudo, o custo/benefício. “O uso de insumos regionais, o emprego reduzido de cimento (apenas 25% do total) e outras componentes físico-químicas serão os aspectos considerados”, elencou o pesquisador João de Almeida.

“Para nós, que trabalhamos com ciência e tecnologia, é dever transformar os conhecimentos em melhoria para a vida das pessoas, sejam elas do ambiente urbano, com construções que utilizam materiais sustentáveis, ou do ambiente rural, que recebe mais renda e qualidade de vida”, conclui, sobre a contribuição social do trabalho.

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