Grupo de Pesquisa da Ufam é premiado na Argentina
A única equipe brasileira a participar do TECNO X conquistou o prêmio "Condor", por excelente desempenho; o Prêmio "Arraigo social", pelo demonstrado compromisso ambiental e social e o certificado "Apagón", garantido a todos os times participantes.
O grupo da UFAM foi a única equipe brasileira a participar do TECNO XO Grupo de Pesquisa que obteve o prêmio Condor na primeira edição do evento Tecno X, realizado na Argentina entre os dias 18 e 22 de abril, é composto por dez alunos de graduação em Biotecnologia, Ciência da Computação, Engenharia Elétrica e Ciências Biológicas da UFAM e duas alunas de graduação de Medicina da UEA. Representaram a UFAM na competição argentina os estudantes de Biotecnologia Anderson Oliveira e Maria Clara Tavares. "Foi uma experiência incrível para todos nós, especialmente por estar em um meio repleto de outros acadêmicos envolvidos em projetos de Biologia Sintética para a solucionar problemas da comunidade", declarou Anderson Oliveira.
A equipe, coordenada pelos professores Carlos Gustavo Nunes da Silva e Spartaco Astolfi Filho, apresentou o projeto “Desenvolvimento de bactérias sensores de mercúrio para águas contaminadas utilizando ferramentas de biologia sintética” que, em síntese, é voltado a combater o mercúrio contaminante, evitando que ele seja acumulado na cadeia alimentar e que finalize seu "trajeto" no ser humano. “Fomos a única equipe brasileira a participar e os estudantes fizeram bonito! O Anderson Oliveira e a Maria Clara Tavares conseguiram o prêmio máximo, o prêmio "Condor", ave símbolo da região andina e da América Latina. Também conseguiram o prêmio de projeto com maior compromisso ambiental e social”, ressaltou o docente Carlos Gustavo Nunes.
Alunos Maria Clara Tavares e Anderson Oliveira durante apresentação no TECNO X
Sobre o projeto
O projeto é baseado numa linha de pesquisa já abordada há mais de dois anos no laboratório de Biologia Molecular e demais laboratórios do Departamento de Genética do ICB. O experimento visa a transformação genética de bactérias para funcionarem como biossensores do elemento Mercúrio (um metal pesado, extremamente nocivo à saúde humana), na sua forma mais nociva, o metilmercúrio, bem como sua bioacumulação e sua degradação. O mercúrio é bastante utilizado em dispositivos eletrônicos que são descartados com o máximo de descaso, além de ser usado na mineração de ouro que, na Amazônia, ocorre no leito dos rios.
Considerando que os experimentos são feitos em condições controladas, em laboratório, a idéia é desenvolver um conceito piloto de biorreator que possa biorremediar o mercúrio.
Desde os primeiros experimentos, muitos avanços foram conseguidos, principalmente no design dos circuitos genéticos, no qual foram registradas, por exemplo, melhorias na sensibilidade das bactérias de alerta à mercúrio (que muda de cor - um rosa fluorescente - quando "encontra" o elemento).
Tecno X
Realizada na Universidade de Buenos Aires, a Tecno X é uma competição voltada a visibilizar projetos de ciência e tecnologia de baixo custo, que apresentem soluções para problemas reais e demonstrem relevância social, criatividade, interdisciplinaridade, implementação técnica e colaboração com a comunidade.
A qualidade dos trabalhos realizados é simbolizada por três aves da América Latina que nomeiam as principais premiações que são concedidas como Distinção Colibri, Distinção Pinguim e Distinção Condor para grandes projetos. A competição também concede prêmios a projetos com maior compromisso ambiental e social e certificados de participação no evento.
Servidoras do INC recebem treinamento na ProGesp
Equipe da ProGesp com as servidoras do INC (no centro da foto)A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da Ufam - ProGesp - recebeu durante esta semana as servidoras do Instituto Natureza e Cultura de Benjamin Constant - INCBC -, Michele Firmino Guimarães e Cláudia dos Santos Lima, para uma visita técnica aos departamentos da ProGesp com o objetivo de melhorar o atendimento aos servidores do Instituto. As servidoras receberam treinamento sobre o funcionamento do sistema que dá acesso a informações da vida funcional dos servidores.
A Assistente Social, Cláudia dos Santos, e a psicóloga, Michele Guimarães, do INCBC, estiveram durante esta semana sob treinamento na Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas. O treinamento foi solicitado pela servidora Cláudia Lima, gerente de Assuntos Comunitários do INCBC, para melhorar o atendimento a solicitações dos servidores por diversas demandas administrativas e funcionais no Instituto.
“Não tínhamos conhecimento de como funcionava o sistema que dá acesso a informações. Para lançar férias, ter acesso a contracheque, entre outras informações que eram solicitadas na Gerência de Assuntos Comunitários do INC, não sabíamos como atender. O acesso ao SIGEPE só é possível por meio do certificado digital Token. Recebemos o treinamento, passamos pelos Departamentos da ProGesp vendo o funcionamento dos setores, e esperamos atender melhor nossa comunidade”, disse a gerente de assuntos comunitários do INC, Cláudia Lima.
A coordenadora da Divisão de Recursos Humanos do INC, a psicóloga Michele Guimarães, afirmou que o treinamento vai resultar na melhoria do atendimento aos servidores do Instituto de Benjamin Constant. “Aprendemos ter acesso ao Sistema de Gestão de Pessoas do Governo Federal. Isso vai dar rapidez ao atendimento no Instituto. As solicitações que chegavam a Gerência não podiam ter respostas imediatas porque não sabíamos como acessar ao sistema. O treinamento que recebemos
As servidoras do INC, Cláudia Lima e Michele Guimarães em treinamentodurante esta semana, aqui na ProGesp, vai qualificar o atendimento para nossa comunidade acadêmica”, destacou a coordenadora.
O Instituto Natureza e Cultura localiza-se no município de Benjamin Constant a 1.180 Km da capital em linha reta, no Alto Solimões. Tem 100 servidores (técnicos administrativos e professores) e 1.300 estudantes onde 255 são indígenas das etnias Witota, Kokama, Ticuna, Kambeba, mayuruna e Marubo. São oferecidos seis cursos de graduação (Administração, Biologia e Química, Ciências Agrárias, Antropologia, Pedagogia e Letras)
UFAM discute na primeira semana de maio, perspectivas e futuro da cadeia produtiva de juta e malva no Amazonas que atravessa crise
Banco de sementes da juta (germoplasma), na Fazenda Experimental da UfamA discussão de alternativas para melhorar a produção de juta e malva no Amazonas é o tema de workshop que acontece das 8h às 18h nos dias 4 e 5 de maio no Auditório Copaíba, no Centro de Ciências do Ambiente da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
O Amazonas é o maior produtor de fibra de juta e malva do Brasil. Dados de 2013 apontam que foram produzidos 7.850 toneladas no País. Desse total, segundo os dados do IFFIBRAM, o Amazonas produziu 6.570 toneladas. Apesar de ser o líder em produção, os números estão em queda.
“O setor passa por uma crise, uma vez que há pouca semente no Estado. Ela vem do Pará e existe muita burocracia para chegar até aqui, pois a semente não é certificada. Precisamos discutir alternativas para a produção de semente e melhorar a vida do produtor”, disse a coordenadora do evento, professora Albejamere Castro.
O evento está sendo promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas (FAPEAM) e organizado pelo Núcleo de Socioeconomia da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), o qual tem como tema o 2º Workshop de Estratégias de Dinamização da Cadeia Produtiva de Juta e Malva no Estado do Amazonas.
Mesas-redondas, apresentação de trabalhos técnico-científicos, oficina de capacitação e relatos de experiências e mostra de produtos fabricados a partir das fibras de malva fazem parte da programação.
O público-alvo será formado por agricultores, técnicos de extensão rural, pesquisadores, professores, alunos, indústrias do segmento e representantes governamentais.
A questão norteadora é o futuro da produção de malva na visão da indústria, de representantes do setor e de órgãos estaduais e federais, a pesquisa e extensão para o setor de fibra de malva e os desafios e potencialidades para criação de uma política de apoio à cadeia de juta e malva no Amazonas.
Além disso, haverá uma oficina de capacitação de produção e beneficiamento de semente de malva na Fazenda Experimental da UFAM, com visita à primeira coleção de banco de sementes da juta (germoplasma) do Amazonas, bem como aos experimentos que envolvem esta cultura.
Notícia relacionada
Início








