Seminário de Educação discute pesquisa

Abertura do Seminário de Educação, nesta quarta-feiraAbertura do Seminário de Educação, nesta quarta-feiraO curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Ufam –Faced- promoveu nesta quarta-feira, 15, a abertura do Seminário de Pesquisa em Educação “Rompendo a dicotomia: uma reflexão sobre teoria e prática”. O evento ocorre  até sexta-feira, 17, e discute a relação entre a pesquisa e a prática e sua importância na formação do profissional da educação.  Foi uma abertura marcada por apresentações culturais e pela palestra da professora da Faced, Lucíola Inês Pessoa Cavalcante. A mesa de abertura foi composta pelos coordenadores do Seminário, professores Cláudio Vitório e Jonise Nunes, pela diretora da Faced, professora Selma Baçal e pela coordenadora do curso de Pedagogia, Silvia Nogueira.

O primeiro momento da abertura contou com a apresentação musical de estudante do curso de Artes, que cantou algumas canções de Tim Maia; em seguida um grupo de estudantes do curso de Pedagogia realizou uma performance com a projeção das várias mudanças ocorridas na legislação do Ensino Médio, por conta da recente aprovação no Senado da medida provisória 746; e, finalizando, a apresentação do grupo de dança “Maracatu-Pedra Encantada” (formado por estudantes de diversos cursos). O evento foi organizado por alunos da disciplina “Seminário de Pesquisa”, sob orientação e colaboração de professores do departamento de Pedagogia.

O objetivo é discutir, até sexta-feira,  a importância da Pesquisa para a prática docente, possibilitando uma análise crítica acerca da realidade educacional a partir da socialização das pesquisas realizadas na área de Educação e que vão resultar em mudança de comportamento dos profissionais.

A coordenadora do Seminário, Jonise Nunes, explicou que o evento é resultado das disciplinas Projeto de Pesquisa 1,  Projeto de Pesquisa 2  e  Seminário de Pesquisa. “Depois dos estudantes passarem por essas disciplinas resolvemos fazer um evento para expor os trabalhos. Como a ideia da Universidade é contribuir para a construção do conhecimento, resolvemos organizar o evento e expor a pesquisa ao público. Além da prática, os estudantes aprenderam a organizar um evento (criação da logo, divulgação, busca de patrocínio, entre outras ações), o que vai acrescentar na formação do profissional do ensino”, destacou Jonise Nunes.

“A complexa relação ensino/pesquisa e a realidade em que atua o profissional da educação, cria um entrave no desenvolvimento de possibilidades de melhora do ensino. Pensar um pouco de que forma a pesquisa ocorre na formação e a sua importância na prática profissional é relevante. É claro que temos que considerar a escola básica (campo de nossas pesquisas) com seus problemas de instalações, condições precárias de trabalho e baixos salários dos professores. Como fazer pesquisa com essa realidade? As dificuldades são inúmeras, mas a pesquisa esclarece informações que muitas vezes não aparecem explicitamente e contribui na transformação da realidade, além de formar profissionais críticos”, ressaltou a professora, Lucíola Cavalcante.

A estudante do 7º período do curso de Pedagogia, Cristina Rackel Souza, afirmou que participar da organização do Seminário foi um aprendizado importante em sua formação. Na vida profissional utilizamos essa ferramenta em diversas situações. “Gostei de ter participado da organização do evento. Não é fácil promover um evento deste tamanho. Aprendi várias coisas e isso vai me dar experiência profissional. Quando estiver atuando em uma escola já sei como organizar um evento”, disse a estudante.

     

 

 

 

 

DAEST informa retificação no cronograma do Edital de Auxílio Moradia e Acadêmico

O Departamento de Assistência Estudantil da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (DAEST/Progesp) informa à comunidade acadêmica a retificação do cronograma referente às etapas do Processo Seletivo regido pelo Edital 001/2017, que visa a seleção de discentes para os programas Auxílio Moradia e Auxílio Acadêmico.

As alterações no cronograma são por conta do volume de solicitações de inscrição, que ultrapassaram as expectativas. A orientação é que os discentes participantes dos Programas por meio dos editais 003/2015 (Auxílios Moradia e Acadêmico) e 001/2016 (Auxílio Moradia) continuem com a entrega dos Relatórios de Atividades Acadêmicas, uma vez que os benefícios se estenderão até o mês de março de 2017.

Acesse a retificação do cronograma.

“A pesquisa desenvolve a cognição de docentes”, de acordo com palestrante do Fórum das Licenciaturas

Práxis: Objetivo da formação docente, segundo o professor.Práxis: Objetivo da formação docente, segundo o professor.

A discussão do Fórum das Licenciaturas referente ao primeiro bimestre deste ano ocorreu nesta segunda-feira (13), das 14 às 18 horas, com o tema: “O estágio com pesquisa na formação inicial de professores como desenvolvimento da educação científica”, no auditório Paulo Burnhein, setor sul do Campus. O objetivo do debate é chamar a atenção de docentes e discentes das diversas licenciaturas da Ufam para a importância da prática de pesquisa vinculada às fundamentações teóricas dos cursos, para que sua cognição seja desenvolvida.

O pesquisador e professor Evandro Ghedin, mestre em Educação pela Ufam e doutor pela Universidade de São Paulo (USP) desenvolve o tema do encontro. Segundo ele, a distinção entre teoria e prática se dá em nível meramente formal, iniciada em contexto próprio do capitalismo da II Revolução Industrial, que tem se estendido até os dias atuais. “A relação entre ambas, porém, é de dependência direta, para que sua eficácia seja possível. A Universidade deve se opor ao discurso hegemônico que dita a competição como princípio norteador da formação, ao invés da cooperação”, observa o professor. A argumentação utilizada para sustentar sua tese é regida pelos seguintes pressupostos:

1 – É necessário que a pedagogia seja compreendida como um conjunto de saberes articuladores das ciências da Educação;

2 – A função do estágio é também articuladora interdisciplinar central da formação docente;

3 – Práxis (teoria atrelada à prática) deve ser o objetivo da formação docente;

4 – A formação ocorre em dimensões: ética, por ser esta uma qualidade tipicamente humana; política, visto que a sociedade organiza-se politicamente; estética e epistemológica;

5 – A pesquisa é princípio formativo.

O ponto de partida da migração dos pressupostos apresentados às finalidades da discussão é o processo circular da atividade cognitiva humana, que abstrai conhecimento (teoria) de um acontecimento concreto e, após realizar resignificação, coloca seus conhecimentos em prática e descobre outros.

Sobre a importância da cognição na formação do Educador

Conforme afirma o professor Ghedin, é função primordial da universidade auxiliar na produção de outras formas de percepção que visem a cooperação, o que só é possível com o conhecimento adquirido, para então desenvolver uma inteligência coletiva que recrie outras condições sociais. “Devemos priorizar a formação de processos cognitivos que produzam relações neurológicas duradouras, por ser esta a única maneira de modificar processos e formar uma sociedade melhor”, ressalta. Estudos que dão conta da cognição indicam que 95% das atitudes humanas são determinadas pelos inconscientes pessoal, coletivo e histórico, restando apenas 5% ao consciente, vulnerabilizando assim grande parte da sociedade, que caso não desenvolva a chamada ‘inteligência coletiva’ tende a tornar-se ainda mais atrasada.  Por fim, pontua que em aulas expositivas apreendemos 10% do conteúdo em questão, e ao pesquisar e expor resultados da própria experiência, conseguimos extrair cerca de 80%. “A pesquisa obriga a mobilizar sete ou oito neurônios, essenciais à docência. Este projeto deve ser desenvolvido coletivamente pelos professores e estudantes da universidade”, conclui.

Sobre o fórum das Licenciaturas

Coordenado pela professora Irlane Maia de Oliveira, o Fórum das Licenciaturas, que ocorre bimestralmente com a finalidade de promover o diálogo entre discentes e docentes dos cursos de licenciatura da Ufam, foi fundado em 2010, tendo como ponto de partida o I Encontro Nacional das Licenciaturas. “Avançamos muito até aqui, discutindo temas pertinentes à área da Educação, graças à colaboração mútua de discentes e docentes”, afirmou a professora.  

 

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