Manejo sanitário de bovinos é tema do Café Científico do LAFA
Franklyn Oliveira falou sobre o manejo de bovinos e a sua higiene na ordenhaNa tarde desta terça-feira (27), o Laboratório de Anatomia e Fisiologia Animal da Universidade Federal do Amazonas (LAFA/UFAM) promoveu mais uma edição do seu Café Científico, que contou com a palestra do médico veterinário Franklyn Oliveira, cujo tema foi “Manejo sanitário de bovinos leiteiros e higiene na ordenha”. A palestra aconteceu no Auditório Sumaúma, localizado na Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), setor Sul do Campus Universitário Senador Arthur Virgílio Filho.
Segundo o veterinário, a problemática principal esta relacionada ao consumo de alimentos de origem animal com qualidade e higiene adequada. “Nós temos no Amazonas um consumo de produtos de origem animal e produção local de locais duvidosos. Temos visto um crescimento da produção no sul do Amazonas, principalmente nas regiões de Autazes, Humaitá, Apuí e até mesmo na região de Presidente Figueiredo”, afirma.
Ainda de acordo com Franklyn, os alunos das Ciências Agrárias em geral, principalmente os de Zootecnia, precisam ter esse conhecimento para levar ao produtor as formas corretas do manejo sanitário do rebanho. “Além disso, é preciso adequar isso à realidade regional e a adoção de tecnologias que possam, principalmente, atender a demanda de produção de alimentos de boa qualidade e que possa, efetivamente, ter o nosso produtor rural fornecendo alimentos com boa saúde”, pondera o veterinário.
Importância da palestra
Alunos, professores e profissionais da área de diversas instituições puderam prestigiar a palestra do Café Científico. Entre eles, Alunos, professores e profissionais da área participaram da palestraa professora Ellen Oliveira, da Universidade Nilton Lins (UNL), que também é fiscal de saúde sanitária da Prefeitura de Manaus. Para ela, a palestra foi excelente. “O tema é relevante para a região, e o palestrante é alguém que conhece de fato a região. Ele trouxe coisas que realmente refletem os problemas que a região tem”, ressalta.
Ainda segundo a professora, é preciso investir na formação de profissionais para realizar diagnósticos. “Nós temos um grande problema com os diagnósticos de doenças de animais no Amazonas. Muita gente acha que a mesma doença que os animais têm no restante do Brasil não tem no Amazonas. No entanto, os animais têm, e é preciso investir na formação de profissionais para fazer esse diagnóstico”, salienta.
O Café Científico
O Café Científico é uma atividade de pesquisa e extensão do LAFA, vinculado ao curso de Zootecnia da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da UFAM. É coordenado pela professora Dra. Roseane Oliveira e desenvolve atividades de pesquisa, ensino e extensão tanto nos cursos e Zootecnia quanto de Agronomia.
Melhor tese do Programa de Doutorado em Administração é da UFAM
Com uma abordagem diferenciada sobre o fortalecimento das redes sociais em cadeias de suprimentos para empresas de setores estratégicos do Polo Industrial de Manaus (PIM), a tese defendida pelo professor e pró-reitor de Administração, Armando Júnior, foi eleita como o melhor trabalho no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Minas Gerais, o qual abrange o Doutorado Interinstitucional UFMG/UFAM.
A tese, cujo título é ‘Avaliação de Políticas Industriais de Formação de Polos e Zonas Francas sob o paradigma de cadeias de suprimentos’, apresentada em 2014 na primeira turma do Dinter, já rendeu duas publicações internacionais. O primeiro artigo foi apresentado em Washington DC (EUA), durante a 26ª edição da Anual Conference, em maio de 2015. No mês de julho, o trabalho ganhou repercussão na Suíça e foi divulgado na 22ª Euroma Conference, um tradicional congresso europeu de Operações e temáticas afins.
Em linhas gerais, a pesquisa investigou os relacionamentos entre cinco empresas focais e seus fornecedores locais de primeira camada, nome que se dá a empresas de menor porte que fornecem diretamente para as fabricantes do produto final. Por exemplo, uma empresa local que provê certas partes do produto a uma fabricante de TV. No subsetor de eletroeletrônicos, as empresas são de nacionalidade americana, brasileira, chinesa, coreana e japonesa, e, nessa análise, tendo sido considerados os índices de faturamento e empregos gerados, segundo o Relatório de Indicadores da Suframa.
Desenvolvimento local
“A temática é multidisciplinar, então, estamos na fronteira do conhecimento em várias áreas”, explica o professor Armando Júnior, ao completar: “Nesse estudo, eu e meu orientador, o professor Ricardo Silveira Martins, integramos conhecimentos em Logística, Sociologia (Teoria das Redes Sociais), Economia e Políticas Públicas”. A partir dos estudos teóricos, foi proposto um modelo avaliação do grau de integração e colaboração entre as empresas do subsetor escolhido e sua cadeia de fornecedores locais.
A conclusão foi esta: os diversos atores se influenciam mutuamente e a competição se dá em cadeias de suprimentos, gerando, desse modo, vantagem competitiva. Com esse resultado, o pesquisador afirma a relevância de políticas públicas capazes de desenvolver, sobretudo, as cadeias de suprimento. “O Polo Industrial de Manaus pode atrair fornecedores estratégicos de insumos com maior valor agregado. Essa mudança será vantajosa para todos os atores que compõem subsetor, tanto grandes quanto pequenas e médias indústrias”, finaliza o professor.
Perspectivas
Orgulhoso com os rumos que a pesquisa tem tomado, o pró-reitor de Administração ressalta que o CNPq já está financiando um projeto que visa a expandir a análise para os subsetores de química, duas rodas e metal mecânico. “É uma parceria interinstitucional, com participação de professores da UFAM, da UFMG e da Universidade Federal de São Carlos (UFSC)”, esclareceu.
Outra expectativa do autor da pesquisa é a de vencer a nona edição do Grande Prêmio UFMG de Teses, mérito que se juntaria às conquistas já consolidadas. O trabalho concorre no Grupo de grandes áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas e Linguística Letras e Artes.
Concurso para a criação da marca `Amazonas Indígena Criativa´
A Fundação de Apoio Institucional Rio Solimões (Unisol), convida artistas, designers, e criadores de imagens, a apresentarem propostas para o concurso de criação da marca para a Amazonas Indígena Criativa (AmIC). O concurso tem por objetivo escolher a logomarca que será a identidade visual da Instituição. Após escolhida, será utilizada nas mais variadas peças e meios de comunicação: papelaria, peças impressas em geral, outdoors, banners, páginas de internet, cartazes e todas as mais diversas peças para difusão da marca.
Inscrições
As inscrições ocorrem de 23 de novembro a 7 de dezembro de 2015, das 8h30 às 12h e das 14h às 17h. O trabalho inscrito deverá, obrigatoriamente, ser entregue em envelope lacrado nas Instalações da AmlC, localizada na rua Alberto Mendes, 2182, Bairro Palmares, Parintins-Amazonas, ou encaminhado via Sedex pelo correio, devendo constar no envelope a indicação: Logomarca da Amazonas Indígena Criativa.
A Comissão Organizadora não se responsabiliza pelo não recebimento de solicitação de inscrição via Sedex, dentro do prazo de quatro dias, por motivos de ordem técnica dos correios, bem como por outros fatores de ordem técnica que impossibilitem o recebimento dos documentos.
A logomarca deve abordar os temas: inovação; riqueza da cultura amazônica; potencial criativo do amazonense; identidade do indígena e comunidades ribeirinhas; inovação nos artefatos culturais da Amazônia; empreendedorismo e mercado sustentável.
Podem participar do concurso qualquer brasileiro nato ou naturalizado, independente de sexo, etnia, residência, idade ou formação cultural, religiosa ou política, desde que atenda ao presente edital (em anexo) e inscreva um projeto de logomarca inédito de sua própria autoria e propriedade. No caso de o candidato ser menor de 18 anos, deverá ter autorização dos pais ou responsáveis.
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