Ufam Itacoatiara: Professores do ICET publicam livro em revista eletrônica internacional

Capa do LivroCapa do LivroTrês professores do Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia de Itacoatiara (ICET), Campus Universitário Moysés Benarrós Israel, publicaram em uma revista eletrônica internacional o livro intitulado Recursos Amazônicos: microbiota, fauna e flora (Amazonian Resources: Microbiota, Fauna and Flora).

A idéia do Livro surgiu a partir do professor Bruno Sampaio Sant’Anna, um dos editores, que viu a necessidade de informações sobre os recursos amazônicos, ainda escassas. “Como eu já havia publicado dois capítulos em livros diferentes, com a mesma editora, minha ideia foi, então, enviar uma proposta de livro sobre os recursos da Amazônia. Dessa forma, reuni vários professores e os convidei para contribuir escrevendo os capítulos”, disse Bruno, especialista em Zoologia.

O Livro reúne mais dois editores: professora Renata Takeara (Flora), e professor Maxwell Adriano Abegg (Microbiologia).

Publicação

A proposta de produção do Livro para a revista eletrônica surgiu após reunião dos editores em abril de 2014. Nesta, foram fechados os temas Fauna, Microbiota e Flora da Amazônia. Duas semanas depois do envio da proposta para a editora, a mesma aprovou e os editores assinaram o contrato para entregar o Livro até abril de 2015.  

A publicação aborda questões sobre recursos da maior floresta tropical do mundo, divididos em nove capítulos, que giram em torno de microbiota, fauna e flora, investigadas de forma diferenciada pelos pesquisadores, fornecendo, assim, informações de interesse ecológico, farmacêutico e / ou de importância econômica. Amazonian Resources: Microbiota, Fauna and Flora está disponível no site da Revista Eletrônica.

Icomp apresenta 17 novos aplicativos para dispositivos móveis em Feira

O Instituto de Computação da Ufam realizou na tarde de quinta-feira (28), a 3ª edição da Feira de Aplicativos PROMOBILE. O espaço é uma oportunidade para os alunos da graduação divulgarem para a comunidade universitária, e sociedade, os resultados obtidos após cursarem três disciplinas que tem relação com o PROMOBILE: Projeto de Programas, Técnicas de Programação, e Computação Social Móvel. Os alunos de pós-graduação do Icomp (mestrado e doutorado) também participam da Feira.

Os aplicativos são selecionados pelos professores das disciplinas.  Ao todo, 17 foram expostos através de banners, notebooks, e nos smartphones dos alunos desenvolvedores, e a maioria dos aplicativos foram apresentados pela primeira vez, e estão em fase de testes.

Finanças, Turismo e Saúde

Dos 17 aplicativos, três chamaram a atenção de quem visitava a Feira: Economize, InforMao, e o Care Places – Localizador de Hospitais. O Economize foi desenvolvido pelo aluno do oitavo período do curso de Ciência da Computação, Leon Manickchand Junior, e tem como objetivo o controle das finanças do usuário de forma rápida, organizada, incentivando-o a economizar.

Leon Manickchand com o aplicativo EconomizeLeon Manickchand com o aplicativo Economize

“O aplicativo lista as finanças por categoria (alimentação, por exemplo), mostra gráficos disso, notifica e parcela as despesas, gerencia conta-corrente e poupança, saldos, faturas de cartões, quanto estou devendo, dia e fechamento das faturas, e estabelece metas para que o usuário compre algo, como um computador. Quanto tenho e quanta falta para comprá-lo”, resume Leon. O aplicativo está sendo desenvolvido há cerca de um mês no sistema operacional Android, e futuramente rodará em outros sistemas.

Outro expositor é o estudante do quarto período do curso de Ciência da Computação, Gilvan Oliveira dos Reis. Ele desenvolveu o InforMAO. A idéia do aplicativo surgiu pelo fato de Manaus, nos últimos anos, ter atraído mais turistas por conta de grandes eventos internacionais. Logo Gilvan viu a necessidade de desenvolver um aplicativo que reunisse todas as Gilvan Oliveira com o aplicativo InforMAOGilvan Oliveira com o aplicativo InforMAOinformações turísticas sobre a Cidade.

Esse é o primeiro aplicativo do Acadêmico, ainda em teste. Nele o usuário pode encontrar eventos turísticos, culinária, e a opção `Procurar Atrações Próximo de Mim ´, que consiste em reunir opções de eventos a partir do que é divulgado nas redes sociais do cliente. “Um determinado usuário não gosta de peixe e posta isso no seu Twitter. Então o aplicativo, com a permissão do cliente, analisa o Twitter dele e passa a priorizar na busca por restaurantes cujo forte seja carne, ou comidas vegetarianas, se a pessoa for”, explica Gilvan.

Já o aplicativo Care Places – Localizador de Hospitais, como o próprio nome diz, facilita a busca por hospitais e clínicas públicasLucas Moraes, à esquerda, e Bruno Ábia, desenvolvedores do aplicativo Care Places – Localizador de HospitaisLucas Moraes, à esquerda, e Bruno Ábia, desenvolvedores do aplicativo Care Places – Localizador de Hospitais e particulares mais próximas da residência do usuário, ou onde o paciente estiver. Segundo um dos desenvolvedores, o aluno do quarto período de Engenharia da Computação, Lucas Moraes, o aplicativo funciona de duas formas: “o usuário escolhe por proximidade de quilômetros dos hospitais, ou por nomes, especialidades”. Bruno Ábia e Raphael Rocha também participam da pesquisa.

Outras características presentes no aplicativo são a de escolher hospitais de acordo com o número de estrelas, e comentar sobre a qualidade dos serviços prestados. O aplicativo avalia as opiniões, e lança uma nota.

As três edições da PROMOBILE têm como coordenadores os professores Elaine Harada Teixeira de Oliveira, e Horácio Antônio Braga Fernandes de Oliveira, ambos do Icomp. Segundo a professora Elaine Harada, os aplicativos apresentados na Feira são de alta qualidade. “No período passado, por exemplo (última edição da feira), tivemos visitas de investidores. E nesta edição temos novamente investidores empolgados em pelo menos uns três ou quatro aplicativos que estão hoje sendo expostos”.  

Instituto de Computação da Ufam: (92) 3305-1193 / 3305-2808 / 3305-2809.

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Ufam vai abrigar 3ª Feira de Aplicativos Promobile dia 28 de Janeiro

Monitoramento da reserva Mamirauá: pesquisadores da Ufam propõem alternativas

João Valsecchi, foto por Emerson OlliverJoão Valsecchi, foto por Emerson OlliverNa palestra ocorrida na manhã do dia 27 de janeiro, durante a programação da Escola Avançada de Sistemas Computacionais e Robóticos (Earth), o diretor-técnico do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDS), João Valsecchi, falou sobre os desafios e particularidades do cenário amazônico e apontou soluções para o monitoramento na reserva sustentável Mamirauá.

Atualmente, os estudos utilizam rádio telemetria e colares GPS para monitorar onças, peixes-bois, macacos, aves e invasões na floresta. Distâncias, difícil acesso, calor e umidade, ausência de energia elétrica continuada, comunicação inexistente na maioria das áreas, resistência ao clima e intempéries amazônicas, entre outras, são os desafios levantados pelo pesquisador. “Precisamos de solução porque todos os nossos equipamentos quebraram com descargas atmosféricas e por causa da grande quantidade de sedimentos na água, que entopem os equipamentos”, explica João Valsecchi.

Cerca de 12 onças-pintadas estão em monitoramento na reserva por meio de um cordão de GPS. A dificuldade relatada por Valsecchi está na captura dos animais. “Uma armadilha é colocada em trilhas, mas a checagem das armadilhas é feita de forma manual. A cada seis horas, os pesquisadores precisam ir in loco saber se alguma onça foi capturada. Por que não implantarmos um bipe junto às armadilhas com monitoramento de câmeras? Isso evitaria deslocamento a cada seis horas e acidentes envolvendo os pesquisadores”, disse. 

Ainda segundo o palestrante, o monitoramento por rádio exige a presença constante dos pesquisadores em campo pois as tecnologias de satélite não sãoReginaldo Carvalho, foto por Emerson OlliverReginaldo Carvalho, foto por Emerson Olliver aplicáveis ao ambiente amazônico, devido à necessidade de um componente flutuante do transmissor, que pode chamar a atenção de caçadores e também ser facilmente removido em áreas de igapó.

Possível solução

Um balão dirigível (aeróstato) com câmeras, sensores, e conexão de rádio, acoplados ao veículo aéreo, seria a solução encontrada para ajudar a fazer monitoramento da biodiversidade e de intrusões. O experimento, concebido pela equipe do projeto Aeróstato Remoto de Telecomunicação e Sensoriamento (Artes), é coordenado pelo professor do Instituto de Computação (Icomp) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Reginaldo Carvalho, doutor em Engenharia Elétrica e da Computação, e deve ser testado ainda este ano na reserva. Uma comitiva de pesquisadores especialistas em sistemas computacionais e robóticos visitará a reserva para conhecer os problemas in loco.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Instituto de Computação (Icomp)

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