Palestras sobre Desenvolvimento Empresarial e Oportunidades de empreender marcam segundo dia da Semana Acadêmica de Empreendedorismo na UFAM
Na primeira palestra desta quarta-feira, 31, o diretor do Centro de Desenvolvimento Empresarial e Tecnológico da UFAM, professor Luiz Roberto Nascimento, apresentou como funciona uma incubadora no âmbito universitário.
A “II Semana Acadêmica de Empreendedorismo - mapeando o empreendedorismo e a inovação na UFAM” é uma realização dos alunos da disciplina Empreendedorismo e Inovação, do curso de Administração, sob coordenação dos professores Irineu Vitorino e Dalton Vilela Júnior.
Durante o evento, o professor Irineu Vitorino destacou que é nas salas das Universidades que está o futuro da Economia brasileira. "Vocês estudam Administração para se tornarem funcionários de grandes empresas, atuarem no serviço público ou serem empreendedores, que é uma excelente opção. E como é que se aprende a empreender? Precisa estudar empreendedorismo, mercado, finanças, relações pessoais e, de acordo com a especificidade que você escolher, tem que ter domínio sobre a área. As estatísticas estão aí para mostrar que o mercado muda o tempo todo e a atualização é o caminho. Nessa II Semana de empreendedorismo vocês encontram interação e todas as informações de empreender com conhecimento. É preciso estudar, viajar, visitar empreendimentos e interagir. Vocês que estão nessa sala definem os rumos da Economia do país. Se nós da Universidade entendermos a importância da tecnologia, entendermos que é daqui que saem as ideias, as coisas novas, vamos compreender e construir um Brasil diferente” destacou o professor.
Professor Luiz Roberto Nascimento, economista e diretor do CDTECH da UFAM, explicou como funciona uma incubadora no ambiente universitário.
A palestra Desenvolvimento Empresarial e Tecnológico – Incubadora CDTECH foi proferida pelo professor Luiz Roberto Nascimento, economista e diretor do CDTECH da UFAM. Durante a palestra, ele explicou o funcionamento de uma universidade empreendedora e ressaltou o propósito de manter incubadoras no ambiente universitário. “A universidade empreendedora é aquela que além de ensinar, pesquisar e extensionar, investe em transferência de tecnologia, considerando que a tecnologia importa para prolongar a vida de empresas, impulsiona a produtividade e melhora a vida das pessoas. No Brasil são mais de trezentas incubadoras e 50% delas estão dentro de universidades. A intenção de manter incubadoras (unidades conduzidas por sujeitos envolvidos com desenvolvimento empresarial) é criar e transferir tecnologia, além de promover diálogo entre Universidade e a iniciativa privada, o que nos anos de 1980 não era admissível. Diziam que isso significava privatizar a Universidade. Mas hoje as pessoas já percebem que é um diálogo indispensável” declarou o palestrante.
Desafio Universitário Empreendedor
Palestrante Jeane Dias detalhou o funcionamento do Desafio Universitário EmpreendedorPara explicar o funcionamento do desafio Universitário Empreendedor promovido pelo Sebrae, a palestrante convidada foi Jeane Dias, coordenadora estadual da competição. Ela detalhou os critérios de participação aos acadêmicos. “Participam da competição a Universidade, o estudante e o professor indicado. No desafio, os alunos pontuam através da participação nas atividades ofertadas no site do SEBRAE, seja participando de cursos de Educação a distância, de capacitação empresarial, de quiz de empreendedorismo ou do papo de negócios. O bom é que os participantes ainda ganham certificados de horas complementares. Os cem melhores jogadores do ranking ganham kit com camisetas, bonés, canecas. Dos cem jogadores do ranking, os 40 melhores participam da etapa presencial, os quais confinados e, jogando durante três dias, sai a equipe campeã que representa o Amazonas na etapa final”, detalhou a palestrante, ressaltando que as etapas semifinal e final nacional serão em abril de 2017.
Expectativas dos participantes
Ítalo Alencar, estudante do 5º período do curso de Administração - "Seminário apresenta técnicas indispensáveis para a prática profissional"A acadêmica do primeiro período de Administração Talline Corrêa Oliveira considera a II Semana de Empreendedorismo muito importante para o desenvolvimento acadêmico e pessoal dela. “Esta é uma oportunidade que gera uma nova visão para o mundo empreendedor por meio de ideias e experiências de pessoas e empresas que já possuem grande experiência no mercado”, declarou a estudante.
Italo Silva Alencar, acadêmico do 5º Período, considera o evento muito relevante pela quantidade de palestras e pelo conteúdo de excelente qualidade. "As palestras "Oficina, carreira e propósito" e "Empreendedorismo e inovação” foram muito úteis para mim. Além das várias palestras e do conteúdo interessante, foram abordadas teorias e técnicas indispensáveis para a prática profissional. Isso instaura a cultura de ouvir e de estimular essa essência para o desenvolvimento do administrador e empreendedor local, levando em conta a necessidade de avanço nas demais áreas do mercado regional", ressaltou o aluno.
A programação do evento segue nesta tarde quarta-feira, 31, com a Oficina Análise financeira e viabilidade de projetos, às 15h; a mesa-redonda Empreendedorismo e Inovação, às 16h; a Oficina “Carreira e propósito”, às 17h e a Oficina de Canvas, às 19h.
Direitos humanos em tempos de Cibercultura: o que mudou depois da Internet?
Palestrantes apresentam pontos de vista sobre Cibercultura e Direitos HumanosSustentabilidade, política, religião e gênero são alguns dos temas que pautam estudiosos, criadores de conteúdos e ativistas no debate sobre as consequências do acesso à Internet por diferentes grupos sociais e o reflexo disso em violações de Direitos Humanos. Na última segunda-feira (29), a Universidade Federal do Amazonas sediou um evento cujo objetivo foi compreender os limites entre as ações comuns na rede e práticas criminosas.
Os ‘Diálogos sobre Cibercultura: Internet e Direitos Humanos’ foram promovidos pelo Programa de Extensão Ligação (Comunicação em Rede) em parceria com o coletivo ‘Jornalistas Livres’ e a Safernet Brasil, instituição ligada ao Comitê Gestor da Internet no País que se dedica a reunir e sistematizar denúncias de crimes na Internet há dez anos.
A inclusão digital, meramente técnica, não deve ser confundida com uma espécie de cidadania virtual. Se, por um lado, as pessoas têm cada vez mais acesso à Internet, mais importante será discutir os limites da ação e seus possíveis resultados.
No caso da violência, trata-se de uma ação virtual que terá consequências reais – ou concretas, conforme explicou uma das idealizadoras do evento, Maurília Gomes. Ela é professora substituta do curso de Relações Públicas da Ufam e faz parte do coletivo ‘Jornalistas em Rede’. “Os Direitos Humanos precisam ser respeitados. Quem compartilha nudes por vingança (Porno Revenge) precisa saber que há consequências para essa atitude, pois ela fere o direito à privacidade”, exemplificou Maurília.
Liberdade e Segurança
O diretor de Educação do Safernet Brasil, psicólogo Rodrigo Nejm, falou sobre o elevado grau de publicidade de informações pessoais e sensíveis na rede mundial de computadores. Para ele, nos dez anos em que o Safernet atua como um canal de denúncias e sistematização de crimes praticados no ambiente virtual, a demanda aumentou. A sensação de impunidade em relação às manifestações criminosas através da rede também cresceu. “A internet era como uma ‘Terra sem Lei’, mas estamos contribuindo com as políticas públicas para reduzir o número de violações explícitas aos Direitos Humanos e tornar a Web um espaço público de direitos”, enfatizou.Rodrigo Nejm abordou a hiperexposição de dados pessoais
Rodrigo explicou que o Safernet já recebeu mais de um milhão de denúncias por ano e o trabalho é realizado em colaboração com a Polícia Federal (PF) e com o Ministério Público Federal (MPF), que já possuem áreas especializadas para o combate de crimes cibernéticos. “Os principais casos são de racismo, homofobia, intolerância religiosa, violência contra a mulher e contra a criança e xenofobia”, listou.
Hot line para denúncias de crimes cibernéticos: http://new.safernet.org.br/denuncie#
O palestrante provocou os convidados sobre alguns aspectos que podem parecer naturais na rede, mas que, na vida concreta, não teriam sentido. “Para usar a internet de forma responsável, é preciso ter maturidade e capacidade crítica suficiente. Não é simplesmente ter acesso, ser um ‘nativo digital’, termo comum no discurso pronto sobre a rede. Por outro lado, devemos pensar sobre a superexposição voluntária da intimidade e o compartilhamento de dados sensíveis”, afirmou ele, “pois desencadeiam novos tipos de relações na rede”.
Veja a campanha do Safernet #InternetSemVacilo nas redes sociais.
Judiciário
“A Cibercultura gerou uma infinidade de relações novas que precisam ser discutidas”, ressalta o juiz de direito da Vara de Execução Penal do Amazonas e membro da Comissão de Direitos Humanos da Associação de Magistrados Brasileiros (CDH/AMB), Luís Carlos Valois. A Lei Carolina Dieckmann, por exemplo, alterou o Código Penal Brasileiro ao incluir o crime de “invasão de dispositivos informáticos”. Entretanto, o jurista acredita que não é dessa forma que serão combatidos os crimes realizados com o uso da Internet.
Ele defende a criação de valores e moral próprios da Internet, assim como os valores e a moral das sociedades tradicionais/reais nasceram naturalmente no seio delas próprias. “Cada vez que se cria uma proibição”, enfatizou o juiz, “é inventada uma forma de burlar isso”. Finalmente, ele deixou uma provocação ao público: “A gente pode falar sobre Direitos Humanos, mas o que a gente pode fazer de Direitos Humanos?”.
Thaísa Lima, finalista do curso de Relações Públicas acredita que os Direitos Humanos também fazem referência à liberdade de manifestar o pensamento, à solidariedade em causas com que se tem afinidade e aos valores corretos de respeito aos outros. “Meu trabalho final é sobre repercussão de casos de discriminação na rede. Eu uso dois exemplos, um de machismo e outro de homofobia, em que o engajamento na rede gerou resultados positivos de combate concreto à violência”, explicou.
HUGV promove encontro de psicólogos hospitalares
O Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) promoveu na manhã desta terça-feira, 30, o Encontro de Psicólogos Hospitalares, no auditório Dr. Zerbini da Faculdade de Medicina da Ufam.
Cerca de 80 participantes, entre psicólogos do HUGV e da rede hospitalar de Manaus e de municípios da região metropolitana de Manaus e da Faculdade de Medicina, participaram de debates e apresentação dos serviços de psicologias das principais instituições de saúde pública do Estado. O objetivo do evento é fomentar o conhecimento e a articulação da rede de psicólogos hospitalares e a partir disso, pensar em estratégias de ação para fortalecer a categoria e aprimorar sua atuação.
De acordo com a Chefe da Unidade de Atenção Psicossocial do Hospital, Socorro Lobato, a ideia de fazer um evento que envolva toda a rede de psicólogos hospitalares é reflexo da postura do HUGV de atuar de forma integral de assistência ao paciente. “A criação de linhas de cuidado ao paciente só se torna realidade se existe a corresponsabilização de toda a rede de assistência ao paciente. Este evento é uma oportunidade de troca de experiências entre os psicólogos de diversos espaços de atuação, promoção de conhecimento e fortalecimento da assistência à saúde, através de um fórum iniciado aqui onde o diálogo entre os profissionais aumente sua efetividade no cuidado aos pacientes”, afirmou.
A psicóloga Maura Carvalho, da Maternidade Estadual Ana Braga, relata que foi um momento importante para a troca de conhecimento. “Isso fortalece a rede inteira, aproxima os profissionais, estimula parcerias e nos ajuda em nossos encaminhamentos, pois conhecendo profissionais e o trabalho que desenvolvem e oferecem em cada instituição, podemos encaminhar os pacientes de modo mais válido e qualificado”, finaliza.
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