Divulgada lista de inscrições homologadas para Monitoria em Matemática
O Departamento de Matemática, por meio da Comissão responsável, publica a homologação das inscrições dos candidatos à monitoria. Confira a lista em anexo. A prova será realizada na tarde desta terça-feira, 23 de janeiro, das 14h às 16h, na sala 106/107 do ICE.
Professor Emmanoel Vilaça Costa tem trabalho publicado no periódico científico Phytochemistry
Em novembro de 2017, o trabalho também recebeu o prêmio de melhor pôster durante a VI Conferência Brasileira em Produtos Naturais e XXXII RESEM realizada em Vitória-ES
Professor Emmanoel Vilaça Costa é docente do Departamento de Química da Ufam e tem experiência na área de Química Orgânica com ênfase em Química de Produtos Naturais e Ressonância Magnética NuclearO docente do Departamento de Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Professor Dr. Emmanoel Vilaça Costa, acaba de ter o artigo “Lactonas sesquiterpênicas do tipo guaianolídeo e alcaloides aporfínicos das cascas do caule de Guatteria friesiana” - em inglês, “Guaianolide sesquiterpene lactones and aporphine alkaloids from the stem bark of Guatteria friesiana - publicado na Phytochemistry, prestigiada revistacientífica dedicada a estudos de química de plantas, bioquímica, biologia molecular e genética e estrutura de bioatividades de fitoquímicos.
O trabalho já havia recebido, em novembro de 2017, o prêmio de melhor pôster durante a VI Conferência Brasileira em Produtos Naturais e XXXII RESEM (6th Brazilian Conference on Natural Products and XXXII RESEM). A pesquisa do professor Emmanoel Costa envolve a busca de substâncias ativas nas cascas de Guatteria friesiana, arvoreta popularmente conhecida como envira,encontrada exclusivamente na Região Amazônica, particularmente no Amazonas, conforme explica o pesquisador. “AGuatteria friesiana é uma arvoreta variando de 3 a 10 m de altura popularmente conhecida como envira, encontrada particularmente no Amazonas. É bastante comum a utilização das cascas da árvore, que são fortes, na confecção de barbantes e cordas. A Guatteria friesiana pertence à Annonaceae que é uma família botânica conhecida mundialmente devido aos seus frutos comestíveis tais como, graviola (Annona muricata L.), ata, pinha ou fruto do conde (Annona esquamosa L.) e biribá (Annona mucosa Jacq). As investigações químico-biológicas anteriores com a Guatteria friesiana revelaram propriedades antimicrobianas e citotóxicas contra linhagens de células tumorais humanas e as novas investigações das cascas da G. friesiana levaram à obtenção de três novos sesquiterpenos do tipo guaianolídeo, quatro novos alcaloides aporfinicos, juntamente com duas substâncias conhecidas”, explicou o professor.
Combate ao diabetes
Ele também informou que as novas estruturas químicas foram determinadas por meio de espectroscopia de ressonância magnética nuclear e espectrometria de massas. “Este é o primeiro relato de guaianolídeos na família Annonaceae, conhecida como a família da graviola. Todos os compostos isolados foram submetidos a ensaio de atividade antiglicação visando a descoberta de potenciais substâncias para o combate a diabetes. Entre os compostos isolados, o alcaloide guatterfriesidina mostrou uma potente atividade antiglicação inibindo a formação de produtos finais de glicação avançada, pela prevenção da oxidação e inibição da formação de radicais livres”.
Trabalho de equipe
Além do coordenador do projeto, o trabalho teve como colaboradores os seguintes pesquisadores:
Liviane do Nascimento Soares: Aluna do Programa de Pós-Graduação em Química/UFAM.
Maria Lúcia Belém Pinheiro: Departamento de Química/UFAM.
Beatriz Helena Lameiro de Noronha Sales Maia: Departamento de Química/UFPR.
Francisco de Assis Marques: Departamento de Química/UFPR.
Em novembro de 2017, o professor recebeu o prêmio de melhor pôster durante a VI Conferência Brasileira em Produtos Naturais e XXXII RESEM (6th Brazilian Conference on Natural Products and XXXII RESEM)Andersson Barison: Departamento de Química/UFPR.
Jackson Roberto Guedes da Silva Almeida: Núcleo de Estudos e Pesquisas de Plantas MedicinaisUNIVASF.
Iran da Luz Sousa: Instituto de Química/UNICAMP.
Gabriel Heerdt: Instituto de Química/UNICAMP.
Renan de Souza Galaverna: Instituto de Química/UNICAMP.
Nelson Henrique Morgon: Instituto de Química/UNICAMP.
Leonard Domingo Rosales Acho: Faculdade de Farmácia/UFAM.
Emerson Silva Lima: Faculdade de Farmácia/UFAM.
Felipe Moura Araújo da Silva: Central Analítica/Centro de Apoio Multidisciplinar /UFAM.
Héctor Henrique Ferreira Koolen: Grupo de Pesquisa em Metaboloma e Espectrometria de Massas/UEA.
Apoio Financeiro: CNPq, CAPES, FINEP, UFAM e FAPEAM.
Referência
O docente informa a referência para quem quiser consultar o trabalho publicado na Phytochemistry: COSTA, E. V.; SOARES, L. N.; PINHEIRO, M. L. B.; MAIA, B.H.L.N.S.; MARQUES, F.A.; BARISON, A.; ALMEIDA, J. R. G. S.; SOUSA, I. L.; GALAVERNA, R. S.; HEERDT, G.; MORGON, N. H.; ACHO, L. D. R.; LIMA, E. S.; SILVA, F. M. A.; KOOLEN, H. H. F.Guaianolide sesquiterpene lactones and aporphine alkaloids from the stem bark of Guatteria friesiana. PHYTOCHEMISTRY, v. 145, p. 18-25, 2018.
Reitor recebe o cientista Ennio Candotti
Diretor do Museu da Amazônia, o cientista destacou a necessidade de ampliar a presença da Amazônia em Brasília para fortalecer a defesa dos interesses do Norte.
O cientista também aproveitou a ocasião para doar livros para a Ufam.
O reitor, professor Sylvio Puga, recebeu, no último dia 12 de janeiro, o diretor do Museu da Amazônia, cientista Ennio Candotti. O encontro foi voltado a discutir projetos que possam ser enviados aos órgãos de fomento de Brasília, para a pesquisa e desenvolvimento da Amazônia, particularmente, na área de botânica e de conservação da biodiversidade.
“Em dezembro, estive com os Reitores das Universidades do Norte, para discutir projetos para a pesquisa e para o desenvolvimento aqui da Amazônia. Concluímos a reunião com o encaminhamento de que deveríamos organizar um encontro para reunir as ideias e apresentar projetos complementares a Brasília e criar uma espécie de grupo de pressão para defender os interesses da pesquisa científica das universidades e da formação dos recursos humanos aqui no Norte, pois, se queremos, de fato, tomar conta da floresta, precisamos de 100 mil botânicos aqui na Amazônia, mas são poucas as pós-graduações em botânica e precisamos rever isso”, destacou o diretor do Museu da Amazônia.
Ainda segundo o cientista, a articulação das autoridades universitárias da Região Norte para ampliar a presença da Amazônia em Brasília favorece também a defesa dos interesses do Norte junto aos fóruns internacionais.“Estamos todos de acordo que devemos ampliar a presença da Amazônia em Brasília porque, em nome da Amazônia, são recolhidos muitos recursos mundo afora. Recursos do Banco Mundial, do Fundo Amazônia, alemães, europeus, noruegueses, americanos e poucos deles chegam, de fato, a contribuir para o desenvolvimento da educação superior e da pesquisa científica. Vivemos em cima de um tesouro geológico e devemos trazer a pesquisa pra cá, formar os nossos quadros, os quadros que necessitamos para Amazônia”, argumentou ele.
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