Palestra sobre Estresse ocupacional e Mostra da produção científica dos professores de Enfermagem encerram Semana de Enfermagem na UFAM
Dr. José Carlos Reston durante a palestra sobre a Síndrome de Burn-outPalestra sobre Estresse ocupacional e apresentações de quatro pesquisas realizadas pelos docentes da Escola de Enfermagem de Manaus marcaram o segundo dia de programação da Semana de Enfermagem na Universidade Federal do Amazonas.
O professor José Carlos Reston, da Associação Internacional de Parapsiquismo Interassistencial (ASSIPI, ministrou palestra sobre a Síndrome de Burn-Out, também conhecida como Síndrome do esgotamento profissional.
Ele destacou que é necessário esclarecer a população sobre a Síndrome para detectá-la com rapidez e realizar a profilaxia e o tratamento adequados. “Devido à constante exposição a atividades de emergência e hipervigilância, os profissionais da área de saúde estão entre os mais acometidos pela Síndrome. Ao mesmo tempo em devem prestar um serviço humanizado pra ajudar o paciente, devem tomar o cuidado de não tomar para si os problemas dos pacientes, pois essa transferência é prejudicial para a saúde do profissional. O desgaste físico e emocional faz com que muitos profissionais não aguentem por muito tempo a pressão do cotidiano. Há casos em que o profissional começa a faltar no serviço e, um dia, abandona o trabalho sem dar explicações. O pior é que ele nem percebeu que estava acometidopela Síndrome de Burn-Out e que há tratamento adequado para isso”, explicou o palestrante.
Após a palestra, os professores da Escola de Enfermagem apresentaram o resultado da produção científica da Pós-graduação. Entre os trabalhos apresentados estavam o do professor José Ricardo Fonseca e do professor Zilmar de Souza Filho.
O professor José Ricardo Fonseca apresentou o estudo que realizou sobre o Estresse entre os enfermeiros de Emergência. Ele identificou os níveis de estresse ocupacional entre 36 enfermeiros de emergência da rede de saúde pública estadual e as principais causas que levam ao esgotamento físico e mental dos profissionais, como o exercício de cargos gerenciais e jornadas excessivas de trabalho. “ A pesquisa apontou que mais de 70% dos profissionais com dupla jornada são estressados”, disse ele.
O professor Zilmar Augusto de Souza Filho apresentou o resultado da dissertação de mestrado dele. O trabalho, intitulado “Acidente vascular cerebral e famílias: abordagem da Enfermagem na perspectiva do modelo Calgary”, investigou as experiências das famílias que convivem com as pessoas sequeladas por Acidente Vascular Cerebral (AVC).
“Nesta pesquisa, percebemos uma alta incidência de AVC na faixa etária entre 59 e 85 anos e que todos os atingidos eram chefes de família. Os familiares deles assumem cuidados de saúde complexos e desejam um acompanhamento que vai além do trabalho do enfermeiro, como os serviços de fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos”, destacou o pesquisador.
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