Programa Pé-de-Pincha da Ufam é parceiro em Projeto de Monitoramento da Biodiversidade

Em reunião ocorrida no último dia 11 de julho, na sede do WCS (Wildlife Conservation Society), setor Sul da Ufam, o Programa Pé-de-Pincha/Ufam, o Instituto de Pesquisa Ecológica (IPÊ), o Centro Estadual de Unidades de Conservação (CEUC) e o Projeto Tartaruga da Amazônia - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) assinaram projeto que contempla ações de monitoramento de indicadores biológicos da região.

As atividades, intituladas ‘Monitoramento Complementar Participativo na Amazônia’ serão de interesse das comunidades envolvidas em seis unidades de conservação localizadas no Bioma desta região. Esse projeto é resultado de uma cooperação entre o IPÊ e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), com o apoio da Fundação Moore e do Programa Pé-de-Pincha/Ufam.

Para o coordenador do programa Pé-de-Pincha, professor Paulo Andrade, uma das ações importantes para a conservação de quelônios é o monitoramento populacional feito por comunidades tradicionais. O objetivo é mobilizar e despertar o interesse dos envolvidos para a conservação desse grupo biológico, gerando conhecimento de aplicação direta para o manejo das populações locais.

As comunidades usam quelônios durante o ano, capturando os indivíduos e coletando seus ovos para alimentação. As espécies mais apreciadas são Tartarugas da Amazônia (Podocnemis expansa), Tracajá (Podocnemis unifilis) e Irapuca (Podcnemis erythrocephala) na RESEX (Reserva Extrativista) do Rio Anini e Jaú.

Principais objetivos do projeto

O objetivo do grupo é propor o delineamento do protocolo de amostragem para o monitoramento das populações e o consumo de quelônios aquáticos continentais. A expectativa é atender as questões prioritárias propostas pelas comunidades da Reserva Extrativista (RESEX) do Rio Unini e PARNA Jaú, apresentadas durante a oficina de Identificação de Alvos de monitoramento da Biodiversidade realizada no local.

O protocolo de amostragem foi elaborado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN) e pela contribuição de especialistas durante a oficina do grupo de trabalho “Quelônios Aquático na Amazônia”. A oficina foi realizada nos dias 27 e 28 de maio de 2014, no Centro Cultural de Brasília-DF, e as prioridades são estas:

  •     Conservação das espécies e desconhecimento das condições das populações;
  •     Importância da conservação das áreas de reprodução;
  •     Necessidade de orientação e treinamento para manejo adequado dos ovos;
  •     No período da cheia utilizam a pesca de quelônios em rios e igarapés;
  •     Na seca coletam nas praias. Barrancos e queimadas (capoeira), quando os animais sobem para desovar durante a noite;
  •     Coleta de indivíduos e ovos de maneira indiscriminada, o que se intensifica em datas comemorativas;
  •     Colocar o manejo previsto no plano manejo que está em prática e subsidiar revisões periódicas;
  •     De maneira geral, o maior consumo é de ovos e adultos, mas pode ser interessante identificar se os juvenis são capturados na proporção de cascos menores que o tamanho de maturidade sexual.
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