Ufam está entre as 36 universidades federais que mais produzem pesquisa

 
Por Cristiane Souza
Equipe Ascom Ufam

Para além das salas de aula, para além da reprodução de teorias e, sobretudo, com a missão de formar profissionais preparados para efetivamente contribuir com o desenvolvimento tecnológico, econômico e social, as universidades públicas brasileiras sabem onde é necessário investir: na pesquisa. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) está no caminho certo, segundo o que aponta um levantamento encomendando pela Universidade de São Paulo (USP), sobre a produção científica das instituições públicas de ensino superior do País.

O ranking aponta que a Ufam se destaca ao aparecer no grupo composto pelas 36 universidades federais brasileiras que mais produziram pesquisa entre 2014 e 2018. Os dados são da base Web of Science, e foram compilados pela Clarivate Analytics, a pedido da reportagem do Jornal da USP. A reportagem completa, assinada por Herton Escobar, está disponível neste link, e foi intitulada de “Fábrica de Conhecimentos – o que são, como funcionam e para que servem as universidades públicas de pesquisa”.

Em se tratando de região Norte, somente Ufam e Universidade Federal do Pará (UFPA) figuram na lista das 44 universidades brasileiras que mais pesquisam. Esse é um indicador de que, juntas, as duas Federais têm o papel de estabelecer parcerias e fortalecer ainda mais a produção científica em nível regional, seja por meio da oferta de vagas em programas de pós-graduação interinstitucionais, como já vem ocorrendo, ou de outras tantas estratégias de aproximação. "Esse é um indicativo extremamente importante para nós, cujo significado é o de estarmos no caminho certo. Parabenizamos professores, técnico-administrativos e estudantes que se dedicam à ciência com tanto comprometimento. Estamos trabalhando para avançar ainda mais nesse ranking", disse o reitor da Ufam, professor Sylvio Puga.  

Percepção da sociedade

Segundo a reportagem, há uma enorme diferença entre dar aulas e seguir o caminho da investigação científica de ponta. “A diferença é óbvia para ele e tantos outros que trabalham com pesquisa e ensino superior no País, mas não para grande parte da sociedade”, diz o texto. Estudos do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), de 2015, apontaram um cenário preocupante, o de que “as universidades não são percebidas pela população como instituições de pesquisa, apesar de serem elas as responsáveis pela maior parte da produção científica nacional”.

Bem ao contrário disso, as universidades públicas têm se mostrado “verdadeiras fábricas de ciência”. Isso porque, “das 50 instituições que mais publicaram trabalhos científicos no Brasil nos últimos cinco anos, 44 são universidades (36 federais, sete estaduais e somente uma particular) e cinco são institutos de pesquisa ligados ao governo federal, além de um instituto federal de ensino técnico”, conforme aponta a pesquisa que mede a produção de trabalhos científicos oriundos dessas instituições pelos últimos quatro anos.

Custo não, Investimento

A reportagem cita ainda um relatório produzido pelo Banco Mundial, chamado de “Um Ajuste Justo: Análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, que comparou os custos do ensino público e do da educação superior privada, apontando esta como a mais barata e viável e sugerindo, por fim, “a cobrança de mensalidade nas instituições públicas”. Entretanto, o relatório ignora que esse “custo” é reflexo das pesquisas produzidas nas universidades públicas, o que exige aplicação de recursos para aquisição de equipamentos e de insumos e para a contrução de laboratórios apropriados.

Nesse ponto, o presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies), engenheiro Fernando Peregrino, é enfático: “O custo da pesquisa é elevado. Em compensação é o que nos possibilita tirar petróleo do fundo do mar, plantar soja no Cerrado, produzir vacinas para doenças tropicais, e tantas outras coisas”. Assim, é simples a conclusão de que não se trata de custo o recurso para financiar a pesquisa nessas entidades de ensino superior, mas de investimento.

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