Proamde festeja 13 anos de existência
Nada de exercício de fisioterapia. Nesta terça-feira, 28, o clima era todo de festa no ginásio que acolhe o Programa de Atividades Motoras para Deficientes (Proamde). Pelo menos 250 integrantes do projeto, entre crianças, jovens e adultos participaram, juntos de seus familiares, do evento em comemoração ao 13º aniversário do projeto.
No espaço, camas elásticas e lonas infláveis foram montadas, estandes de exposição de equipamentos e materiais da Marinha e Exército foram montados e até um veículo de combate a incêndio, do Corpo de Bombeiros, foi trazido para levar os alunos para passear no campus. “Fizemos o evento com amor e carinho e para fazer deste dia, um dia especial. Para isso, contamos com parceiros importantes que ajudaram até mesmo, a tornar sonho de alguns, realidade”, frisou a vice-coodenadora do Proamde, professora Minerva Amorim, referindo-se ao desejo de alguns alunos de entrar em um carro do Corpo de Bombeiros.
Chefe do grupo que participou do festejo, o tenente França, da Corporação, falou da experiência de contribuir com o projeto. “É a primeira vez que participamos. Saímos daqui com a sensação de que cumprimos novamente com a missão de fazermos os diferenciais perante a sociedade e também, felizes, porque isso nos transforma como seres humanos”, afirmou ele.
O Exército Brasileiro já festejou os 12 anos do Proamde no ano passado, mas esta é a primeira vez que o tenente Souza Filho colabora. “Em quase 30 anos de serviço, esta foi uma das melhores experiências das quais eu já participei. É um aprendizado, uma lição de vida”, disse.
Entre uma passagem e outra, pelos estandes, os alunos do programa também assistiram a algumas atrações circenses. Houve o palhaço Puxa-Puxa, o ventríloquo e as provocações de seu boneco, o mágico David e os desafios à física dos malabares de Ralf.
Já cansados, foi hora do lanche, regado a refrigerante, pipoca doce, cachorro quente e o bolo que servia mais de 500 fatias. Tudo, regado ao som da banda Marrakesh, com músicas sertanejas, pagode e discoteca.
Persistência

A festa, no entanto, não serviu apenas como forma de entreter. Para uma mãe, em especial, foi a oportunidade de voltar no tempo.
Adriana Palma Lima é mãe de Juan Carlos, que no início do projeto, tinha cinco anos de idade. À época, o menino mal se comunicava, tinha limitações motoras e não se socializava. “O projeto começou em maio do ano 2000 e eu trouxe o meu filho em junho. De lá para cá, ele melhorou em todos os sentidos: tem autonomia de suas decisões e mobilidade, algo que, se caso eu não o tivesse trazido para o projeto, talvez não conseguisse. Hoje, ele até pratica natação”, alegrou-se.
Sobre o programa
O Proamde oferece aulas de educação físicas, natação e Halliwick para crianças de 2 anos, adolescentes, adultos ou idosos com deficiência. As inscrição são gratuitas e as aulas acontecem tanto na Universidade, quanto no hospital Universitário Getúlio Vargas, atendendo a pessoas com lesão na medula.

