Fixação de doutores na Amazônia é tema de aula magna do 1º DINTER da Ufam no interior

O campus do Polo do Vale do Rio Madeira (Humaitá) foi criado em 4/10/2006. Ao centro da foto está professor Gilson, em momento da aula O campus do Polo do Vale do Rio Madeira (Humaitá) foi criado em 4/10/2006. Ao centro da foto está professor Gilson, em momento da aula Em aula magna realizada na manhã da quinta-feira (12), o pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal do Amazonas, professor Gilson Monteiro, destacou os desafios que as instituições de ensino superior da região amazônica enfrentam para formar e fixar doutores no local.

“A região amazônica possui 10% da economia nacional e investe apenas 5% em tecnologia. Além disso, dos cerca de 70 mil doutores que o Brasil possui, há 4 mil na Amazônia. Ou seja, existe uma assimetria muito grande. Logo, a formação por meio de DINTERs como esse é uma das possibilidades para diminuirmos essas disparidades. Porque as pessoas que se formam neles já trabalham no local e já ficam por lá mesmo. O ideal é termos de 10 a 15 mil doutores na Amazônia”, disse.

Como forma de se atingir esse objetivo, o pró-reitor cita o exemplo do Fórum de Reitores das Instituições Federais da Região Norte, iniciativa que se firma como o lócus para o fortalecimento solidário das diversas instituições federais de ensino superior do Norte.

Segundo ele, recentemente foi apresentado junto ao ministro da educação, Aloísio Mercadante, um projeto que acrescentaria, como forma de chamar e fixar mais pesquisadores na Região, R$ 3 mil a mais ao salário deles caso venham para cá e apresentem projeto de pesquisa que vise à excelência da pós-graduação.

“O ministro pediu 30 dias para ver a viabilidade. Ou seja, para montar uma equipe de trabalho para ver se implanta o projeto, via CNPq, em convênio com a FAPEAM”, destaca.

 

Física Ambiental

Junto de professores do Instituto, a reitora da Ufam, professora Márcia Perales, participou da aula magnaJunto de professores do Instituto, a reitora da Ufam, professora Márcia Perales, participou da aula magna

Oferecido pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e ligado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, o Doutorado Interinstitucional em Física Ambiental do Instituto de Educação, Agricultura e Meio Ambiente (IEAA/Humaitá) é o primeiro que a Universidade Federal do Amazonas executa no interior do Estado. Com 11 alunos, a previsão é que a turma inicial se forme em 2017.

O atual diretor do campus da Instituição em Humaitá, professor Milton César Campos, destaca o pioneirismo do DINTER em Física Ambiental. “Este é o primeiro Curso de Doutorado na modalidade DINTER oferecido no interior do Estado, o que é um avanço na política de qualificação das Unidades Acadêmicas fora da sede. Além disso, este DINTER é resultado de um trabalho coletivo de um grupo de professores do IEAA, que participaram ativamente na construção da proposta e da parceria com a Reitoria e Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da Ufam”, afirma.  

 

Interiorização da Pós-graduação

Há pouco mais de dois meses à frente da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PROPESP), da Ufam, professor Gilson anuncia que, em breve, vai ser lançado o Programa de Interiorização da Pós-graduação da Universidade. Atualmente, a Instituição possui o DINTER em Humaitá e um Mestrado Interinstitucional (MINTER) no Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (ICET), em Itacoatiara, e estuda a implantação de mais um DINTER, dessa vez no Instituto de Ciências e Biotecnologia (ICB), em Coari. 

Segundo o pró-reitor, a meta é que após os quatro anos da atual administração superior da Universidade Federal do Amazonas existam pelo menos um mestrado e um doutorado em cada um dos cinco municípios do Estado em que a Ufam possui campus. Além de Humaitá, Itacoatiara e Coari, existem o Instituto de Natureza e Cultura e o Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia, localizados em Benjamin Constant e em Parintins, respectivamente.

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